De que maneira a "cisão" (idealização e desvalorização) no Transtorno de Personalidade Borderline (T

2 respostas
De que maneira a "cisão" (idealização e desvalorização) no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) afeta a percepção de confiança que o paciente tem no terapeuta ?
Para Kernberg (1966), em razão da cisão patológica que ocorre na psicodinâmica, onde os pacientes do quadro borderline desenvolve estados egoicos separados, os quais são ativados de msneira oscilatória, gerando manifestações caóticas na transferência. A cisão pode resultar numa divisão rígida entre " tudo bom" e "tudo ruim" em relação a si mesmo e aos outros, levando a uma percepção distorcida da realidade. Podendo resultar em negação, onde a pessoa evita reconhecer aspectos da realidade que são difíceis de tolerar emocionalmente. A dificuldade de integrar experiências emocionais complexas podem gerar instabilidade nas relações e na forma de perceber o que pode impactar a confiança do pacienteno terpeuta.

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 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

A cisão, que aparece como essa alternância entre idealização e desvalorização, impacta diretamente a forma como o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline percebe a confiança no terapeuta. Não é que a confiança “desapareça” de forma lógica, mas ela oscila junto com o estado emocional. Em um momento, o terapeuta pode ser visto como extremamente confiável e importante, e em outro, após uma frustração, pode ser percebido como distante, indiferente ou até inadequado.

Essa mudança não costuma ser consciente ou intencional. O cérebro emocional tende a organizar as experiências em extremos, como uma forma de lidar com a intensidade interna. Quando a experiência é positiva, ela pode ser amplificada; quando algo desagrada, mesmo que seja pequeno, pode ganhar um peso muito maior, afetando a percepção de todo o vínculo.

Isso cria um desafio importante no processo terapêutico, porque a confiança deixa de ser algo contínuo e passa a ser algo dependente do momento emocional. Por isso, o trabalho do terapeuta não é tentar “corrigir” imediatamente essa percepção, mas ajudar o paciente a perceber essas oscilações e, aos poucos, construir uma visão mais integrada da relação.

Fico pensando… você já percebeu situações em que alguém parecia muito importante em um momento e, depois de algo que te incomodou, passou a ser visto de forma completamente diferente? O que exatamente muda nessa virada? E, quando a intensidade emocional diminui, essa visão mais negativa continua ou tende a se transformar novamente?

Com o tempo, o objetivo é que o paciente consiga sustentar a ideia de que o outro pode ter aspectos positivos e falhas ao mesmo tempo, sem que isso destrua o vínculo. É nesse ponto que a confiança começa a se tornar mais estável e menos dependente dessas oscilações.

Caso precise, estou à disposição.

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