Como a terapia existencial lida com o sentimento de injustiça que a vítima de bullying sente?

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Como a terapia existencial lida com o sentimento de injustiça que a vítima de bullying sente?
Bom dia, a terapia existencial pode trabalhar com o bullying ajudando a pessoa resgatar a autoestima, entender e ressignificar situações de injustiça e opressão, explorar o significado desta violência, confrontar o medo, enfim, ajudar a pessoa a entender que através de seus próprios recursos, mesmo diante desta adversidade, o que é o bullying. A terapia existencial poderá fortalecer a pessoa para que ela encontre um novo sentido de vida. No entanto, outras abordagens terapêuticas, como a terapia cognitivo-comportamental, poderá oferecer um suporte mais imediato, já que fornece às vítimas ferramentas para modificar comportamentos e pensamentos disfuncionais. A TCC atua na psico-educação, na regulação emocional, na reestruturação cognitiva, no treino de habilidades sociais, no desenvolvimento da autoestima dentre outros. Qualquer abordagem terapêutica é melhor do que a ausência de suporte, pois a psicoterapia, irá ajudar à vítima a reconstruir a autoestima e aprender estratégias de enfrentamento.

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Na terapia existencial, o sentimento de injustiça é acolhido e explorado como parte da experiência da pessoa, sem tentar ignorá-lo ou minimizá-lo. O foco está em compreender como esse sentimento impacta sua vida e suas escolhas, e em encontrar formas de recuperar a autonomia e o sentido pessoal, mesmo diante do que foi injusto.
Para responder a essa questão sobre o sentimento de injustiça no bullying, é fundamental olhar para além da superfície do comportamento e entender a marca profunda que essa experiência deixa na alma e no corpo de quem a sofre.

Embora a Terapia Existencial ofereça uma perspectiva valiosa sobre a liberdade de dar um novo sentido à vida após o trauma, minha prática de 35 anos me permite afirmar que a Psicanálise e a Psicossomática (minha principal área de conhecimento e especialização pela UNICAMP) oferecem ferramentas essenciais para uma intervenção profunda e transformadora.

O diferencial da Psicanálise e da Psicossomática no Bullying:
Redescrevendo a Identidade (Psicanálise):
O bullying tenta impor uma "verdade" falsa sobre quem você é. A injustiça dói porque o agressor tenta roubar a sua imagem positiva. Na psicanálise, o benefício é o resgate da sua história. Trabalhamos para que você compreenda que a violência do outro diz sobre o vazio dele, e não sobre o seu valor. É um processo de fortalecimento do ego para que você deixe de se ver pelo olhar do agressor e passe a ser o autor da sua própria biografia.

O Corpo que Denuncia a Injustiça (Psicossomática):
Muitas vezes, a injustiça é tão insuportável que a mente não consegue processar, e o corpo começa a "falar" através de dores de cabeça, gastrites, crises de ansiedade ou isolamento. Como especialista em Psicossomática, ajudo você a decifrar essas mensagens. O benefício aqui é a integração mente e corpo: quando a palavra ganha lugar na terapia, o sintoma físico perde a necessidade de existir.

Maturidade e Equilíbrio:
Com três décadas de escuta clínica, entendo que a cura da injustiça exige um tempo subjetivo de maturação. Não é apenas "esquecer", mas sim integrar essa experiência de forma que ela não paralise mais o seu crescimento.
O sentimento de injustiça pode ser uma raiz amarga que impede você de florescer. Convido você a vir conhecer o meu trabalho e o espaço de acolhimento que construí para que possamos, juntos, nutrir suas raízes e equilibrar sua saúde mental e emocional.
Dr. Eduardo Galindo
Psicólogo, Sexólogo
Cuiabá
A terapia existencial acolhe o sentimento de injustiça como um protesto legítimo da dignidade humana, ajudando a vítima a passar de objeto da violência a sujeito de sua história. O foco é resgatar a liberdade e a responsabilidade para adotar uma postura resiliente, permitindo que a pessoa encontre sentido na reconstrução da vida e impeça que o trauma defina seu futuro.

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