Como a Terapia Sistêmica aborda o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

3 respostas
Como a Terapia Sistêmica aborda o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?
O Transtorno de Personalidade Borderline é marcado por intensas oscilações emocionais e relacionais, e a Terapia Sistêmica costuma enxergá-lo não apenas como uma questão individual, mas também como algo que ganha sentido dentro dos vínculos e histórias de vida. Em outras palavras, ela se volta a compreender como a pessoa interage com a família, parceiros, amigos e como esses padrões de relação influenciam tanto no sofrimento quanto nas possibilidades de mudança.

Pela perspectiva da neurociência, sabemos que o cérebro de quem tem TPB responde de forma muito sensível a estímulos emocionais, o que pode levar a reações rápidas e intensas. A terapia sistêmica, ao trazer o olhar para as dinâmicas relacionais, cria oportunidades para que o paciente perceba como essas respostas estão ligadas a contextos de interação, ajudando a fortalecer circuitos de autorregulação e clareza emocional. Esse processo facilita o entendimento de que o que se sente não acontece no vazio, mas ganha forma dentro das trocas com os outros.

Algumas perguntas que podem apoiar esse caminho são: de que forma você percebe que os vínculos mais próximos influenciam suas reações emocionais? Quais padrões de relação você identifica que se repetem em diferentes contextos da sua vida? O que mudaria em você se conseguisse reconhecer esses movimentos antes que eles explodissem em intensidade?

A terapia sistêmica não busca apagar emoções, mas ajudar a dar sentido a elas dentro das relações, favorecendo maior equilíbrio e autoconhecimento. Caso precise, estou à disposição.

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A Terapia Sistêmica aborda o TPB considerando o indivíduo dentro do contexto de suas relações familiares, sociais e interpessoais. Ela foca nos padrões de interação que podem reforçar instabilidade emocional, comportamentos impulsivos e conflitos de vínculo, ajudando a família ou o sistema social a entender e reorganizar essas dinâmicas. O objetivo é melhorar a comunicação, estabelecer limites claros, reduzir tensões e fortalecer suporte afetivo, criando um ambiente que favoreça maior estabilidade emocional e comportamento mais adaptativo, sem substituir intervenções específicas voltadas para a regulação emocional e manejo de crises do TPB.
Dra. Rosana Paula Silva Medeiros
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
A Terapia Sistêmica não aborda o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)como uma patologia isolada do indivíduo, mas como um fenômeno que emerge e é mantido por dinâmicas relacionais e padrões de interação familiar.
Diferente de abordagens focadas apenas na psique individual, a visão sistêmica foca nos seguintes pontos:

Padrões de Interação e Feedback: O terapeuta analisa como os comportamentos do paciente (como crises ou impulsividade) e as reações da família criam ciclos que perpetuam o problema. O sintoma é visto como uma forma de comunicação dentro do sistema.

Reorganização Familiar: O foco é mudar o funcionamento do "sistema" (família ou rede de apoio) para que ele deixe de ser um "ambiente invalidador" e passe a oferecer contenção e segurança.

Estabelecimento de Limites: A terapia trabalha para definir fronteiras claras entre os membros da família, ajudando a reduzir a fusão emocional e a dependência excessiva, que são comuns no TPB.

Melhoria da Comunicação: Busca-se substituir reações explosivas ou manipulativas por uma comunicação mais direta e assertiva, reduzindo interpretações ambíguas que geram ansiedade.
Uso de Recursos Externos: Além da família nuclear, a abordagem sistêmica pode envolver a rede social ampliada (amigos, médicos, cuidadores) para criar uma rede de suporte coesa.

Obs.Terapia Sistêmica pode ser feita de forma individual, focando em como você se relaciona com o seu sistema, mesmo sem a presença da família nas sessões.

Espero ter ajudado, abçs

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