Como posso lidar com a dissociação em pessoas com transtorno de personalidade borderline (TPB) ?
Como posso lidar com a dissociação em pessoas com transtorno de personalidade borderline (TPB) ?
3 respostas
Durante a dissociação no TPB, é útil manter a pessoa ancorada no presente com técnicas de grounding (focar nos sentidos, respiração, objetos ao redor), falar de forma calma e segura, reduzir estímulos estressantes e, se possível, retomar o contato emocional após o episódio.
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Como lidar com a dissociação no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) Lidar com a dissociação no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) exige mais do que tentar “trazer a pessoa de volta para a realidade” de forma imediata. A dissociação, na perspectiva psicanalítica, é um modo sofisticado — e ao mesmo tempo limitante — de o psiquismo se proteger de experiências emocionais vividas como insuportáveis. Intervir de maneira eficaz significa compreender o que essa ruptura está tentando evitar e qual função ela cumpre na organização psíquica do paciente. O trabalho clínico não se limita a acolher o estado dissociativo, mas busca decifrar a sua lógica interna. Isso envolve reconhecer os gatilhos emocionais e sensoriais que antecedem a desconexão, ampliar a consciência sobre os sinais corporais e trabalhar para que o paciente desenvolva recursos internos capazes de sustentar a intensidade emocional sem recorrer à “saída” da dissociação. Técnicas de ancoragem podem ser úteis como apoio imediato — por exemplo, explorar estímulos sensoriais concretos ou resgatar memórias organizadoras — mas a transformação real acontece quando o tratamento convida o paciente a se aproximar, de forma suportável, daquilo que originalmente gerou a necessidade de se desligar. Ao enfrentar gradualmente esses conteúdos, o indivíduo pode reconstruir a continuidade de sua experiência, integrando afetos antes fragmentados e conquistando maior liberdade para viver sem se ausentar de si mesmo.
Olá! Seja muito bem-vindo(a). É um prazer responder a cada uma das suas perguntas. A postura da família é essencial para restabelecer a sensação de segurança do paciente: Mantenha a Calma e a Previsibilidade: Fale em tom de voz baixo, suave e pausado. Evite balançar a pessoa, gritar ou fazer movimentos bruscos. Não Force a Conversa sobre o Gatilho: Durante a crise, o foco não é discutir o motivo do conflito, mas sim trazer a pessoa de volta ao momento presente. Ofereça Estímulos de Ancoragem Seguros: Pergunte se pode tocar em sua mão com gentileza, ofereça um copo de água gelada ou peça para ela descrever algo físico ao seu redor. Garanta a Segurança Física: Remova objetos perigosos do alcance e permaneça por perto até que a orientação no tempo e no espaço seja restaurada. Fernando Vicente Rébuli Segundo Psicólogo e Neuropsicólogo (@psifernandosegundo | fernandosegundo.com) Ofereço psicoterapia presencial em Vitória‑ES e atendimento online para todo o Brasil e no exterior. Abraços
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