Como a hipersensibilidade ao abandono, típica do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), deve
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Como a hipersensibilidade ao abandono, típica do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), deve ser manejada para que o vínculo de confiança não seja rompido no início da psicoterapia ?
Olá, bom dia!
Como vai?
Vou primeiro contextualizar pra você (:
A hipersensibilidade ao abandono no TPB está diretamente relacionada a esquemas iniciais desadaptativos (especialmente abandono/instabilidade em vínculos importantes), ativação rápida de estados emocionais intensos e/ou interpretação enviesada de sinais relacionais (ex: o outro se atrasou = "ele(a) não queria vir, ele(a) não gosta da minha companhia, logo: acho melhor eu ir embora").
Durante o tratamento, indico realizar terapia focada em Esquemas ou a DBT. O tratamento eficaz precisa focar simultaneamente em alguns pontos
• regulação emocional
• relação terapêutica segura
• reestruturação de esquemas
A aliança terapêutica é um mecanismo importantíssimo e central de mudança, especialmente no início do tratamento. Até por que a ideia é que a relação terapeuta x paciente seja um modelo/padrão para que você se sinta mais seguro nas outras relações.
Se precisa de ajuda ou apoio conte comigo (:
Lara Ninin
Como vai?
Vou primeiro contextualizar pra você (:
A hipersensibilidade ao abandono no TPB está diretamente relacionada a esquemas iniciais desadaptativos (especialmente abandono/instabilidade em vínculos importantes), ativação rápida de estados emocionais intensos e/ou interpretação enviesada de sinais relacionais (ex: o outro se atrasou = "ele(a) não queria vir, ele(a) não gosta da minha companhia, logo: acho melhor eu ir embora").
Durante o tratamento, indico realizar terapia focada em Esquemas ou a DBT. O tratamento eficaz precisa focar simultaneamente em alguns pontos
• regulação emocional
• relação terapêutica segura
• reestruturação de esquemas
A aliança terapêutica é um mecanismo importantíssimo e central de mudança, especialmente no início do tratamento. Até por que a ideia é que a relação terapeuta x paciente seja um modelo/padrão para que você se sinta mais seguro nas outras relações.
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Olá, tudo bem?
No início da psicoterapia com pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline, a hipersensibilidade ao abandono costuma estar muito ativa. Pequenos sinais, como um atraso, uma mudança de horário ou até uma percepção sutil no tom de voz, podem ser interpretados como indícios de rejeição. Não é exagero, é a forma como o sistema emocional aprendeu a se proteger ao longo do tempo.
O manejo aqui não passa por “convencer” o paciente de que não há abandono, mas por construir, na prática, uma experiência diferente. Isso envolve consistência, previsibilidade e clareza desde o início. Quando o terapeuta mantém acordos, explica mudanças com transparência e sustenta uma postura estável, o paciente começa, ainda que lentamente, a perceber que o vínculo não depende de variações momentâneas.
Ao mesmo tempo, é essencial validar essa sensibilidade sem reforçar a ideia de que o abandono está realmente acontecendo. Existe uma diferença sutil, mas importante, entre dizer “isso não faz sentido” e dizer “eu entendo o quanto isso te afetou”. Essa validação ajuda a reduzir a intensidade emocional e mantém o canal de diálogo aberto.
Fico pensando… quando você percebe algum sinal de possível afastamento, o que acontece primeiro: vem uma sensação no corpo ou um pensamento? Você tende a buscar confirmação, se aproximando mais, ou a se afastar para se proteger? E o quanto essa reação já apareceu em outras relações?
Com o tempo, essas experiências repetidas de estabilidade vão reorganizando a forma como o paciente percebe o vínculo. O que antes era interpretado como abandono começa a ser visto com mais nuance, permitindo que a confiança se desenvolva de forma mais consistente.
Caso precise, estou à disposição.
No início da psicoterapia com pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline, a hipersensibilidade ao abandono costuma estar muito ativa. Pequenos sinais, como um atraso, uma mudança de horário ou até uma percepção sutil no tom de voz, podem ser interpretados como indícios de rejeição. Não é exagero, é a forma como o sistema emocional aprendeu a se proteger ao longo do tempo.
O manejo aqui não passa por “convencer” o paciente de que não há abandono, mas por construir, na prática, uma experiência diferente. Isso envolve consistência, previsibilidade e clareza desde o início. Quando o terapeuta mantém acordos, explica mudanças com transparência e sustenta uma postura estável, o paciente começa, ainda que lentamente, a perceber que o vínculo não depende de variações momentâneas.
Ao mesmo tempo, é essencial validar essa sensibilidade sem reforçar a ideia de que o abandono está realmente acontecendo. Existe uma diferença sutil, mas importante, entre dizer “isso não faz sentido” e dizer “eu entendo o quanto isso te afetou”. Essa validação ajuda a reduzir a intensidade emocional e mantém o canal de diálogo aberto.
Fico pensando… quando você percebe algum sinal de possível afastamento, o que acontece primeiro: vem uma sensação no corpo ou um pensamento? Você tende a buscar confirmação, se aproximando mais, ou a se afastar para se proteger? E o quanto essa reação já apareceu em outras relações?
Com o tempo, essas experiências repetidas de estabilidade vão reorganizando a forma como o paciente percebe o vínculo. O que antes era interpretado como abandono começa a ser visto com mais nuance, permitindo que a confiança se desenvolva de forma mais consistente.
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