Como a psicoterapia ajuda a lidar com a visão em túnel/pensamento dicotômico?

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Como a psicoterapia ajuda a lidar com a visão em túnel/pensamento dicotômico?
Olá, como vai? A psicoterapia oferece um espaço seguro para que a pessoa explore sentimentos, pensamentos e experiências com mais profundidade, ajudando a compreender de onde surgem essas percepções extremas. Por meio da relação terapêutica, é possível vivenciar, aos poucos, um contato mais estável com as emoções, aprendendo a tolerar nuances e desenvolver um olhar mais amplo sobre si e os outros. A escuta analítica favorece a elaboração de experiências que antes eram vividas de forma intensa e confusa. Isso cria condições para que o sujeito internalize um funcionamento mais integrador. Com o tempo, a visão se torna menos rígida e mais realista. Espero ter ajudado, fico à disposição.

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Na visão de túnel associada ao estresse, enxaqueca e trauma, e não às causas neurológicas ou oftalmológicas estruturais. Quando a origem é emocional a abordagem deve ser multidisciplinar:

Avaliação médica inicial:
Para excluir causas orgânicas (glaucoma, AVC, enxaqueca com aura, trauma ocular etc.).

Psicoterapia:

A terapia cognitivo-comportamental (TCC)

Em abordagem psicanalítica, trabalha-se a compreensão do sintoma como expressão de um conflito interno, auxiliando o sujeito a simbolizar e elaborar as tensões que o corpo manifesta. E ainda, através da técnica de acesso ao inconsciente, auxiliar o paciente no processo de elaboração, resignificação e reparação do trauma originário, a experiencia emocional desencadeadora.
Técnicas de regulação emocional pode auxiliar em situação fora da sala de análise.
Assim, a visão de túnel pode ser uma manifestação psicossomática do estresse. O tratamento deve começar com a exclusão de causas orgânicas e seguir com uma abordagem psicológica que promova o reconhecimento e manejo das emoções que precipitam o sintoma.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem? A visão em túnel e o pensamento dicotômico são experiências muito presentes em vários quadros emocionais, especialmente no TPB, na ansiedade intensa e em momentos de estresse elevado. E o mais importante: não surgem porque a pessoa “quer pensar assim”, mas porque o cérebro, quando se sente ameaçado, tenta simplificar a realidade para ganhar controle. A psicoterapia ajuda justamente a desmontar esse mecanismo, não pela lógica, mas pela reconstrução emocional que sustenta esses padrões.

Na prática, a terapia oferece um espaço seguro onde você pode observar seus pensamentos antes de agir a partir deles. Com o tempo, a mente começa a ganhar mais nuances. Em vez do “ou tudo está bem ou tudo está perdido”, surgem camadas intermediárias que reduzem a intensidade das reações. Talvez seja interessante você pensar em como isso ocorre no seu dia a dia. Em quais momentos percebe que sua mente estreita a visão e transforma situações comuns em ameaças? O que acontece dentro de você nos segundos antes desse pensamento rígido aparecer? E o que muda quando alguém te ajuda a enxergar outros ângulos que você não havia considerado?

Outro ponto essencial é que a psicoterapia não tenta convencer você de que está “pensando errado”. Ela ajuda a entender por que o cérebro aprendeu a operar desse jeito, que função isso teve na sua história e como é possível construir um senso de segurança interna que permita flexibilizar esses padrões. À medida que seu sistema emocional se regula, a visão em túnel vai perdendo força, porque o cérebro deixa de reagir com urgência a qualquer sensação de ameaça.

Se quiser, podemos conversar com calma sobre como esses pensamentos aparecem no seu funcionamento emocional e o que eles revelam sobre suas necessidades internas. Caso precise, estou à disposição.

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