Como reagir quando o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tenta "romper" o vínc
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Como reagir quando o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tenta "romper" o vínculo através de insultos pessoais?
Quando o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline utiliza insultos como forma de “romper” o vínculo, a intervenção não se orienta pela defesa pessoal nem pela correção moral, mas pela leitura do que se encena na transferência, já que o ataque costuma funcionar como tentativa de afastar antes de ser abandonado ou de testar a consistência do Outro; o terapeuta sustenta uma posição não retaliatória, mantendo o enquadre e, quando possível, nomeando o movimento de forma implicativa (“parece que algo aqui ficou difícil e isso aparece assim entre nós”), sem legitimar a agressão nem devolvê-la; ao não colapsar diante do ataque, nem se retirar, oferece-se uma experiência diferente daquela esperada, onde o vínculo não se rompe diante do excesso, permitindo que, pouco a pouco, o paciente possa reconhecer e simbolizar esses afetos sem precisar atuar sobre a relação para regulá-los.
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Se o paciente tenta romper o vínculo por meio de insultos, geralmente isso reflete dor, medo ou sensação de rejeição. O terapeuta pode acolher o que está por trás da reação, sem entrar no confronto, e manter uma postura firme e estável para preservar o vínculo.
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