Como lidar com o conflito de "Cisão Institucional" (quando o paciente coloca um profissional contra
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Como lidar com o conflito de "Cisão Institucional" (quando o paciente coloca um profissional contra o outro)?
Na chamada “cisão institucional” no Transtorno de Personalidade Borderline, o paciente tende a reproduzir no campo institucional a clivagem entre “bom” e “mau”, convocando os profissionais a ocuparem posições opostas; a condução exige não tomar partido nem responder defensivamente, mas sustentar uma posição ética comum, com comunicação ativa entre a equipe para evitar atuações fragmentadas; clinicamente, o terapeuta pode nomear de forma cuidadosa o que se passa na relação, algo como “parece que há experiências muito diferentes entre os profissionais, podemos tentar entender isso juntos?”, recolocando o conflito como material transferencial e não como verdade factual sobre quem está “certo”; preservar o enquadre, alinhar discursos na equipe e não ceder à lógica de divisão permite que algo da integração psíquica comece a se esboçar, deslocando a cisão do ato para a palavra.
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A chamada “cisão institucional”, quando o paciente coloca um profissional contra o outro, costuma ser uma extensão do funcionamento interno marcado por divisões entre “bom” e “ruim”. Não é apenas uma tentativa consciente de manipular, mas uma forma de organizar emoções intensas que ainda não conseguem ser integradas. O risco maior não está no comportamento em si, mas em como a equipe responde a ele.
O ponto central no manejo é a coesão da equipe. Quando os profissionais começam a responder de forma desalinhada, mesmo que com boas intenções, acabam reforçando exatamente a dinâmica que o paciente já vive internamente. Por isso, a comunicação entre os membros da equipe precisa ser frequente, clara e baseada em acordos compartilhados, para que o paciente encontre uma referência estável fora.
Ao mesmo tempo, o terapeuta pode trabalhar isso diretamente com o paciente, de forma cuidadosa. Em vez de confrontar ou acusar, o foco é ajudar a pessoa a perceber esse movimento, explorando o que muda na forma como ela vê cada profissional em momentos diferentes. Isso abre espaço para desenvolver uma percepção mais integrada das relações.
Fico pensando… quando você percebe diferenças entre pessoas importantes, isso gera mais segurança ou mais confusão? Existe uma tendência de se aproximar mais de quem parece “melhor” naquele momento? E o que acontece com a relação quando essa percepção muda?
Quando a equipe consegue se manter alinhada e o tema é trabalhado de forma aberta, essa situação deixa de ser apenas um problema e passa a ser uma oportunidade clínica. É justamente nesse tipo de experiência que o paciente pode começar a construir uma forma mais estável de perceber e se relacionar com os outros.
Caso precise, estou à disposição.
A chamada “cisão institucional”, quando o paciente coloca um profissional contra o outro, costuma ser uma extensão do funcionamento interno marcado por divisões entre “bom” e “ruim”. Não é apenas uma tentativa consciente de manipular, mas uma forma de organizar emoções intensas que ainda não conseguem ser integradas. O risco maior não está no comportamento em si, mas em como a equipe responde a ele.
O ponto central no manejo é a coesão da equipe. Quando os profissionais começam a responder de forma desalinhada, mesmo que com boas intenções, acabam reforçando exatamente a dinâmica que o paciente já vive internamente. Por isso, a comunicação entre os membros da equipe precisa ser frequente, clara e baseada em acordos compartilhados, para que o paciente encontre uma referência estável fora.
Ao mesmo tempo, o terapeuta pode trabalhar isso diretamente com o paciente, de forma cuidadosa. Em vez de confrontar ou acusar, o foco é ajudar a pessoa a perceber esse movimento, explorando o que muda na forma como ela vê cada profissional em momentos diferentes. Isso abre espaço para desenvolver uma percepção mais integrada das relações.
Fico pensando… quando você percebe diferenças entre pessoas importantes, isso gera mais segurança ou mais confusão? Existe uma tendência de se aproximar mais de quem parece “melhor” naquele momento? E o que acontece com a relação quando essa percepção muda?
Quando a equipe consegue se manter alinhada e o tema é trabalhado de forma aberta, essa situação deixa de ser apenas um problema e passa a ser uma oportunidade clínica. É justamente nesse tipo de experiência que o paciente pode começar a construir uma forma mais estável de perceber e se relacionar com os outros.
Caso precise, estou à disposição.
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