Como incentivar o meu pai a começar a fazer terapia? Meu pai está passando por um momento muito de

Como incentivar o meu pai a começar a fazer terapia? Meu pai está passando por um momento muito delicado na vida dele, está constantemente estressado e ansioso, além de que na última consulta médica descobriu que está com um problema cardíaco, onde o médico o alertou sobre um possível infarto causado pelo estresse. Ele não se opõe a terapia, mas sente receio de iniciar.

4 respostas


Para qualquer pessoa, se sentir bem com o psicoterapeuta e ter confiança, ajuda muito na terapia, no caso do seu pai, ainda mais. É bom ter em mente que, se o seu pai não se sentir bem com o terapeuta, pode mudar, buscar outro, como fazemos no caso de consultas com outros profissionais. Voce pode perguntar se ele prefere ser atendido por um homem ou por uma mulher, se por pessoa mais jovem ou uma mais velha, se presencial ou online, etc.

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O fato do seu pai não se opor a terapia já é uma forma de abertura para essa possibilidade. Diante disso, ao incentivar seu pai, talvez o mais potente seja ajudá-lo a encontrar um profissional com quem ele possa se identificar, mesmo que o receio ainda esteja em certa medida presente. Os receios que ele sente, podem ser pontos de partida dentro da própria terapia, e com o tempo e a formação de um vínculo possam ir se “diluindo” no processo. Muitas vezes, é justamente nesse espaço que essas desconfianças podem ser trazidas, nomeadas e ressignificadas. Mas, para isso, é necessário que ele se permita experimentar. A terapia não exige um compromisso definitivo, ela pode começar como uma tentativa, um espaço de escuta onde ele possa sentir se aquilo faz sentido para ele.

Dra. Iasmin Quintino

Dra. Iasmin Quintino

Psicólogo

Rio de Janeiro

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Entendo a sua preocupação, e é muito bonito você querer apoiar seu pai nesse momento tão delicado. Quando alguém já está fragilizado pela saúde física e emocional, o convite à terapia precisa vir mais como um gesto de cuidado do que como uma cobrança. Talvez você possa começar reconhecendo o que ele está vivendo: “Pai, eu sei que tem sido muito pesado para você lidar com tudo isso”. Esse reconhecimento pode abrir espaço para ele não se sentir julgado, mas compreendido. Depois, em vez de insistir diretamente na terapia, você pode falar de como imagina que seria um alívio ter um espaço onde ele não precise carregar tudo sozinho, onde possa simplesmente falar sem que ninguém o pressione. Outra forma é mostrar que a terapia não precisa ser um compromisso rígido ou permanente logo de início. Ele pode experimentar algumas sessões, conhecer o profissional, e só depois decidir se quer continuar. Isso pode diminuir o receio de “entrar em algo sem volta”. E, por fim, vale lembrar que a motivação dele também precisa nascer do próprio desejo. O que você pode oferecer é esse olhar de cuidado, mostrar que se preocupa, que vê na terapia uma forma de aliviar parte desse peso — mas deixar que seja ele a dar o passo, no seu tempo.


Olá! É um prazer ter você aqui. É muito comum que pessoas de gerações mais velhas sintam receio, vergonha ou o peso de um estigma social ao pensar em iniciar a psicoterapia, mesmo sem se oporem diretamente à ideia. No caso do seu pai, o susto com o diagnóstico cardíaco e o alerta médico sobre o estresse criam uma excelente janela de oportunidade, mas também exigem muita sensibilidade. Algumas estratégias práticas para ajudá-lo a dar esse passo: Conecte a Terapia à Saúde Física (O Cuidado com o Coração): Em vez de focar apenas no aspecto emocional ou psicológico, mostre que a terapia agora faz parte do tratamento cardiológico dele. Explique que gerenciar o estresse e a ansiedade é tão importante quanto tomar os remédios para o coração ou ajustar a dieta, pois o corpo dele está pedindo socorro e a psicologia é uma ferramenta prática para blindar o coração contra os efeitos do estresse. Valide o Receio e Normalize o Sentimento: Diga a ele que é perfeitamente normal sentir receio do desconhecido ou achar estranho falar da própria vida com alguém que ele não conhece no início. Mostre que o terapeuta não é um juiz, mas sim um profissional neutro e treinado para ouvir sem julgamentos. Ofereça Ajuda Prática na Escolha: O receio muitas vezes diminui quando a parte burocrática é facilitada. Você pode pesquisar profissionais, verificar opções (como atendimento online para maior comodidade em casa ou presencial), checar valores e até se oferecer para agendar a primeira sessão ou acompanhá-lo no primeiro dia. Abra a Conversa com Empatia e Sem Cobranças: Em um momento de calmo, você pode dizer algo como: "Pai, eu percebi o quanto o senhor ficou preocupado com o que o médico disse sobre o estresse e o coração. Queria muito que o senhor ficasse bem e seguro. O senhor toparia conversar com um psicólogo para termos uma ajuda profissional a tirar esse peso dos ombros? Posso ajudar a encontrar alguém de confiança para darmos esse primeiro passo juntos." Fernando Vicente Rébuli Segundo, Psicólogo e Neuropsicólogo (@psifernandosegundo | fernandosegundo.com). Ofereço psicoterapia presencial em Vitória‑ES e atendimento online para todo o Brasil e no exterior. Abraços

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