Como o conceito de "vontade de sentido" influencia a forma como se lida com os deveres familiares?
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Como o conceito de "vontade de sentido" influencia a forma como se lida com os deveres familiares?
Não sei se entendi exatamente o que você quis dizer, mas imagino que sua pergunta esteja ligada à forma como a “vontade de sentido”, no pensamento de Viktor Frankl, pode ajudar uma pessoa a se posicionar diante das responsabilidades e tarefas ligadas à família.
A ideia central da logoterapia é que o ser humano não vive apenas para sobreviver ou para buscar prazer, mas para realizar um sentido. Quando olhamos para os deveres familiares – cuidar dos filhos, estar presente no casamento, sustentar vínculos intergeracionais, por exemplo – eles podem ser vistos de duas maneiras: como uma carga ou como uma oportunidade de viver esse sentido.
Quando alguém acessa a sua “vontade de sentido”, passa a enxergar os deveres familiares não apenas como obrigações externas, mas como escolhas que confirmam valores internos. É como trocar o “eu tenho que” por “eu escolho porque isso dá sentido à minha vida”. Por exemplo, uma mãe que cuida do filho em uma rotina exaustiva pode se sentir aprisionada se olha só para a carga; mas se conecta com o valor de amor, legado e presença, encontra uma dimensão de sentido que transforma o mesmo dever em expressão de algo maior.
Na prática clínica, especialmente na (abordagem que eu trabalho), eu poderia explorar com perguntas circulares, como:
- “De que forma cumprir esse dever familiar conecta você aos valores que quer transmitir às próximas gerações?”
- “O que muda na forma de viver esse papel quando você pensa que ele expressa quem você é e não apenas o que precisa fazer?”
- “Se alguém de fora observasse sua dedicação, que sentido poderia perceber nas suas atitudes?”
A ideia central da logoterapia é que o ser humano não vive apenas para sobreviver ou para buscar prazer, mas para realizar um sentido. Quando olhamos para os deveres familiares – cuidar dos filhos, estar presente no casamento, sustentar vínculos intergeracionais, por exemplo – eles podem ser vistos de duas maneiras: como uma carga ou como uma oportunidade de viver esse sentido.
Quando alguém acessa a sua “vontade de sentido”, passa a enxergar os deveres familiares não apenas como obrigações externas, mas como escolhas que confirmam valores internos. É como trocar o “eu tenho que” por “eu escolho porque isso dá sentido à minha vida”. Por exemplo, uma mãe que cuida do filho em uma rotina exaustiva pode se sentir aprisionada se olha só para a carga; mas se conecta com o valor de amor, legado e presença, encontra uma dimensão de sentido que transforma o mesmo dever em expressão de algo maior.
Na prática clínica, especialmente na (abordagem que eu trabalho), eu poderia explorar com perguntas circulares, como:
- “De que forma cumprir esse dever familiar conecta você aos valores que quer transmitir às próximas gerações?”
- “O que muda na forma de viver esse papel quando você pensa que ele expressa quem você é e não apenas o que precisa fazer?”
- “Se alguém de fora observasse sua dedicação, que sentido poderia perceber nas suas atitudes?”
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A “vontade de sentido” ajuda porque faz a pessoa olhar para os deveres familiares não apenas como tarefas, mas como oportunidades de viver algo que ela considera valioso, como cuidado, presença ou apoio.
O conceito de “vontade de sentido”, desenvolvido por Viktor Frankl, parte da ideia de que o ser humano não busca apenas prazer ou poder, mas principalmente encontrar um sentido para a própria existência. Isso muda profundamente a maneira como alguém lida com os deveres familiares.
Quando os deveres familiares são vistos apenas como obrigação, peso ou cobrança, eles tendem a gerar desgaste, ressentimento e sensação de aprisionamento. Mas, quando a pessoa consegue atribuir um sentido ao cuidado, à presença e à responsabilidade dentro da família, esses mesmos deveres podem ser vividos de forma mais consciente e humana.
