De que forma os achados da avaliação neuropsicológica podem subsidiar a formulação de caso e a adapt

De que forma os achados da avaliação neuropsicológica podem subsidiar a formulação de caso e a adaptação de intervenções na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) para pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), especialmente no que se refere às funções executivas e à regulação emocional?

5 respostas


No Transtorno de Personalidade Borderline, os achados da avaliação neuropsicológica subsidiam a formulação de caso na Terapia Cognitivo-Comportamental ao detalhar como alterações em funções executivas como controle inibitório, atenção, memória de trabalho e flexibilidade cognitiva se associam à impulsividade, à dificuldade de planejamento e à instabilidade emocional, permitindo adaptar as intervenções para maior estruturação, repetição e gradualidade das estratégias de regulação emocional e resolução de problemas; sob uma perspectiva psicanalítica, esses dados também ampliam a compreensão de como o sujeito lida com a angústia e com os vínculos, muitas vezes por meio da passagem ao ato em vez da elaboração simbólica, favorecendo um manejo clínico que articule contenção, organização do funcionamento e abertura para a simbolização, e se você quiser compreender como isso se aplica de forma singular ao seu caso, isso pode ser desenvolvido em acompanhamento clínico.

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Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. Déficits em funções executivas e regulação emocional exigem intervenções mais estruturadas, com passos claros e treino de habilidades. A TCC pode priorizar tolerância ao estresse, manejo de impulsividade, comunicação assertiva e reestruturação cognitiva adaptada ao ritmo cognitivo identificado na avaliação. Atenciosamente, Psicólogo Fernando Segundo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços


Os achados da avaliação neuropsicológica auxiliam na formulação de caso ao identificar dificuldades em funções executivas, como planejamento, flexibilidade cognitiva, memória de trabalho e controle inibitório, além de alterações na regulação emocional. Na TCC, essas informações permitem adaptar as intervenções às necessidades do paciente, utilizando estratégias mais estruturadas, linguagem objetiva, repetição de conteúdos e treino de habilidades de autorregulação e manejo da impulsividade. Dessa forma, o tratamento torna-se mais individualizado, favorecendo maior adesão, melhor desempenho nas tarefas terapêuticas e melhores resultados clínicos.


A avaliação neuropsicológica é uma ferramenta importante porque ajuda a entender como a pessoa funciona além do diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Ela mostra quais habilidades estão preservadas e quais podem estar trazendo mais dificuldades no dia a dia. Quando a avaliação identifica alterações nas funções executivas, por exemplo, podemos compreender por que a pessoa tem dificuldade para organizar a rotina, controlar impulsos, planejar tarefas ou pensar antes de agir. Já quando observamos desafios relacionados à regulação emocional, fica mais fácil entender por que algumas situações despertam emoções tão intensas e difíceis de controlar. Essas informações são valiosas porque ajudam a construir uma formulação de caso mais completa. Em vez de olhar apenas para os sintomas, conseguimos entender como os pensamentos, as emoções e os comportamentos se conectam e quais fatores estão mantendo esse sofrimento. Isso também evita que dificuldades relacionadas ao funcionamento cognitivo sejam interpretadas apenas como falta de esforço ou de interesse. Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), esse conhecimento permite adaptar as intervenções às necessidades de cada pessoa. Se existe dificuldade de planejamento, por exemplo, podemos dividir objetivos em pequenas etapas. Se a sobrecarga emocional faz com que a pessoa tenha dificuldade para colocar as estratégias em prática, trabalhamos primeiro formas de reconhecer e regular essas emoções antes de avançar para mudanças mais complexas. Cada pessoa com TPB tem uma história e uma forma única de lidar com os desafios da vida. Por isso, quanto mais conhecemos o seu funcionamento, mais individualizado e eficaz tende a ser o tratamento. É esse olhar que procuro oferecer no meu trabalho como psicóloga, construindo junto com cada paciente estratégias que façam sentido para a sua realidade e que possam ser aplicadas no dia a dia.

Gleyce  Fidelis

Gleyce Fidelis

Psicólogo

Rio de Janeiro

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A avaliação neuropsicológica expõe questões primordiais para a utilização da TCC, com adaptação de estratégias para melhora nas funções executivas e na regulação emocional, ocorrendo maior adesão ao tratamento, com resultados clínicos muito mais efetivos.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.