Como o terapeuta pode lidar com a falta de compromisso do paciente com Transtorno de Personalidade B
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Como o terapeuta pode lidar com a falta de compromisso do paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) durante o tratamento?
A falta de compromisso no tratamento com pacientes com TPB não é simplesmente desinteresse — muitas vezes, reflete padrões de apego inseguros descritos, marcados por medo de abandono e dificuldade em sustentar vínculos estáveis.
Na prática, o trabalho não foca em “cobrar presença”, mas em compreender o que está por trás dessas oscilações. Atuar construindo um espaço seguro, consistente e sem julgamentos, onde até as faltas e rupturas podem ser trabalhadas como parte essencial do processo terapêutico. É justamente nesse cuidado com o vínculo que o paciente começa, aos poucos, a desenvolver mais estabilidade emocional e relacional.
Na prática, o trabalho não foca em “cobrar presença”, mas em compreender o que está por trás dessas oscilações. Atuar construindo um espaço seguro, consistente e sem julgamentos, onde até as faltas e rupturas podem ser trabalhadas como parte essencial do processo terapêutico. É justamente nesse cuidado com o vínculo que o paciente começa, aos poucos, a desenvolver mais estabilidade emocional e relacional.
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O terapeuta sistêmico pode usar várias estratégias para manter o engajamento do paciente durante o tratamento, incluindo:
Estabelecer metas claras e alcançaveis; adapatar o enfoque e os métodos de acordo com as necessidades individuais do paciente; Usar ferramentas de acompanhamento que ajudem o paciente a acompanhar o seu progresso mantendo a sua motivação para dar continuidade ao tratamento; Abordar a resistência de maneira eficaz. Essas estratégias ajudam a criar uma relação de confiança e segurança, permitindo ao paciente sentir-se confortável para expressar suas dificuldades e necessidades, o que é fundamental para o sucesso do tratamento.
Estabelecer metas claras e alcançaveis; adapatar o enfoque e os métodos de acordo com as necessidades individuais do paciente; Usar ferramentas de acompanhamento que ajudem o paciente a acompanhar o seu progresso mantendo a sua motivação para dar continuidade ao tratamento; Abordar a resistência de maneira eficaz. Essas estratégias ajudam a criar uma relação de confiança e segurança, permitindo ao paciente sentir-se confortável para expressar suas dificuldades e necessidades, o que é fundamental para o sucesso do tratamento.
Neste caso é necessário entender o objetivo da terapia, o motivo do paciente ter procurado ajuda, evidenciar que através da terapia ele já se sentiu melhor em diferentes ocasiões, rever o que já foi passado nas sessões anteriores, e mostrar que se existe um objetivo, seja generalizado como melhora de sintomas ou específico, este pode ser alcançado e facilitado através da terapia.
Olá, tudo bem? Quando se fala em “falta de compromisso” no tratamento de um paciente com Transtorno de Personalidade Borderline, é importante ter cuidado para não reduzir algo complexo a uma simples falta de vontade. Muitas vezes, o paciente até deseja melhorar, mas oscila entre esperança e descrença, aproximação e afastamento, confiança e medo de se frustrar novamente.
O terapeuta pode ajudar investigando o que aparece antes dos atrasos, faltas, cancelamentos ou momentos de desistência. O paciente se sentiu criticado na sessão anterior? Teve vergonha de uma recaída? Ficou com medo de depender do terapeuta? Sentiu que não estava evoluindo rápido o suficiente? Às vezes, o que parece descompromisso é uma forma de proteção contra frustração, culpa, medo de abandono ou sensação de fracasso.
Ao mesmo tempo, o terapeuta precisa manter uma postura clara e consistente. Acolher não significa deixar o tratamento sem estrutura. Combinados sobre frequência, faltas, objetivos, manejo de crises e responsabilidades precisam ser conversados de forma direta, sem tom punitivo. Para muitos pacientes com TPB, limites previsíveis não são rejeição; são parte da segurança do vínculo terapêutico.
Também é útil trabalhar metas pequenas e observáveis. Em vez de esperar uma mudança ampla e perfeita, o paciente pode aprender a reconhecer avanços concretos: comparecer mesmo sem vontade, falar sobre a vontade de abandonar a terapia, avisar quando estiver em crise, reparar um mal-entendido ou identificar um gatilho antes de agir impulsivamente. Esses passos ajudam a transformar o tratamento em um processo mais possível e menos ameaçador.
A terapia pode ajudar o paciente a perceber que compromisso não significa nunca falhar, mas retornar ao processo mesmo depois de oscilar. Em muitos casos, aprender a permanecer na terapia, conversar sobre rupturas e reconstruir vínculo já é uma parte profunda do próprio tratamento. Caso precise, estou à disposição.
O terapeuta pode ajudar investigando o que aparece antes dos atrasos, faltas, cancelamentos ou momentos de desistência. O paciente se sentiu criticado na sessão anterior? Teve vergonha de uma recaída? Ficou com medo de depender do terapeuta? Sentiu que não estava evoluindo rápido o suficiente? Às vezes, o que parece descompromisso é uma forma de proteção contra frustração, culpa, medo de abandono ou sensação de fracasso.
Ao mesmo tempo, o terapeuta precisa manter uma postura clara e consistente. Acolher não significa deixar o tratamento sem estrutura. Combinados sobre frequência, faltas, objetivos, manejo de crises e responsabilidades precisam ser conversados de forma direta, sem tom punitivo. Para muitos pacientes com TPB, limites previsíveis não são rejeição; são parte da segurança do vínculo terapêutico.
Também é útil trabalhar metas pequenas e observáveis. Em vez de esperar uma mudança ampla e perfeita, o paciente pode aprender a reconhecer avanços concretos: comparecer mesmo sem vontade, falar sobre a vontade de abandonar a terapia, avisar quando estiver em crise, reparar um mal-entendido ou identificar um gatilho antes de agir impulsivamente. Esses passos ajudam a transformar o tratamento em um processo mais possível e menos ameaçador.
A terapia pode ajudar o paciente a perceber que compromisso não significa nunca falhar, mas retornar ao processo mesmo depois de oscilar. Em muitos casos, aprender a permanecer na terapia, conversar sobre rupturas e reconstruir vínculo já é uma parte profunda do próprio tratamento. Caso precise, estou à disposição.
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