Como a genética influencia o desenvolvimento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
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Como a genética influencia o desenvolvimento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
O transtorno de personalidade borderline PB) é um dos quadros cuja base biológica é menos conhecida. É possível que se trate, na verdade,de vários transtornos, com algumas características em comum. Não há estudos que comprovem de modo claro uma predisposição genética especificamente para TPB, porém há estudos sobre epigenética (a influência ambiental, no funcionamento dos genes) que sugerem que maus tratos na infância podem afetar genes e levar a alterações do eixo hipotálamo-hipofisário que, por sua vez, poderia estar relacionados a algumas das manifestações em personalidades borderline.
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Embora o fator genetico possa influenciar, é importante destacar que a genética não é determinante: ter casos na família não significa que todos os descendentes irão apresentar TPB por exemplo. Além dos fatores biológicos, experiências de vida, ambiente familiar, relações afetivas e situações de estresse têm papel fundamental no surgimento e evolução do transtorno.
Deixo uma recomendação de leitura: "Como Lidar com o Transtorno de Personalidade Limítrofe - Borderline: Guia Prático Para Familiares e Pacientes" - Autores: Martin Bohus; Markus Reicherzer; Klaus Brüschke.
ATT.
Deixo uma recomendação de leitura: "Como Lidar com o Transtorno de Personalidade Limítrofe - Borderline: Guia Prático Para Familiares e Pacientes" - Autores: Martin Bohus; Markus Reicherzer; Klaus Brüschke.
ATT.
A genética pode exercer uma influência importante no desenvolvimento do Transtorno de Personalidade Borderline, mas ela não é o único fator envolvido. O que sabemos hoje é que algumas pessoas podem nascer com uma predisposição biológica maior, ou seja, apresentam características genéticas que tornam o cérebro mais sensível às emoções ou às situações de estresse. Isso não significa que, por ter essa predisposição, a pessoa inevitavelmente desenvolverá o transtorno, mas aumenta a vulnerabilidade. Além da genética, fatores ambientais como experiências de vida, relações familiares e situações de trauma também têm um peso muito grande. Em resumo, o transtorno surge geralmente da combinação entre uma base biológica e as vivências ao longo da vida, e é justamente por isso que cada caso se manifesta de forma única.
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