Como o vínculo é afetado pelo "Segredo Terapêutico" em casos de risco?

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Olá,

Apenas em casos de risco à vida e/ou menores de idade.

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O segredo terapêutico é crucial para a confiança, mas em situações de risco à vida (própria ou de terceiros) ou com menores de idade, a quebra de sigilo é necessária. Isso pode gerar insegurança, medo ou sensação de traição no paciente, mas, quando bem gerido, protege o vínculo ao demonstrar cuidado ético e profissional.
Em situações de risco, o sigilo terapêutico pode ter limites para garantir a segurança do paciente. Quando isso acontece, é importante que o terapeuta seja transparente, explicando esses limites de forma ética, o que ajuda a preservar a confiança mesmo em momentos delicados.
Em situações de risco, ele pode precisar ser relativizado eticamente para proteger a vida ou a integridade do paciente (ou de terceiros). O ponto central não é a quebra do vínculo, e sim como essa comunicação é conduzida dentro da relação terapêutica.

O que é o “segredo terapêutico” na prática?

É o compromisso do terapeuta de manter confidenciais as informações trazidas pelo paciente, garantindo:

* segurança psicológica
* confiança
* liberdade de expressão
* construção do vínculo transferencial

Sem isso, não há processo terapêutico consistente.

Quando o sigilo pode ser relativizado?

Segundo o Código de Ética do Psicólogo (CFP), o sigilo pode ser flexibilizado quando há:

1⃣ risco de vida do próprio paciente

Exemplo:

* ideação suicida com planejamento
* comportamento autolesivo grave

2⃣ risco a terceiros

Exemplo:

* ameaça concreta
* violência iminente

3⃣ casos envolvendo menores ou incapazes em situação de risco

Nesses casos, a prioridade ética passa a ser:

proteção da vida e da integridade

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