Como a família e amigos de um paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem ajudar
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Como a família e amigos de um paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem ajudar durante uma crise de dor emocional ou autoagressão?
Olá, tudo bem? Essa é uma pergunta muito importante, porque quem convive com alguém que tem Transtorno de Personalidade Borderline muitas vezes sofre junto e fica sem saber como agir nos momentos de crise.
Durante uma crise de dor emocional ou de risco de autoagressão, a ajuda da família e dos amigos começa menos pelo que se faz e mais pela postura emocional que se oferece. Nessas horas, a pessoa costuma estar tomada por emoções intensas, com o sistema emocional funcionando em modo de ameaça, o que reduz bastante a capacidade de refletir com clareza. Tentativas de minimizar a dor, racionalizar demais ou “dar bronca” costumam ser vividas como invalidação e podem aumentar o sofrimento, mesmo quando a intenção é boa.
O que costuma ajudar mais é uma presença firme e ao mesmo tempo acolhedora, que transmita segurança sem reforçar o caos emocional. Validar o sofrimento não significa concordar com comportamentos autodestrutivos, mas reconhecer que a dor é real e intensa naquele momento. É como oferecer um ponto de ancoragem quando a pessoa está emocionalmente à deriva, ajudando-a a atravessar a crise até que a intensidade diminua.
Também é importante lembrar que familiares e amigos não substituem tratamento. Em situações de risco, incentivar o uso de estratégias já combinadas em terapia ou buscar ajuda profissional faz parte do cuidado. Em alguns casos, o acompanhamento psiquiátrico é necessário, especialmente quando há risco elevado ou repetição de crises, e esse encaminhamento não deve ser visto como fracasso, mas como proteção.
Quando você pensa em ajudar alguém em crise, o que costuma ser mais difícil para você: lidar com a intensidade emocional, colocar limites ou conter o medo de que algo grave aconteça? Em quais momentos você percebe que suas tentativas de ajudar acabam aumentando o conflito, mesmo sem querer? E como você cuida de si mesmo enquanto tenta cuidar do outro? Essas reflexões são fundamentais para que o apoio seja sustentável e não adoecedor.
Ajudar alguém com TPB em crise exige empatia, limites e informação, sempre lembrando que ninguém precisa carregar isso sozinho. Com orientação adequada, é possível oferecer apoio sem se perder no sofrimento do outro. Caso precise, estou à disposição.
Durante uma crise de dor emocional ou de risco de autoagressão, a ajuda da família e dos amigos começa menos pelo que se faz e mais pela postura emocional que se oferece. Nessas horas, a pessoa costuma estar tomada por emoções intensas, com o sistema emocional funcionando em modo de ameaça, o que reduz bastante a capacidade de refletir com clareza. Tentativas de minimizar a dor, racionalizar demais ou “dar bronca” costumam ser vividas como invalidação e podem aumentar o sofrimento, mesmo quando a intenção é boa.
O que costuma ajudar mais é uma presença firme e ao mesmo tempo acolhedora, que transmita segurança sem reforçar o caos emocional. Validar o sofrimento não significa concordar com comportamentos autodestrutivos, mas reconhecer que a dor é real e intensa naquele momento. É como oferecer um ponto de ancoragem quando a pessoa está emocionalmente à deriva, ajudando-a a atravessar a crise até que a intensidade diminua.
Também é importante lembrar que familiares e amigos não substituem tratamento. Em situações de risco, incentivar o uso de estratégias já combinadas em terapia ou buscar ajuda profissional faz parte do cuidado. Em alguns casos, o acompanhamento psiquiátrico é necessário, especialmente quando há risco elevado ou repetição de crises, e esse encaminhamento não deve ser visto como fracasso, mas como proteção.
Quando você pensa em ajudar alguém em crise, o que costuma ser mais difícil para você: lidar com a intensidade emocional, colocar limites ou conter o medo de que algo grave aconteça? Em quais momentos você percebe que suas tentativas de ajudar acabam aumentando o conflito, mesmo sem querer? E como você cuida de si mesmo enquanto tenta cuidar do outro? Essas reflexões são fundamentais para que o apoio seja sustentável e não adoecedor.
Ajudar alguém com TPB em crise exige empatia, limites e informação, sempre lembrando que ninguém precisa carregar isso sozinho. Com orientação adequada, é possível oferecer apoio sem se perder no sofrimento do outro. Caso precise, estou à disposição.
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Durante uma crise de dor emocional ou autoagressão, familiares e amigos podem ajudar oferecendo presença calma e acolhedora, escutando sem julgar e reconhecendo a intensidade do sofrimento, sem minimizar nem rotular o comportamento. É importante manter limites claros e evitar tentar “resolver” a dor por completo, incentivando que a pessoa utilize estratégias seguras aprendidas na terapia ou busque apoio profissional imediato. Demonstrar consistência, paciência e disponibilidade ajuda a reduzir sentimentos de abandono e desamparo, criando um ambiente que permite que a pessoa se regule de forma mais segura.
Durante uma crise, o mais importante é oferecer presença e acolhimento, sem julgamentos ou confrontos. Escutar, validar o sofrimento e manter uma postura calma ajuda a reduzir a intensidade da dor emocional.
Também é fundamental incentivar a busca por ajuda profissional e respeitar os limites do tratamento. Familiares e amigos não substituem o cuidado clínico, mas podem ser uma rede de apoio importante quando atuam com orientação e cuidado.
Abraços
Também é fundamental incentivar a busca por ajuda profissional e respeitar os limites do tratamento. Familiares e amigos não substituem o cuidado clínico, mas podem ser uma rede de apoio importante quando atuam com orientação e cuidado.
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