Como o terapeuta pode incentivar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a prati

Como o terapeuta pode incentivar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a praticar o autocuidado sem cair na autocrítica excessiva?

4 respostas


O terapeuta pode incentivar o autocuidado em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline deslocando o foco do desempenho para a experiência, propondo pequenas ações possíveis e sustentáveis, e ajudando o paciente a observar o que sente ao se cuidar, em vez de avaliar se fez “certo” ou “errado”. É importante nomear a autocrítica quando ela surge, compreendendo-a como uma voz interna exigente, e não como verdade, além de valorizar tentativas, não apenas resultados. Na perspectiva psicanalítica, o autocuidado pode ser trabalhado como efeito de uma relação interna menos punitiva, construída a partir de um vínculo terapêutico que acolhe falhas sem ruptura; talvez, assim, cuidar de si deixe de ser uma obrigação rígida e passe a ser algo possível de sustentar, mesmo com imperfeições.

Anthony Souza

Anthony Souza

Psicólogo

Mogi Guaçu

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Incentivar o autocuidado em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) sem despertar autocrítica exige uma abordagem terapêutica focada na autocompaixão, na validação emocional e na modulação das expectativas. O terapeuta deve focar em pequenas ações de cuidado, desvinculando o autocuidado da ideia de "perfeição" ou "obrigação".


Dividindo as tarefas de autocuidado, trazendo a importância das mesmas ao racional do paciente, mostrando como existe uma melhora em mudar seu autocuidado comparado com manter o mesmo, basicamente realizando uma ativação cognitiva que mostre a importância do autocuidado de forma racional e que através da realização dos mesmos é possível sentir alívio emocional.


Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. Para incentivar o autocuidado no paciente com TPB, o terapeuta deve apresentar essas práticas como gestos de gentileza consigo mesmo, não como obrigações. Validar a dificuldade de manter rotinas e reforçar pequenas conquistas ajuda a reduzir autocrítica. O terapeuta deve evitar linguagem perfeccionista e trabalhar autocompaixão, mostrando que autocuidado não é sobre desempenho, mas sobre presença. Explorar crenças rígidas sobre merecimento e ensinar o paciente a observar suas necessidades reais fortalece autonomia emocional. Com o tempo, o paciente aprende a cuidar de si sem transformar isso em motivo de culpa ou cobrança. Atenciosamente, Fernando Segundo Psicólogo e Neuropsicólogo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços

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