Como o terapeuta pode ajudar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a lidar com
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Como o terapeuta pode ajudar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a lidar com as relações de "tudo ou nada" com outras pessoas?
Validação, equilíbrio e controle emocional ajudam a lidar com extremos nas relações.
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O terapeuta pode ajudar o paciente a reconhecer padrões de relacionamento que podem levar a comportamentos de "tudo ou nada". Assim como promover o autoconhecimento, permitindo o paciente compreender que suas emoções e comoportamentos estão ligados a interações com os outros, o que sente não acontece no vazio, mas ganha forma dentro dele a partir das interações interpessoais. Ajuda também a fortalecer os circuitos de autorregulação e clareza emocional. Bem como favorece o diálogo, a empatia e o entendimento mútuo, diminuindo os conflitos e fortalecendo o apoio emocional ao paciente. As abordagens sistêmicas ajudam ao paciente a lidar de maneira equilibrada e adaptativa com as relações de "tudo ou nada."Promovendo um ambiente que favoreça maior estabilidade emocional e comportamento saudável.
Existe uma necessidade, neste caso, de apresentar a ideia de que duas coisas podem ser verdades e que este pensamento extremo é prejudicial a relações e gera desconforto emocional. Nem todo mundo ou tudo é totalmente bom e nem tudo ou todo mundo é totalmente ruim, existem meio termos e características individuais que são importantes de serem consideradas, evidências precisam ser checadas e técnicas podem ser utilizadas para auxiliar este processo.
Olá, tudo bem? Nas relações de “tudo ou nada”, muito comuns em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline, o outro pode ser percebido como totalmente bom em um momento e totalmente decepcionante no outro. Isso não significa que o paciente esteja inventando ou manipulando; muitas vezes, significa que o sistema emocional está tentando organizar uma dor complexa de forma rápida demais, separando as pessoas entre “seguras” e “ameaçadoras”.
O terapeuta pode ajudar o paciente a perceber o que costuma provocar essa virada. Foi uma frustração? Um atraso? Uma crítica? Uma mudança no tom de voz? Uma sensação de rejeição? O ponto central é investigar como a mente sai de “essa pessoa me ama” para “essa pessoa não se importa comigo” com tanta velocidade. Quando esse caminho fica mais claro, o paciente começa a enxergar o processo antes de ser completamente tomado por ele.
Na terapia, trabalha-se a capacidade de integrar aspectos diferentes da mesma pessoa e da mesma relação. Alguém pode ser importante e ainda assim falhar. Pode amar e, em alguns momentos, frustrar. Pode se importar e, ao mesmo tempo, não corresponder exatamente ao que o paciente precisava naquele instante. Essa integração é difícil, mas fundamental, porque ajuda a pessoa a sair de interpretações extremas e construir vínculos mais realistas.
Também é importante ajudar o paciente a observar sua própria experiência interna sem se fundir totalmente com ela. “Estou me sentindo rejeitado” é diferente de “fui rejeitado”. “Estou com raiva” é diferente de “essa pessoa é horrível”. Essa pequena distância entre emoção e conclusão pode reduzir impulsos de romper, atacar, testar ou idealizar o outro de forma intensa.
Com o tempo, a terapia ajuda o paciente a tolerar as zonas cinzentas das relações humanas. E é justamente nessas zonas que os vínculos reais vivem: nem perfeitos, nem descartáveis; nem salvação, nem ameaça. Caso precise, estou à disposição.
O terapeuta pode ajudar o paciente a perceber o que costuma provocar essa virada. Foi uma frustração? Um atraso? Uma crítica? Uma mudança no tom de voz? Uma sensação de rejeição? O ponto central é investigar como a mente sai de “essa pessoa me ama” para “essa pessoa não se importa comigo” com tanta velocidade. Quando esse caminho fica mais claro, o paciente começa a enxergar o processo antes de ser completamente tomado por ele.
Na terapia, trabalha-se a capacidade de integrar aspectos diferentes da mesma pessoa e da mesma relação. Alguém pode ser importante e ainda assim falhar. Pode amar e, em alguns momentos, frustrar. Pode se importar e, ao mesmo tempo, não corresponder exatamente ao que o paciente precisava naquele instante. Essa integração é difícil, mas fundamental, porque ajuda a pessoa a sair de interpretações extremas e construir vínculos mais realistas.
Também é importante ajudar o paciente a observar sua própria experiência interna sem se fundir totalmente com ela. “Estou me sentindo rejeitado” é diferente de “fui rejeitado”. “Estou com raiva” é diferente de “essa pessoa é horrível”. Essa pequena distância entre emoção e conclusão pode reduzir impulsos de romper, atacar, testar ou idealizar o outro de forma intensa.
Com o tempo, a terapia ajuda o paciente a tolerar as zonas cinzentas das relações humanas. E é justamente nessas zonas que os vínculos reais vivem: nem perfeitos, nem descartáveis; nem salvação, nem ameaça. Caso precise, estou à disposição.
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