Por exemplo:
cuidar de um filho deixa de ser apenas “uma tarefa cansativa” e pode se tornar participação ativa na construção emocional daquela criança;
acompanhar um familiar doente pode ser vivido não apenas como sacrifício, mas como expressão de amor, dignidade e vínculo;
sustentar emocionalmente a família em momentos difíceis pode fortalecer o sentimento de propósito e identidade.
Frankl não romantiza o sofrimento. Ele reconhece que existem dores reais, cansaço e conflitos familiares profundos. Porém, ele propõe que mesmo diante de situações difíceis, a pessoa ainda pode escolher a atitude que terá diante delas. Essa possibilidade de escolha interior é central na Logoterapia.
Em muitas famílias, especialmente entre mães, cuidadores ou pessoas que assumem responsabilidades excessivas, há um risco importante: perder o próprio sentido individual e viver apenas para atender às demandas dos outros. Nesse ponto, a “vontade de sentido” também funciona como um alerta. O cuidado familiar não deveria apagar a subjetividade da pessoa. O sentido não está somente em servir, mas em existir de maneira autêntica dentro dessas relações.
Na prática clínica, isso aparece muito quando alguém diz:
“Eu faço tudo pela minha família, mas não sei mais quem eu sou.”
A partir da perspectiva de Frankl, a questão deixa de ser apenas “quais são meus deveres?” e passa a ser:
“Que sentido isso tem para mim?”
“Como posso viver essa responsabilidade sem abandonar minha própria existência?”
“O que essa relação desperta sobre meus valores, escolhas e identidade?”
Assim, a vontade de sentido ajuda a transformar o dever familiar de algo puramente mecânico em uma experiência de valor, vínculo e construção subjetiva — mas sem anular a necessidade de limites, individualidade e cuidado consigo mesmo.
Quando os deveres familiares são vistos apenas como obrigação, peso ou cobrança, eles tendem a gerar desgaste, ressentimento e sensação de aprisionamento. Mas, quando a pessoa consegue atribuir um sentido ao cuidado, à presença e à responsabilidade dentro da família, esses mesmos deveres podem ser vividos de forma mais consciente e humana.
Por exemplo:
cuidar de um filho deixa de ser apenas “uma tarefa cansativa” e pode se tornar participação ativa na construção emocional daquela criança;
acompanhar um familiar doente pode ser vivido não apenas como sacrifício, mas como expressão de amor, dignidade e vínculo;
sustentar emocionalmente a família em momentos difíceis pode fortalecer o sentimento de propósito e identidade.
Frankl não romantiza o sofrimento. Ele reconhece que existem dores reais, cansaço e conflitos familiares profundos. Porém, ele propõe que mesmo diante de situações difíceis, a pessoa ainda pode escolher a atitude que terá diante delas. Essa possibilidade de escolha interior é central na Logoterapia.
Em muitas famílias, especialmente entre mães, cuidadores ou pessoas que assumem responsabilidades excessivas, há um risco importante: perder o próprio sentido individual e viver apenas para atender às demandas dos outros. Nesse ponto, a “vontade de sentido” também funciona como um alerta. O cuidado familiar não deveria apagar a subjetividade da pessoa. O sentido não está somente em servir, mas em existir de maneira autêntica dentro dessas relações.
Na prática clínica, isso aparece muito quando alguém diz:
“Eu faço tudo pela minha família, mas não sei mais quem eu sou.”
A partir da perspectiva de Frankl, a questão deixa de ser apenas “quais são meus deveres?” e passa a ser:
“Que sentido isso tem para mim?”
“Como posso viver essa responsabilidade sem abandonar minha própria existência?”
“O que essa relação desperta sobre meus valores, escolhas e identidade?”
Assim, a vontade de sentido ajuda a transformar o dever familiar de algo puramente mecânico em uma experiência de valor, vínculo e construção subjetiva — mas sem anular a necessidade de limites, individualidade e cuidado consigo mesmo.
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