Como a Logoterapia aborda a questão da autoestima na vítima do bullying?

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Como a Logoterapia aborda a questão da autoestima na vítima do bullying?
Na Logoterapia, a autoestima é compreendida não como resultado de aprovação externa, mas como consequência do reconhecimento do próprio valor intrínseco e da capacidade de escolher atitudes diante da vida.

Para a vítima de bullying, isso significa resgatar a consciência de que sua dignidade não depende do que os outros dizem ou fazem, mas de quem ela é essencialmente. O terapeuta, nesse contexto, auxilia o paciente a reconectar-se com seu sentido pessoal de existência — suas metas, valores e potenciais únicos.

A Logoterapia também incentiva o enfrentamento corajoso da dor, ajudando a pessoa a perceber que o sofrimento pode ser transformado em aprendizado e força interior. Assim, a autoestima deixa de ser um reflexo da aceitação social e passa a ser uma expressão da liberdade e da autenticidade do ser.

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 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem? Que bom que você trouxe essa pergunta, porque ela toca justamente numa das feridas mais sensíveis deixadas pelo bullying: o modo como a pessoa passa a se perceber. E antes de entrar no tema, vale só ajustar um detalhe com cuidado. A logoterapia não trata autoestima como algo a ser “aumentado” por técnicas diretas. Ela trabalha com a reconstrução de sentido e de valor pessoal, que é um caminho mais profundo do que simplesmente tentar “se sentir melhor”.

Quando alguém passa por bullying, é comum que a autoestima seja ferida porque a experiência mexe com dignidade, pertencimento e identidade. A abordagem logoterapêutica olha para isso como um convite para recuperar a noção de valor que não depende do olhar hostil do outro. É quase como se o processo ajudasse a pessoa a reencontrar uma referência interna que foi esmagada por muito tempo. O que exatamente daquela época você sente que ainda pesa no jeito como se enxerga hoje? Em que momentos percebe que a voz do passado tenta falar mais alto do que a sua própria?

O trabalho costuma envolver a busca por um sentido pessoal que não tenha sido contaminado pela violência sofrida. Quando a pessoa começa a reconhecer que o valor dela não é definido pela agressão que recebeu, algo dentro se reorganiza, e o cérebro deixa de acionar aquele radar constante de inadequação. Quando você pensa na sua história, o que sente que nunca conseguiu dizer ao seu eu mais jovem? E que tipo de reconhecimento interno parece faltar até hoje?

É um processo que não apaga a dor, mas ajuda a construir uma relação nova com ela, permitindo que a autoestima exista não como um “resultado”, mas como consequência de uma vida com mais autenticidade e propósito. Se sentir que esse é um tema que você gostaria de aprofundar com mais calma, a terapia pode ser um espaço seguro para trabalhar isso. Caso precise, estou à disposição.

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