Como identificar a rigidez em adultos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

3 respostas
Como identificar a rigidez em adultos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem? Essa é uma ótima pergunta — e também uma das mais sutis, porque a rigidez em adultos autistas nem sempre aparece de forma explícita. Às vezes, ela se disfarça de “organização”, “disciplina” ou “preferência por fazer as coisas do próprio jeito”, quando, na verdade, há um esforço intenso para manter o mundo previsível e emocionalmente seguro.

Em muitos adultos, essa rigidez pode se manifestar como necessidade de controle sobre horários, rotinas ou ambientes; desconforto quando algo sai do planejado; resistência a mudanças de opinião; dificuldade em lidar com ambiguidades; ou tendência a pensar em “tudo ou nada”. Também pode aparecer de forma emocional — por exemplo, dificuldade em mudar o foco após um conflito, ruminações prolongadas ou incapacidade de deixar um erro no passado. É como se o cérebro dissesse: “Enquanto eu não entender tudo, não consigo seguir em frente.”

Do ponto de vista interno, a rigidez pode ser percebida como uma sensação de sobrecarga quando algo muda, ou como um pensamento insistente de que “precisa ser desse jeito”. Nesses momentos, o corpo dá sinais: tensão muscular, irritação, ansiedade ou um cansaço profundo por tentar manter tudo sob controle. São pequenos alarmes de que o sistema nervoso está em modo de autoproteção.

Talvez valha se perguntar: em quais situações você sente que precisa ter razão ou manter as coisas do seu jeito para se sentir seguro? O que acontece dentro de você quando alguém muda um plano sem avisar? E o que te ajuda a retomar o equilíbrio quando a vida não segue o roteiro esperado?

Essas respostas ajudam a diferenciar o que é apenas preferência do que é rigidez — e esse discernimento é o primeiro passo para trabalhar a flexibilidade emocional e cognitiva de forma gentil e realista. A terapia pode ajudar muito nesse processo, criando um espaço seguro para compreender o que está por trás dessas reações e treinar o cérebro a se sentir mais confortável com o imprevisto.

Se sentir que é o momento de explorar isso com mais profundidade, estou à disposição.

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 Zilnar Freitas
Psicólogo
Mossoró
Olá, excelente pergunta. A rigidez ou inflexibilidade cognitiva em adultos pode ser visualizada em situações do cotidiano como: dificuldade em aceitar mudanças em casa ou no trabalho, necessidade de manter uma rotina previsível como horários das refeições, fazer o mesmo caminho até o trabalho. E quando alguma dessas situações mudam, como por exemplo mudar a rota até o trabalho por causa de uma interdição no trânsito, causa um sofrimento alto que pode desencadear uma crise emocional. Essas são alguns exemplos, mas a rigidez se manifesta de forma bem particular em cada pessoa. Podendo ser necessário acompanhamento profissional para identificar e orientar.
A rigidez em adultos com TEA pode ser identificada pela dificuldade persistente em lidar com mudanças, pela necessidade intensa de rotina e previsibilidade, desconforto significativo quando planos são alterados, pensamento mais literal ou tudo ou nada, dificuldade em considerar outros pontos de vista e forte apego a regras, interesses ou formas específicas de fazer as coisas. Também pode aparecer como sofrimento emocional desproporcional diante de imprevistos, insistência em repetir padrões e resistência a negociações, não por oposição, mas como tentativa de manter segurança e reduzir ansiedade.

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