Como os pais podem abordar o tema das redes sociais com seus filhos?

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Como os pais podem abordar o tema das redes sociais com seus filhos?
Comece com diálogo aberto. Pergunte o que eles gostam de fazer online e tome cuidado para não julgar. Ouvir, é uma ferramenta com atenção é uma ferramenta poderosa.
Mostre que o objetivo da conversa é orientar e proteger, não vigiar.
algumas sugestões de temas que você pode abordar:
Como você usa a internet
Segurança e privacidade
Autoestima e comparação
Tempo de uso e limites
Se for o caso, crie acordos claros e mantenha uma presença próxima e disponível.
Mais do que regras, os filhos precisam de referência e escuta.

Espero te ajudado.

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 Ramayana Mello
Psicólogo
Rio de Janeiro

Como psicóloga que trabalha com adolescentes, tenho observado uma crescente preocupação dos pais sobre o impacto das redes sociais na vida de seus filhos.

Uma das descobertas mais importantes da neurociência moderna é que o cérebro adolescente ainda está em desenvolvimento até aproximadamente os 25 anos. O córtex pré-frontal, o grande responsável pelo controle de impulsos, planejamento e tomada de decisões é a última região a amadurecer.

Isso significa que, durante a adolescência, seus filhos dependem mais da amígdala para tomar decisões. Por isso, comportamentos que podem parecer "irracionais" para nós, adultos, são na verdade reflexo dessa imaturidade neurológica natural.

Quando seu filho de 15 anos posta algo sem pensar nas consequências ou fica irritado quando você questiona seu tempo online, lembre-se de que isso não é "rebeldia”. Ele não tem muito controle inibitório sobre isso ainda.
Existe aí um solo fértil para dificuldades relacionais e problemas de saúde mental nesses sujeitos em desenvolvimento.


Em minha prática, tenho visto como esses padrões se manifestam: jovens que sentem que "todo mundo está se divertindo menos eles", que comparam constantemente suas vidas com as "vidas perfeitas" que veem online, ou que perdem horas de sono rolando o feed.

Em vez de simplesmente proibir ou criticar, talvez possamos investir em conversas abertas. Comunicação e laço costumam ser mais eficazes que proibição, especialmente em um momento da vida em que se torna tão importante demonstrar posicionamentos e firmar uma identidade.

Uma reflexão que sempre compartilho com os pais: os filhos aprendem mais pelo que veem do que pelo que falamos. Se estamos constantemente no celular durante as refeições, conversas ou momentos em família, que mensagem estamos transmitindo?

As redes sociais não são vilãs. São as múltiplas relações que o seu filho estabelece com elas que podem ser adversas. O papel dos adultos não é eliminar a tecnologia da vida dos jovens (isso seria impossível e contraproducente), mas sim estimular o uso consciente, e não dependente.

Cada família é singular, e um acompanhamento que leve em conta as especificidades de cada jovem em sua complexidade pode ser bastante surpreendente e frutífero.
Olá! Essa é uma pergunta muito importante, pois a forma como os pais abordam o tema das redes sociais com seus filhos é tão importante quanto o conteúdo do que é dito. Mais do que controlar ou proibir, trata-se de sustentar uma posição de escuta e de referência simbólica.
As redes sociais fazem parte do laço social contemporâneo e, para crianças e adolescentes, ocupam um lugar importante na construção da imagem, das identificações e do pertencimento. Quando os pais abordam esse tema apenas a partir do medo, da vigilância excessiva ou do discurso moral, o risco é produzir silêncio, segredo ou uso escondido, em vez de responsabilidade.
Uma abordagem mais produtiva envolve conversar de forma aberta, demonstrando interesse real pelo que o filho vê, segue e produz nas redes. Perguntar, escutar e acolher permite que a criança ou o adolescente possa falar sobre suas experiências, dúvidas e angústias, sem sentir que será imediatamente julgado ou punido.
Os pais exercem uma função importante ao colocar limites, mas limites que façam sentido e que sejam sustentados pela palavra, não apenas pela imposição. Explicar o porquê das regras ajuda o filho a internalizar esses limites e a construir uma relação mais responsável com o uso das redes.
Além disso, é fundamental que os pais reconheçam que nem tudo pode ou deve ser totalmente controlado. Aceitar que o filho terá experiências próprias, inclusive, frustrações faz parte do processo de crescimento. O papel dos pais é estar disponíveis para escutar e orientar quando algo escapa ou gera sofrimento.
Assim, abordar o tema das redes sociais implica ocupar o lugar de quem não sabe tudo, mas se dispõe a acompanhar, escutar e sustentar limites, favorecendo que o filho construa um uso mais consciente e singular desse espaço.

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