Como distinguir Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo (TEPT-C) e Transtorno de Personalidad
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Como distinguir Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo (TEPT-C) e Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) em uma formulação psicodinâmica?
Oi, é um prazer te ter por aqui.
A formulação psicodinâmica analisa:
organização do self;
padrões de defesa;
estrutura da identidade;
relação com figuras de apego;
origem dos sintomas;
capacidade de mentalização.
No TEPT-C, há um self mais coeso, mas ferido pelo trauma.
No TPB, há fragilidade estrutural, identidade instável e defesas primitivas.
A psicodinâmica busca entender como e por que o sofrimento se organiza.
Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
fernandosegundo.com
Atendimento online em todo o Brasil e presencialmente em Vitória‑ES
Abraços
A formulação psicodinâmica analisa:
organização do self;
padrões de defesa;
estrutura da identidade;
relação com figuras de apego;
origem dos sintomas;
capacidade de mentalização.
No TEPT-C, há um self mais coeso, mas ferido pelo trauma.
No TPB, há fragilidade estrutural, identidade instável e defesas primitivas.
A psicodinâmica busca entender como e por que o sofrimento se organiza.
Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
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Olá, tudo bem? Em uma formulação psicodinâmica, a distinção entre Transtorno de Estresse Pós Traumático Complexo, ou TEPT complexo, e Transtorno de Personalidade Borderline, ou TPB, passa menos por uma lista isolada de sintomas e mais pela compreensão de como a pessoa organiza sua vida emocional, seus vínculos, suas defesas e sua experiência de si mesma.
No TEPT complexo, o eixo costuma estar mais ligado ao impacto de experiências traumáticas prolongadas na constituição da segurança interna. A pessoa pode viver o presente com o corpo e a mente ainda orientados para ameaça, vergonha, desconfiança e autoproteção. O vínculo pode ser desejado, mas também temido, como se a proximidade trouxesse o risco de repetição de algo doloroso. Nesse caso, a formulação busca compreender como o trauma marcou a capacidade de confiar, sentir segurança e sustentar uma imagem menos ferida de si.
No TPB, a formulação psicodinâmica costuma enfatizar a instabilidade da identidade, a oscilação intensa na percepção de si e do outro, o medo de abandono, a dificuldade de integrar aspectos bons e ruins das relações e a intensidade das defesas diante da dor emocional. A pessoa pode alternar rapidamente entre idealização e decepção, proximidade e afastamento, amor e raiva, como se o vínculo fosse vivido em extremos quando a segurança interna se rompe.
Uma pergunta importante seria: o sofrimento parece organizado principalmente em torno de uma ameaça traumática que continua sendo revivida, ou em torno de uma instabilidade mais ampla da identidade, dos afetos e dos vínculos? A pessoa teme mais ser novamente ferida por algo que remete ao trauma, ou teme perder o objeto de amor e se sentir abandonada, vazia ou sem referência interna? Como ela se defende quando se sente emocionalmente ameaçada: evitando, congelando, desconfiando, atacando, se aproximando de forma intensa ou rompendo abruptamente?
É importante dizer que esses quadros podem se sobrepor, e uma formulação cuidadosa não deve transformar a pessoa em um diagnóstico fechado. O mais útil clinicamente é compreender a função dos sintomas, a história dos vínculos, os padrões de defesa e os significados emocionais que sustentam o sofrimento atual. Caso precise, estou à disposição.
No TEPT complexo, o eixo costuma estar mais ligado ao impacto de experiências traumáticas prolongadas na constituição da segurança interna. A pessoa pode viver o presente com o corpo e a mente ainda orientados para ameaça, vergonha, desconfiança e autoproteção. O vínculo pode ser desejado, mas também temido, como se a proximidade trouxesse o risco de repetição de algo doloroso. Nesse caso, a formulação busca compreender como o trauma marcou a capacidade de confiar, sentir segurança e sustentar uma imagem menos ferida de si.
No TPB, a formulação psicodinâmica costuma enfatizar a instabilidade da identidade, a oscilação intensa na percepção de si e do outro, o medo de abandono, a dificuldade de integrar aspectos bons e ruins das relações e a intensidade das defesas diante da dor emocional. A pessoa pode alternar rapidamente entre idealização e decepção, proximidade e afastamento, amor e raiva, como se o vínculo fosse vivido em extremos quando a segurança interna se rompe.
Uma pergunta importante seria: o sofrimento parece organizado principalmente em torno de uma ameaça traumática que continua sendo revivida, ou em torno de uma instabilidade mais ampla da identidade, dos afetos e dos vínculos? A pessoa teme mais ser novamente ferida por algo que remete ao trauma, ou teme perder o objeto de amor e se sentir abandonada, vazia ou sem referência interna? Como ela se defende quando se sente emocionalmente ameaçada: evitando, congelando, desconfiando, atacando, se aproximando de forma intensa ou rompendo abruptamente?
É importante dizer que esses quadros podem se sobrepor, e uma formulação cuidadosa não deve transformar a pessoa em um diagnóstico fechado. O mais útil clinicamente é compreender a função dos sintomas, a história dos vínculos, os padrões de defesa e os significados emocionais que sustentam o sofrimento atual. Caso precise, estou à disposição.
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