Como a mulher autista pode se sentir em relação às emoções das outras pessoas ?

3 respostas
Como a mulher autista pode se sentir em relação às emoções das outras pessoas ?
As mulheres autistas frequentemente vivenciam as emoções das outras pessoas de maneiras intensas, complexas e ambíguas, dependendo de como elas percebem e processam os sinais sociais. A mulher autista pode sentir muito (mas ter dificuldade para expressar); compreender as situações de forma diferente, se sobrecarregar emocionalmente em contextos sociais... Agende uma avaliação para melhor compreensão de todo um contexto!

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem?
Essa é uma questão muito delicada, e também uma das mais mal compreendidas quando falamos de mulheres autistas. Diferente do que muitos imaginam, a mulher autista não é “fria” ou “sem empatia”. Na verdade, em grande parte das vezes, acontece o contrário: ela sente demais. Só que esse “demais” vem de um jeito intenso e desorganizado — como se o cérebro captasse a emoção do outro em alto volume, mas tivesse dificuldade de traduzir o que é dela e o que é do outro.

Algumas mulheres descrevem isso como um “vazamento emocional”: elas entram em contato com a dor, a raiva ou o desconforto alheio e absorvem tudo, sem saber onde termina o outro e começa o próprio corpo. Outras, por outro lado, relatam uma dificuldade inicial em identificar o que o outro sente — não por falta de empatia, mas porque o cérebro autista tende a processar as expressões faciais, o tom de voz e as entrelinhas de maneira mais analítica do que intuitiva.

Do ponto de vista da neurociência, áreas como o córtex pré-frontal medial e as regiões ligadas à “teoria da mente” funcionam de modo diferente no cérebro autista. Isso faz com que a leitura social demande mais esforço consciente, o que pode gerar exaustão emocional. Depois de interações intensas, muitas mulheres precisam de tempo sozinhas não por desinteresse, mas porque o sistema nervoso precisa se regular.

Talvez valha refletir: quando você percebe que alguém está mal, o que acontece dentro de você? Você sente vontade de ajudar, de fugir, ou fica confusa sobre o que está sentindo? E o que muda quando você se permite fazer uma pausa antes de reagir? Essas pequenas observações ajudam a entender como o seu cérebro lida com o emocional dos outros.

O mais bonito é que, ao compreender esse funcionamento, muitas mulheres autistas descobrem que têm uma sensibilidade profunda — só precisavam aprender a colocá-la em equilíbrio. Quando sentir que for o momento, podemos explorar isso com mais calma. Caso precise, estou à disposição.
A mulher autista pode vivenciar as emoções das outras pessoas como algo intenso, confuso ou excessivamente demandante, não por falta de sensibilidade, mas porque muitas vezes percebe os afetos de forma crua, sem os filtros sociais que costumam organizar o que é esperado sentir ou responder. Isso pode gerar cansaço emocional, sensação de invasão ou culpa por não conseguir corresponder às expectativas alheias. Em um espaço terapêutico, essas vivências podem ser compreendidas com mais cuidado, ajudando a diferenciar o que é do outro e o que lhe pertence, favorecendo relações mais seguras e menos dolorosas.

Especialistas

Gabriela Rogata Ferreira Vieira

Gabriela Rogata Ferreira Vieira

Psicólogo

Goiânia

Glaucia de Carvalho

Glaucia de Carvalho

Psicólogo

Belo Horizonte

Homero Pedro

Homero Pedro

Terapeuta complementar

São Paulo

Fabíola Carmen Souto Maior

Fabíola Carmen Souto Maior

Psicopedagogo

Bezerros

Renata Camargo

Renata Camargo

Psicólogo

Camaquã

Luis Falivene Roberto Alves

Luis Falivene Roberto Alves

Psiquiatra

Campinas

Perguntas relacionadas

Você quer enviar sua pergunta?

Nossos especialistas responderam a 1072 perguntas sobre Transtorno do Espectro Autista
  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.