Como o terapeuta pode ajudar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a lidar com

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Como o terapeuta pode ajudar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a lidar com a dificuldade em estabelecer e manter limites em relacionamentos pessoais?
Validação, prática e reforço positivo ajudam a estabelecer limites saudáveis.

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O terapeuta pode auxiliar pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) no desenvolvimento de habilidades para estabelecer e manter limites saudáveis em seus relacionamentos. O trabalho envolve identificação de padrões emocionais, fortalecimento da assertividade, construção gradual de limites no dia a dia, regulação emocional e manejo do medo de abandono, com base em abordagens estruturadas como a Terapia Comportamental Dialética (DBT). O terapeuta vai ajudar o paciente promover relações mais equilibradas, seguras e sustentáveis ao longo do tempo.
Para o indivíduo TPB limites podem ser compreendidos como ameaça ao vínculo, comportamentos de abandono, rejeição e ao mesmo tempo ele está disposto a abrir mão de seus limites para que estas compreensões não se tornem realidade. Faz-se necessário apresentar ao paciente que os limites dele e do outro são importantes, que ele tem direito de ter seus limites e seus valores.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem? No Transtorno de Personalidade Borderline, a dificuldade com limites nos relacionamentos muitas vezes não acontece por falta de compreensão racional. A pessoa pode até saber que precisa dizer “não”, pedir espaço ou preservar suas necessidades, mas emocionalmente isso pode ser vivido como risco de rejeição, abandono, culpa ou perda do vínculo.

O terapeuta pode ajudar o paciente a perceber o que acontece internamente quando tenta estabelecer um limite. Ele sente medo de decepcionar? Culpa por frustrar o outro? Raiva por ter esperado demais antes de se posicionar? Sensação de que, se disser o que precisa, será visto como egoísta ou difícil? Essas perguntas ajudam a identificar que o problema nem sempre é o limite em si, mas o significado emocional que ele carrega.

Na terapia, é possível trabalhar a diferença entre limite e afastamento. Colocar limite não significa deixar de amar, punir, abandonar ou criar distância fria. Muitas vezes, o limite é justamente uma tentativa de proteger a relação para que ela não seja sustentada por exaustão, ressentimento ou medo. É como dizer: “eu quero estar aqui, mas preciso existir também dentro desse vínculo”.

Também é importante ajudar o paciente a reconhecer seus padrões. Ele costuma ceder demais até explodir? Aceita coisas que machucam para não perder a pessoa? Testa o outro em vez de pedir diretamente o que precisa? Rompe relações quando sente que não foi respeitado? Ao mapear esses ciclos, o terapeuta ajuda a construir formas mais claras, graduais e seguras de comunicar necessidades.

Com o tempo, o paciente pode aprender que limites não são muros contra o amor, mas portas com maçaneta dos dois lados: permitem aproximação, mas também preservam espaço, dignidade e segurança emocional. A terapia ajuda a transformar limites em uma prática de cuidado, não em uma ameaça ao vínculo. Caso precise, estou à disposição.

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