Como o tratamento transdiagnóstico é diferente do tratamento tradicional?

4 respostas
Como o tratamento transdiagnóstico é diferente do tratamento tradicional?
 Julia Rhenius
Psicólogo
Florianópolis
O tratamento transdiagnóstico se diferencia do modelo tradicional porque, em vez de focar no diagnóstico específico (como “transtorno de ansiedade generalizada” ou “fobia social”), ele foca nos processos psicológicos comuns que estão por trás de vários transtornos.
Enquanto os modelos tradicionais geralmente seguem protocolos específicos para cada transtorno, o tratamento transdiagnóstico considera que muitos quadros compartilham os mesmos mecanismos, como:
• Evitação emocional
• Pensamentos ruminativos
• Intolerância à incerteza
• Hipervigilância
• Desregulação da atenção e da ação
Isso permite um tratamento mais flexível, mais personalizado e mais eficaz em casos com múltiplos diagnósticos ou sintomas mistos — que é o que acontece com frequência na prática clínica.
Abordagens como a TCC baseada em processos, a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) e o Protocolo Unificado de David Barlow são exemplos de tratamentos transdiagnósticos com base científica sólida.
Ou seja: a diferença principal está no foco.
• O modelo tradicional trata “o nome do transtorno”.
• O modelo transdiagnóstico trata o padrão que mantém o sofrimento, independentemente do rótulo diagnóstico.

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O tratamento transdiagnóstico da TCC difere do modelo tradicional porque não se baseia apenas no diagnóstico específico, mas nos processos psicológicos que mantêm o sofrimento emocional — como pensamentos automáticos, crenças centrais, esquivas e dificuldades de regulação emocional.
Enquanto o tratamento tradicional segue protocolos voltados a um transtorno (como ansiedade ou depressão), o modelo transdiagnóstico busca compreender e modificar padrões comuns a diferentes condições, ajudando o paciente a desenvolver flexibilidade cognitiva e emocional, com foco em autonomia, sentido e bem-estar duradouro.
O tratamento transdiagnóstico é uma abordagem mais eficiente e moderna que olha para o indivíduo, e não apenas para o rótulo de seu diagnóstico.
O tratamento tradicional é focado no Diagnóstico Específico (ex: Ansiedade Social, Depressão, Transtorno do Pânico) e utiliza um protocolo feito para tratar apenas aquela condição.
Já o tratamento transdiagnóstico foca nos Mecanismos Comuns (como a ruminação, a evitação de emoções ou a rigidez no pensar) que, na verdade, estão por trás de vários diagnósticos ao mesmo tempo. A meta é usar um conjunto de habilidades que trata a raiz de diversos problemas simultaneamente.

Em resumo: Enquanto o tratamento tradicional tenta resolver problemas separadamente (com protocolos diferentes para ansiedade e depressão), o tratamento transdiagnóstico foca nos processos centrais que alimentam ambos os problemas, oferecendo uma solução mais ampla e duradoura.
Dr. Leonardo Mello
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
O tratamento transdiagnóstico é diferente do tratamento tradicional porque, em vez de focar apenas em um diagnóstico específico (como ansiedade, depressão ou TOC), ele trabalha processos psicológicos comuns que atravessam vários transtornos, como dificuldade em regular emoções, pensamento rígido, evitação, medo da incerteza e padrões repetitivos de comportamento; na prática, isso significa que o tratamento é mais flexível e adaptável, ajudando a pessoa a entender como sua mente funciona de forma geral e a lidar melhor com diferentes sintomas ao longo do tempo, enquanto o modelo tradicional costuma seguir protocolos mais fechados voltados para um rótulo diagnóstico específico.

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