Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) afeta a forma como a pessoa se relaciona?
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Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) afeta a forma como a pessoa se relaciona?
Viver com o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é sentir tudo em intensidade máxima. As emoções vêm como ondas fortes, e os relacionamentos acabam sendo o lugar onde essas ondas mais se manifestam.
Amar, para quem tem TPB, pode ser ao mesmo tempo uma busca desesperada por conexão e um medo profundo de ser abandonado.
Muitas vezes, a pessoa se entrega de corpo e alma a um vínculo, idealizando o outro, acreditando ter finalmente encontrado alguém que a compreende e acolhe. Mas basta um gesto de distância — uma mensagem não respondida, uma mudança de tom, um olhar diferente — para que surja um medo quase insuportável de perder aquele amor.
A dor é real, intensa, e vem acompanhada de impulsos e reações que nem sempre são compreendidos pelos outros: raiva, choro, afastamento, tentativas de aproximação imediata.
Essas atitudes, vistas de fora, podem parecer exageradas, mas, por dentro, refletem uma luta constante contra o vazio, o medo e a sensação de não ser digno de amor.
Não se trata de manipulação ou drama — trata-se de dor emocional. De alguém tentando, da forma que consegue, não perder o que sente ser essencial para continuar existindo.
A psicanálise entende que, no TPB, existe uma dificuldade profunda em integrar sentimentos opostos — amar e odiar, querer e temer. Por isso, as relações tendem a oscilar entre a idealização e a desvalorização, entre o “você é tudo pra mim” e o “não quero mais saber de você”.
No fundo, o que existe é uma busca por estabilidade, por um lugar interno onde o amor possa existir sem tanto medo.
A boa notícia é que há caminhos possíveis. A terapia ajuda a colocar palavras na dor, a reconhecer as emoções e a construir uma relação mais estável consigo mesmo — o primeiro passo para também se relacionar de forma mais saudável com os outros.
Aos poucos, o amor deixa de ser uma montanha-russa emocional e passa a ser um encontro mais calmo, mais verdadeiro e, principalmente, mais seguro.
Amar, para quem tem TPB, pode ser ao mesmo tempo uma busca desesperada por conexão e um medo profundo de ser abandonado.
Muitas vezes, a pessoa se entrega de corpo e alma a um vínculo, idealizando o outro, acreditando ter finalmente encontrado alguém que a compreende e acolhe. Mas basta um gesto de distância — uma mensagem não respondida, uma mudança de tom, um olhar diferente — para que surja um medo quase insuportável de perder aquele amor.
A dor é real, intensa, e vem acompanhada de impulsos e reações que nem sempre são compreendidos pelos outros: raiva, choro, afastamento, tentativas de aproximação imediata.
Essas atitudes, vistas de fora, podem parecer exageradas, mas, por dentro, refletem uma luta constante contra o vazio, o medo e a sensação de não ser digno de amor.
Não se trata de manipulação ou drama — trata-se de dor emocional. De alguém tentando, da forma que consegue, não perder o que sente ser essencial para continuar existindo.
A psicanálise entende que, no TPB, existe uma dificuldade profunda em integrar sentimentos opostos — amar e odiar, querer e temer. Por isso, as relações tendem a oscilar entre a idealização e a desvalorização, entre o “você é tudo pra mim” e o “não quero mais saber de você”.
No fundo, o que existe é uma busca por estabilidade, por um lugar interno onde o amor possa existir sem tanto medo.
A boa notícia é que há caminhos possíveis. A terapia ajuda a colocar palavras na dor, a reconhecer as emoções e a construir uma relação mais estável consigo mesmo — o primeiro passo para também se relacionar de forma mais saudável com os outros.
Aos poucos, o amor deixa de ser uma montanha-russa emocional e passa a ser um encontro mais calmo, mais verdadeiro e, principalmente, mais seguro.
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O Transtorno de Personalidade Borderline afeta a forma como a pessoa se relaciona porque intensifica emoções e dificulta a regulação afetiva. Isso faz com que os vínculos sejam vividos de maneira extrema: a pessoa pode alternar rapidamente entre idealizar e desvalorizar o outro, sentir medo profundo de abandono e buscar proximidade constante, muitas vezes de forma impulsiva. Pequenas frustrações ou sinais de rejeição podem gerar reações intensas, afastamentos abruptos ou conflitos, tornando os relacionamentos instáveis e imprevisíveis. Ao mesmo tempo, esses vínculos podem ser profundamente afetivos e significativos, porque a pessoa sente e demonstra emoções de forma intensa, exigindo compreensão, paciência e limites claros para que a relação seja saudável.
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