Meu nome é Roberta da Rocha Rosa, CRP 08/41064. Atuo com a abordagem sistêmica (familiar) e Teoria Cognitivo Comportamental, em todas as idades e com neurodivergências em geral, como TEA, TDAH e TOD.
Tenho 20 pós graduações e mais quatro em andamento e sou professora da PUC/PR, hoje de pós graduação, depois de 10 anos dando aula na graduação, sendo paraninfa por diversas vezes.
Sou também ex pesquisadora do CNPQ.
Tenho mais de 30 artigos científicos publicados no mundo, com um prêmio de melhor artigo em congresso, na maior Universidade da Tailândia.
Com livro em andamento.
Ao começar a trabalhar com a psicologia descobri infindáveis possibilidades sobre o comportamento humano e psicopatologias das mais diversas, as quais carregam a dificuldade de ser inserido em uma sociedade tão preconceituosa e estereotipada. Há espaço para todos e nunca encontrei alguém “normal”, simplesmente pelo fato de não existir.
Os problemas são infindáveis em todas as classes sociais, gêneros e culturas, e percebi que podia, como psicóloga, fazer a diferença na vida das pessoas e famílias, estudando arduamente, para que estivesse preparada para tanto.
A terapia serve para quem está preparado para fazê-la, ou seja, não é para todos... Por vezes, ao ouvir situações muito graves, ou que mexiam com partes da minha própria vida, tive vontade de chorar ou dizer “pare”, “isto também dói em mim!!!!” Mas como profissionais da área da saúde mental devemos ser a força e a pessoa que dá escolha de caminhos ou atitudes diversas a serem seguidas, os quais devem ser encontrados pelos próprios pacientes, sim, eles é que tomam suas próprias decisões. Nós apenas abrimos leques de possibilidades, mas o caminho a ser seguido é estipulado por eles.
Uma frase de Carl Jung foi tatuada em meu corpo (literalmente), a principal, a mais bela e a mais completa, qual seja: “Ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.” Sim, quem somos nós no momento de um atendimento? Alguém superior por deter maior entendimento sobre o comportamento humano? Jamais, somos ferramentas, que devem ser sensíveis às necessidades de quem está à nossa frente, nunca banalizando qualquer tipo de situação ou sentimento, visto que por muitas vezes algo que é pequeno para nós é enorme para o outro, devendo haver humildade no nosso trabalho.
Devemos ensinar ao atender que “O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós” (Jean Paul Sartre), sendo que haverá pessoas boas e más nos nossos caminhos, apesar de não haver pessoas completamente boas ou más...e que podemos lidar com isso, ou melhor, devemos.
“Encontro de dois.
Olho no olho.
Cara a cara.
E quando estiveres perto
eu arrancarei
os seus olhos
e os colocarei no lugar dos meus.
E tu arrancará
os meus olhos
e os colocará no lugar dos teus.
Então eu te olharei com teus olhos
e tu me olharás com os meus.”
Jacob Levy Moreno