Como as amizades de mulheres autistas se diferenciam das de homens autistas?

3 respostas
Como as amizades de mulheres autistas se diferenciam das de homens autistas?
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem? Essa é uma pergunta riquíssima — e cheia de camadas. As amizades de mulheres autistas costumam ter dinâmicas muito diferentes das de homens autistas, não por uma questão de “capacidade social”, mas por como o cérebro feminino e o contexto cultural moldam a forma de se relacionar.

Muitas mulheres autistas desenvolvem desde cedo um tipo de habilidade social camuflada. Elas observam, imitam expressões e comportamentos, e aprendem a “atuar” socialmente para se encaixar. Isso faz com que consigam estabelecer vínculos aparentemente mais típicos, mas muitas vezes à custa de um enorme esforço mental e emocional. Essa adaptação faz com que suas amizades pareçam mais amplas, porém, na prática, tendem a ser mais frágeis — porque são sustentadas mais pela tentativa de pertencer do que pela sensação real de conexão.

Já os homens autistas, em geral, tendem a formar amizades baseadas em interesses compartilhados e estruturas previsíveis. São relações que se fortalecem pela rotina, por temas específicos e por regras claras — o que, de certa forma, torna essas amizades mais estáveis, ainda que menos emocionais. Enquanto isso, as mulheres costumam buscar profundidade afetiva e reciprocidade, o que as torna mais suscetíveis à frustração quando percebem que os vínculos não são tão autênticos quanto imaginavam.

Do ponto de vista emocional, a amizade para muitas mulheres autistas é um território de refúgio e pertencimento. Elas valorizam confiança, lealdade e compreensão verdadeira — e sofrem profundamente quando percebem manipulação, falsidade ou falta de coerência. Já os homens tendem a se proteger mais na objetividade, o que os poupa de parte dessa sobrecarga emocional.

Talvez valha refletir: nas suas amizades, o que pesa mais — o desejo de estar junto ou a necessidade de se sentir compreendida? Você costuma se adaptar para manter o vínculo ou se sente livre para ser quem é? Essas perguntas ajudam a perceber o quanto suas relações refletem quem você realmente é, e não apenas o que o mundo espera que você seja.

Com o olhar certo, a terapia pode ajudar a transformar essas amizades em espaços mais autênticos e menos exaustivos — lugares onde ser verdadeira não exige esforço, apenas presença. Caso precise, estou à disposição.

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 Marcia Maria
Psicólogo
Rio de Janeiro
Pessoas com TEA do sexo feminino costumam buscar amizades mais próximas e afetivas, enquanto os homens tendem a se conectar por interesses em comum.
Elas geralmente camuflam mais o comportamento para serem aceitas, o que pode causar cansaço e sensação de não pertencimento.
Por isso, suas amizades são, em geral, mais intensas emocionalmente, mas também mais desgastantes.
As amizades de mulheres autistas tendem a ser mais influenciadas por mascaramento social, empatia intensa e esforço para se adaptar às expectativas sociais, o que pode gerar relações emocionalmente profundas, porém mais cansativas. Já homens autistas, em geral, costumam estabelecer amizades mais baseadas em interesses compartilhados e interações diretas, com menor pressão social para ajustar comportamento. Essas diferenças não são regras, mas refletem como fatores culturais e sociais impactam de forma distinta mulheres e homens no espectro.

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