Como o psicólogo pode lidar com os comportamentos impulsivos associados ao Transtorno de Personalida

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Como o psicólogo pode lidar com os comportamentos impulsivos associados ao Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
 Maisa Guimarães Andrade
Psicanalista, Psicólogo
Rio de Janeiro
Querido anônimo ou anônima,
os comportamentos impulsivos associados ao Transtorno de Personalidade Borderline costumam ser muito intensos e, muitas vezes, difíceis de compreender tanto para quem vive quanto para quem observa. Na perspectiva psicanalítica, esses atos não são vistos como “falta de controle” pura e simples, mas como formas de expressão de uma angústia que ainda não encontrou palavras. São tentativas, muitas vezes urgentes, de aliviar um sofrimento interno que parece insuportável naquele momento.

O trabalho do psicólogo, nesse contexto, não é o de corrigir ou reprimir diretamente esses comportamentos, mas de escutá-los em sua função. Isso significa buscar compreender o que está por trás daquele ato: que emoção foi mobilizada, que situação o desencadeou, que tipo de dor ele tenta aliviar. A escuta clínica oferece um espaço seguro onde o paciente pode começar a falar sobre esses impulsos, reconhecê-los e, pouco a pouco, construir uma distância entre o sentir e o agir.

A terapia ajuda a transformar o ato em palavra. Ao longo do processo, o paciente pode começar a identificar os momentos em que a impulsividade surge, perceber os padrões que se repetem e, com isso, desenvolver uma maior capacidade de simbolizar o que sente. Isso não acontece de forma imediata, mas com o tempo, a experiência de ser escutado sem julgamento permite que novas formas de lidar com a angústia se tornem possíveis, reduzindo a necessidade de agir impulsivamente.

Além disso, o vínculo terapêutico tem um papel fundamental. Ele oferece uma experiência de relação mais estável e previsível, o que pode ajudar a reorganizar a forma como o sujeito se relaciona com o outro e com seus próprios afetos. É nesse espaço que, pouco a pouco, o paciente pode construir mais recursos internos, mais tolerância à frustração e mais liberdade diante das próprias emoções.

Espero ter te ajudado. Qualquer pergunta estou à disposição. Grande abraço!

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