Como posso lidar com as interações sociais durante uma crise do Transtorno de Personalidade Borderli

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Como posso lidar com as interações sociais durante uma crise do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Quando sentir que a crise está chegando, pare, respire e identifique o que sente.
Não aja no impulso, use técnicas para se acalmar primeiro.
Depois, comunique seus sentimentos de forma clara e sem acusações.
Na crise, acione técnicas rápidas (água fria no rosto, caminhar, ouvir música, escrever o que sente).
E se não conseguir sozinho, busque apoio em alguém de confiança ou no terapeuta.

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 Valéria Noronha dos Santos
Psicólogo
Porto Alegre
urante a crise, priorize acalmar o corpo e a mente, reduza interações sociais, comunique limites com frases curtas e amorosas, evite decisões impulsivas e volte à conversa quando estiver mais estável.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem? Em momentos de crise no Transtorno de Personalidade Borderline, o sistema emocional costuma entrar em estado de “alarme”, e aí as interações sociais podem parecer um campo minado: qualquer olhar, silêncio ou frase vira sinal de rejeição, abandono ou desrespeito. Não é falta de caráter nem “drama”; é uma forma intensa de sentir e interpretar o vínculo quando a emoção sobe muito.

Nessas horas, o foco costuma ser menos “agir certo” e mais recuperar um pouco de estabilidade interna antes de conversar, porque a crise tende a puxar para impulsos como se explicar demais, atacar, sumir, testar o outro ou pedir garantias que nunca parecem suficientes. Uma pergunta que ajuda é: o que eu mais temo que aconteça se eu não reagir agora? E o que essa reação tenta proteger em mim?

Na prática, muitas pessoas se beneficiam de combinar previamente com alguém de confiança um jeito simples de sinalizar que não está bem, sem precisar se justificar, e de escolher interações mais curtas e previsíveis quando percebe que está no limite. Também pode ser útil adiar conversas difíceis, não como fuga, mas como um “intervalo técnico” para evitar decisões no pico emocional. O que geralmente te dispara mais nas interações: sentir que foi ignorado(a), perceber mudança de tom, ciúme, críticas, ou a sensação de que a outra pessoa vai embora?

Se você já faz terapia, vale levar situações recentes bem concretas para analisar com seu terapeuta: o que aconteceu, o que você pensou, o que sentiu no corpo, o que fez e o que veio depois. Isso ajuda a construir alternativas viáveis para o seu jeito de funcionar, sem te transformar em alguém “frio(a)” ou desconectado(a). E se as crises vêm com risco de se machucar, uso de substâncias ou perda frequente de controle, é importante também considerar uma avaliação psiquiátrica para apoio complementar, porque às vezes ajustar o tratamento reduz a intensidade do pico e facilita o trabalho psicológico.

Se fizer sentido, me diga: durante a crise você tende a se aproximar demais para não perder a pessoa, ou se afastar para não se sentir humilhado(a)? E quando a crise passa, qual costuma ser o “preço” para você, nas relações e dentro de você?

Caso precise, estou à disposição.

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