Como a inflexibilidade cognitiva afeta as interações sociais de uma pessoa com Transtorno do Espectr
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Como a inflexibilidade cognitiva afeta as interações sociais de uma pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
Olá, tudo bem? Essa é uma pergunta muito pertinente — e que toca em algo central na experiência de quem está dentro do espectro. A inflexibilidade cognitiva, no contexto do TEA, costuma afetar as interações sociais de maneiras que vão muito além da simples “dificuldade em mudar de ideia”. Ela influencia a forma como a pessoa interpreta o mundo, processa as emoções dos outros e reage a situações inesperadas.
Imagine o cérebro como um sistema que busca coerência e previsibilidade. Quando há uma mudança repentina — como alguém agir de forma diferente do esperado, alterar um plano ou mudar o tom da conversa — esse sistema entra em alerta. A pessoa pode precisar de mais tempo para entender o que está acontecendo, e isso, em ambientes sociais, costuma gerar ansiedade ou até retraimento. Às vezes, o cérebro reage tentando “restaurar a ordem”, o que pode parecer teimosia, mas na verdade é uma tentativa de reduzir o desconforto interno causado pela imprevisibilidade.
Além disso, a rigidez cognitiva pode dificultar a leitura das entrelinhas — o que nas interações humanas é quase um idioma à parte. Sarcasmos, mudanças sutis de expressão ou ironias podem ser interpretados de forma literal, e isso acaba gerando confusões e mal-entendidos. Muitas pessoas com TEA relatam que, por isso, preferem interações mais estruturadas ou previsíveis, nas quais as regras sociais estejam claras e o risco de “errar” seja menor.
Vale refletir: como você costuma reagir quando alguém muda os planos de última hora? O que acontece dentro de você quando uma conversa foge do rumo que imaginava? E o quanto essas situações te fazem querer evitar certos ambientes sociais? Essas perguntas ajudam a perceber não apenas o impacto da inflexibilidade, mas também as estratégias que o cérebro criou para se proteger.
Compreender esse funcionamento é um passo importante para aprender a navegar melhor entre o mundo interno e o externo — e a terapia pode ser um espaço seguro para isso. Caso precise, estou à disposição.
Imagine o cérebro como um sistema que busca coerência e previsibilidade. Quando há uma mudança repentina — como alguém agir de forma diferente do esperado, alterar um plano ou mudar o tom da conversa — esse sistema entra em alerta. A pessoa pode precisar de mais tempo para entender o que está acontecendo, e isso, em ambientes sociais, costuma gerar ansiedade ou até retraimento. Às vezes, o cérebro reage tentando “restaurar a ordem”, o que pode parecer teimosia, mas na verdade é uma tentativa de reduzir o desconforto interno causado pela imprevisibilidade.
Além disso, a rigidez cognitiva pode dificultar a leitura das entrelinhas — o que nas interações humanas é quase um idioma à parte. Sarcasmos, mudanças sutis de expressão ou ironias podem ser interpretados de forma literal, e isso acaba gerando confusões e mal-entendidos. Muitas pessoas com TEA relatam que, por isso, preferem interações mais estruturadas ou previsíveis, nas quais as regras sociais estejam claras e o risco de “errar” seja menor.
Vale refletir: como você costuma reagir quando alguém muda os planos de última hora? O que acontece dentro de você quando uma conversa foge do rumo que imaginava? E o quanto essas situações te fazem querer evitar certos ambientes sociais? Essas perguntas ajudam a perceber não apenas o impacto da inflexibilidade, mas também as estratégias que o cérebro criou para se proteger.
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A inflexibilidade cognitiva no Transtorno do Espectro Autista afeta as interações sociais ao dificultar a adaptação a mudanças nas conversas, interpretação de sinais sociais e ajustes de comportamento conforme o contexto. A pessoa pode insistir em temas ou padrões de interação, ter dificuldade em considerar perspectivas diferentes e reagir com frustração a imprevistos, o que pode gerar mal-entendidos, conflitos ou isolamento social, mesmo quando há desejo de se conectar com os outros.
A inflexibilidade cognitiva no TEA pode dificultar as interações sociais porque a pessoa tende a interpretar situações de forma rígida, ter dificuldade em mudar de perspectiva, lidar com imprevistos ou adaptar respostas durante a conversa. Isso pode gerar mal-entendidos, ansiedade social e conflitos, especialmente quando regras sociais implícitas mudam ou não são claras.
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