Como o terapeuta pode evitar a sobrecarga emocional ao trabalhar com pacientes com Transtorno de Per

3 respostas
Como o terapeuta pode evitar a sobrecarga emocional ao trabalhar com pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Dependendo da abordagem do profissional ele pode fazer supervisão, em que ele é orientado e ajudado por um profissional da Psicologia com mais experiência, pode fazer terapia, já que lidar com pessoas no modo geral não é fácil, mas existe a abordagem da DBT que é um método criado com foco no TPB, em que há um grupo de profissionais que trabalham em conjuntos dos outros psicólogos. O paciente é atendimento somente por um profissional, mas existe toda uma rede de apoio, de outros profissionais, que auxilia esse psicólogo e que tem condições de substituí-lo caso o profissional não tenha como auxiliar o paciente em algum momento. Não sou da DBT, espero não ter explicado nada errado, mas talvez seja interessante dar uma pesquisada sobre essa abordagem e até mesmo procurar um profissional dessa abordagem.

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?
Trabalhar com pacientes com TPB realmente demanda muita atenção com a gente mesmo. A sobrecarga emocional é real e válida, então primeiro reconheça seus próprios sentimentos sem culpa. Estabeleça limites claros na relação terapêutica desde o começo, deixe explícito o que você pode e não pode fazer. Cuide de si mesmo com regularidade, seja através de supervisão, terapia pessoal ou momentos de descanso. É importante também validar os sentimentos intensos do paciente sem se perder neles, mantendo uma observação compassiva de distância. Quando sentir a sobrecarga vindo, é ok fazer uma pausa ou redirecionar a conversa para o que realmente importa naquele momento.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

Trabalhar com pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline pode ser profundamente significativo, mas também emocionalmente exigente. A intensidade das emoções, a urgência que às vezes aparece nas demandas e a complexidade dos vínculos podem mobilizar bastante o terapeuta. Por isso, evitar a sobrecarga não passa por “se distanciar emocionalmente”, mas por encontrar um equilíbrio saudável entre envolvimento e sustentação técnica.

Um dos pontos centrais é o reconhecimento dos próprios limites. O terapeuta precisa perceber quando começa a se sentir excessivamente responsável pelo bem-estar do paciente, como se tivesse que “dar conta” de tudo. Esse tipo de envolvimento, embora compreensível, costuma ser um dos principais caminhos para a sobrecarga. Manter clareza sobre o papel terapêutico ajuda a preservar tanto a qualidade do atendimento quanto a saúde emocional do próprio profissional.

Outro aspecto importante é a construção de uma estrutura consistente de trabalho. Isso inclui horários bem definidos, regras claras sobre contato fora da sessão e uma postura previsível ao longo do processo. Curiosamente, esses limites não afastam o paciente, mas tendem a organizar a relação e reduzir a intensidade das demandas ao longo do tempo.

Além disso, o cuidado com o próprio terapeuta é parte essencial do processo. Supervisão clínica, troca com colegas e, quando necessário, terapia pessoal funcionam como espaços onde o impacto emocional pode ser elaborado. Sem esses recursos, o que é vivido na sessão pode começar a se acumular de forma silenciosa.

Talvez seja interessante refletir: em quais momentos você percebe que um caso começa a ocupar espaço além do consultório? Que tipo de pensamento ou emoção costuma permanecer depois das sessões? Existe alguma tendência a tentar resolver rapidamente o sofrimento do paciente? E o que você já faz hoje, de forma concreta, para cuidar de si nesse contexto?

Essas perguntas ajudam a transformar a sobrecarga em um sinal de ajuste necessário, e não em um problema isolado. Quando o terapeuta se sustenta com clareza e cuidado, ele consegue oferecer um espaço mais estável e efetivo para o paciente também.

Caso precise, estou à disposição.

Especialistas

Anna Paula Balduci Brasil Lage

Anna Paula Balduci Brasil Lage

Psicólogo

Rio de Janeiro

Claudia Matias Santos

Claudia Matias Santos

Psicólogo

Rio de Janeiro

Anabelle Condé

Anabelle Condé

Psicólogo

Rio de Janeiro

Paloma Santos Lemos

Paloma Santos Lemos

Psicólogo

Belo Horizonte

Renata Camargo

Renata Camargo

Psicólogo

Camaquã

Perguntas relacionadas

Você quer enviar sua pergunta?

Nossos especialistas responderam a 4079 perguntas sobre Transtorno da personalidade borderline
  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.

Seu caso é parecido? Esses profissionais podem te ajudar.

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.