Como o terapeuta deve agir se o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) começar a

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Como o terapeuta deve agir se o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) começar a desvalorizar o vínculo terapêutico?
O terapeuta deve manter postura estável, não defensiva e consistente, evitando entrar na desvalorização. É fundamental validar o afeto subjacente (ex.: frustração, medo de abandono), ao mesmo tempo em que se nomeia o movimento de desvalorização como parte do padrão relacional.

Com limites claros e atitude empática, o terapeuta pode explorar o que desencadeou essa percepção, favorecendo insight e reforçando a continuidade do vínculo terapêutico.

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 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

Quando um paciente com Transtorno de Personalidade Borderline começa a desvalorizar o vínculo terapêutico, geralmente isso não é simplesmente uma mudança de opinião, mas uma mudança de estado emocional. Muitas vezes, essa desvalorização vem como uma forma de proteção, como se o paciente tentasse se afastar antes de sentir que pode ser magoado ou abandonado.

O terapeuta não precisa entrar em defesa nem tentar convencer o paciente de que a terapia é importante naquele momento. Pelo contrário, uma postura muito defensiva pode reforçar ainda mais essa dinâmica. O caminho costuma ser acolher essa percepção e explorar o que está por trás dela, ajudando o paciente a dar sentido à mudança. É diferente de corrigir, é mais no sentido de compreender junto.

Dentro da relação terapêutica, esse tipo de movimento pode ser visto como uma oscilação entre idealização e desvalorização, algo bastante comum nesse funcionamento. O trabalho vai sendo feito ao trazer consciência para esse padrão, permitindo que o paciente perceba como a forma de ver o outro muda conforme o estado emocional. Aos poucos, isso abre espaço para uma visão mais integrada e estável das relações.

Fico curioso para pensar com você… quando essa desvalorização aparece, ela surge após alguma frustração específica ou parece vir de forma mais repentina? O que muda na forma como você enxerga o outro nesses momentos? E depois que a intensidade emocional diminui, essa percepção continua igual ou muda novamente?

Esses momentos, apesar de difíceis, costumam ser muito ricos do ponto de vista terapêutico. Quando bem trabalhados, eles ajudam a construir uma experiência diferente de vínculo, onde é possível atravessar conflitos sem precisar romper ou desqualificar a relação.

Caso precise, estou à disposição.

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