Como gerir os cuidados de pessoas com problemas mentais sem adoecer ?
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Como gerir os cuidados de pessoas com problemas mentais sem adoecer ?
Essa é uma pergunta muito importante, e só o fato de você trazê-la já mostra o quanto se importa.
Cuidar de alguém em sofrimento psíquico pode ser profundamente desafiador, especialmente quando nos sentimos responsáveis por aliviar a dor do outro, mesmo que às custas do nosso próprio bem-estar. Na Terapia do Esquema, olhamos para esses padrões que se repetem e que, muitas vezes, vêm de esquemas antigos, como o sacrifício de si, a submissão ou até a sensação de que, se não estivermos sempre presentes, algo ruim pode acontecer (hipervigilância e inibição).
O primeiro passo é reconhecer que, para cuidar bem, você também precisa se sentir cuidado, e isso inclui respeitar seus limites físicos e emocionais, buscar momentos de descanso, manter sua rede de apoio e, se possível, ter espaços seus, como a psicoterapia, onde você possa elaborar os sentimentos que surgem nesse processo.
Também trabalhamos, em terapia, a identificação dos seus modos de enfrentamento: será que você entra num “modo cuidador” em que não se permite sentir raiva, frustração ou cansaço? Ou em um “modo exaurido”, que tenta dar conta de tudo sozinho(a)? Quando conseguimos entender e nomear esses modos, fica mais fácil se afastar do automatismo e agir de forma mais saudável e equilibrada.
Cuidar não significa se anular. Você pode oferecer apoio, sim, mas também tem o direito de existir como sujeito, com necessidades, limites e vontades próprias. E esse equilíbrio é possível de ser construído, um passo de cada vez, com acolhimento e sem culpa.
Cuidar de alguém em sofrimento psíquico pode ser profundamente desafiador, especialmente quando nos sentimos responsáveis por aliviar a dor do outro, mesmo que às custas do nosso próprio bem-estar. Na Terapia do Esquema, olhamos para esses padrões que se repetem e que, muitas vezes, vêm de esquemas antigos, como o sacrifício de si, a submissão ou até a sensação de que, se não estivermos sempre presentes, algo ruim pode acontecer (hipervigilância e inibição).
O primeiro passo é reconhecer que, para cuidar bem, você também precisa se sentir cuidado, e isso inclui respeitar seus limites físicos e emocionais, buscar momentos de descanso, manter sua rede de apoio e, se possível, ter espaços seus, como a psicoterapia, onde você possa elaborar os sentimentos que surgem nesse processo.
Também trabalhamos, em terapia, a identificação dos seus modos de enfrentamento: será que você entra num “modo cuidador” em que não se permite sentir raiva, frustração ou cansaço? Ou em um “modo exaurido”, que tenta dar conta de tudo sozinho(a)? Quando conseguimos entender e nomear esses modos, fica mais fácil se afastar do automatismo e agir de forma mais saudável e equilibrada.
Cuidar não significa se anular. Você pode oferecer apoio, sim, mas também tem o direito de existir como sujeito, com necessidades, limites e vontades próprias. E esse equilíbrio é possível de ser construído, um passo de cada vez, com acolhimento e sem culpa.
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É importante cuidar de quem cuida também. Fazer psicoterapia é uma boa escolha. Também é importante reconhecer os seus próprios limites, procurar e manter atividades que te tragam algum tipo de conforto, como leitura, meditação, atividade física, pausas programadas durante o dia.
Cuidar de alguém com doença mental é uma tarefa que requer tempo e atenção constante e ininterrupta e isso pode gerar, no mínimo, cansaço físico e mental no cuidador. Por mais que haja amor e resignação, todos nós temos momentos em que nos questionamos sobre os porquês das coisas serem como são e isso é absolutamente normal. Ter uma rede de apoio nem sempre é possível, mas procurar ajuda é necessário. Fazer psicoterapia ajuda muito e é uma forma de expor seus sentimentos num lugar seguro e sem julgamentos. O cuidador não é e nem precisa ser uma pessoa com "super poderes", que aguenta tudo. É necessário aprender a separar o que é seu do que é do outro e nisso, a terapia é fundamental.
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