Como o hiperfoco afeta os relacionamentos de quem tem Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

3 respostas
Como o hiperfoco afeta os relacionamentos de quem tem Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Olá, tudo bem?
O hiperfoco em relacionamentos do transtorno de personalidade borderline, na verdade, pode se referir a uma dependência emocional, que pode ser trabalhada com terapia, uma rotina estruturada e apoio emocional e psicológico.
Nesses casos, o paciente costuma se sentir sozinho e vulnerável, já que a principal característica desse transtorno é viver na “borda” — ou seja, no limite, entre o oito ou oitenta.

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem? Essa é uma pergunta que merece bastante cuidado, porque muita gente usa o termo “hiperfoco” para descrever algo que, no TPB, na verdade tem raízes emocionais, e não atencionais. No Borderline, não falamos de hiperfoco no sentido técnico — aquele estado de concentração profunda típico de TEA ou TDAH — mas sim de uma intensidade afetiva que pode se projetar com força sobre uma relação. É como se o vínculo ficasse ampliado emocionalmente, e a pessoa passasse a sentir cada variação, cada distância e cada aproximação como se fossem sinais importantes demais.

Nos relacionamentos, esse movimento pode criar uma sensação de fusão afetiva, onde a outra pessoa ocupa um lugar central muito rapidamente. Não é porque a pessoa com TPB “escolhe” focar demais, mas porque o sistema emocional é tão sensível que aquilo que gera segurança vira objeto de atenção constante. Quando há medo de perder, a mente pode tentar garantir presença através da intensidade — e isso, dependendo do contexto, pode gerar aproximação profunda ou conflitos, especialmente quando o parceiro não percebe essa dinâmica interna e interpreta como exagero ou dependência.

Fico pensando em como isso aparece para você. Quando se relaciona, sente que o vínculo ocupa um espaço maior do que você gostaria? A sensação de segurança ou insegurança interfere no quanto você se envolve emocionalmente? E quando a outra pessoa se afasta um pouco, mesmo que de forma natural, como seu corpo reage? Às vezes, entender essas nuances ajuda mais do que tentar encaixar o comportamento em rótulos como “hiperfoco”.

A terapia costuma ajudar a organizar essas intensidades, fortalecer a regulação emocional e construir relações que não precisem desse estado de vigilância afetiva para se manterem estáveis. E, se você já está em acompanhamento, essa é uma daquelas questões que vale muito levar para o seu terapeuta, porque ele pode te ajudar a entender esse funcionamento dentro da sua história, do seu jeito de amar e dos seus medos mais silenciosos.

Quando quiser explorar isso com mais profundidade, podemos conversar mais. Caso precise, estou à disposição.
No Transtorno de Personalidade Borderline, o hiperfoco tende a se dirigir aos vínculos afetivos, intensificando a dependência emocional, a idealização e o medo de abandono. Essa fixação pode gerar expectativas excessivas, oscilações entre aproximação e afastamento e sofrimento relacional, tanto para quem vive o transtorno quanto para quem se relaciona. Compreender essa dinâmica é fundamental para construir relações mais estáveis e é um ponto que aprofundo em outros conteúdos do meu perfil.

Especialistas

Tatiana de Faria Guaratini

Tatiana de Faria Guaratini

Psicólogo

Ribeirão Preto

Lilian Gonçalves

Lilian Gonçalves

Psicólogo

São Paulo

Camila Goularte

Camila Goularte

Psicólogo

Criciúma

Renata Henriques Frujuelle

Renata Henriques Frujuelle

Psicólogo

São Paulo

Renata Camargo

Renata Camargo

Psicólogo

Camaquã

Luis Falivene Roberto Alves

Luis Falivene Roberto Alves

Psiquiatra

Campinas

Perguntas relacionadas

Você quer enviar sua pergunta?

Nossos especialistas responderam a 2550 perguntas sobre Transtorno da personalidade borderline
  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.