Como o terapeuta deve reagir quando o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tent
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Como o terapeuta deve reagir quando o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tenta "compará-lo" negativamente com outro colega?
Quando o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline compara o terapeuta de forma negativa a outro, a reação mais fecunda não é defensiva nem competitiva, mas de escuta do que se encena na transferência, pois essa comparação frequentemente traduz uma oscilação entre idealização e desvalorização e uma tentativa de situar o lugar do Outro; cabe ao terapeuta não disputar valor, sustentar o enquadre e devolver a questão de modo implicativo, algo como “o que nessa diferença entre nós dois te toca?” ou “o que você encontra lá que sente faltar aqui?”, abrindo espaço para simbolizar a falta sem vivê-la como falha do vínculo, de modo que a comparação deixe de operar como ataque e passe a funcionar como via de acesso ao modo singular de desejar e se relacionar do paciente.
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Quando um paciente com Transtorno de Personalidade Borderline compara o terapeuta de forma negativa com outro profissional, geralmente isso não é apenas uma crítica direta, mas uma expressão de algo que está acontecendo no vínculo naquele momento. Muitas vezes, pode estar ligado a frustração, necessidade de validação, medo de não estar sendo suficientemente cuidado ou até uma tentativa de testar a relação.
O terapeuta não precisa entrar em disputa ou tentar se justificar para “provar” que é melhor. Esse tipo de resposta tende a alimentar a dinâmica e desloca o foco do que realmente importa. Em vez disso, o caminho mais produtivo costuma ser acolher o que está sendo trazido e explorar o significado dessa comparação. O que exatamente o outro profissional representa naquele momento? O que o paciente sente que está faltando aqui?
Essas comparações também podem refletir movimentos de idealização e desvalorização, bastante comuns nesse funcionamento. Em um momento, alguém pode ser visto como melhor, mais compreensivo ou mais disponível, e isso pode mudar rapidamente dependendo do estado emocional. Trabalhar isso dentro da sessão ajuda o paciente a desenvolver uma percepção mais integrada das relações.
Fico pensando… quando você compara alguém, o que você está buscando naquele momento? Mais segurança, mais atenção, mais compreensão? E o que muda dentro de você quando sente que não está recebendo isso? Essa comparação tende a aproximar ou a afastar a relação?
Quando o terapeuta consegue sustentar essa situação sem entrar em defesa ou afastamento, ele oferece uma experiência importante: a de um vínculo que não precisa competir para se manter. E, muitas vezes, é justamente isso que começa a construir uma confiança mais sólida.
Caso precise, estou à disposição.
Quando um paciente com Transtorno de Personalidade Borderline compara o terapeuta de forma negativa com outro profissional, geralmente isso não é apenas uma crítica direta, mas uma expressão de algo que está acontecendo no vínculo naquele momento. Muitas vezes, pode estar ligado a frustração, necessidade de validação, medo de não estar sendo suficientemente cuidado ou até uma tentativa de testar a relação.
O terapeuta não precisa entrar em disputa ou tentar se justificar para “provar” que é melhor. Esse tipo de resposta tende a alimentar a dinâmica e desloca o foco do que realmente importa. Em vez disso, o caminho mais produtivo costuma ser acolher o que está sendo trazido e explorar o significado dessa comparação. O que exatamente o outro profissional representa naquele momento? O que o paciente sente que está faltando aqui?
Essas comparações também podem refletir movimentos de idealização e desvalorização, bastante comuns nesse funcionamento. Em um momento, alguém pode ser visto como melhor, mais compreensivo ou mais disponível, e isso pode mudar rapidamente dependendo do estado emocional. Trabalhar isso dentro da sessão ajuda o paciente a desenvolver uma percepção mais integrada das relações.
Fico pensando… quando você compara alguém, o que você está buscando naquele momento? Mais segurança, mais atenção, mais compreensão? E o que muda dentro de você quando sente que não está recebendo isso? Essa comparação tende a aproximar ou a afastar a relação?
Quando o terapeuta consegue sustentar essa situação sem entrar em defesa ou afastamento, ele oferece uma experiência importante: a de um vínculo que não precisa competir para se manter. E, muitas vezes, é justamente isso que começa a construir uma confiança mais sólida.
Caso precise, estou à disposição.
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