É comum que mulheres autistas também tenham outras condições de saúde mental?
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É comum que mulheres autistas também tenham outras condições de saúde mental?
Sim. É preciso procurar ajuda de um psicoterapeuta que possa ajudar por exemplo, na ansiedade que neurodivergente enfrenta.
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Sim, é bastante comum. Muitas mulheres autistas acabam convivendo também com outras condições de saúde mental — não porque o autismo “cause” diretamente esses quadros, mas porque viver por tanto tempo tentando se adaptar a um mundo que não entende suas necessidades pode gerar um nível de estresse emocional muito alto.
Ansiedade, depressão, Transtorno Obsessivo-Compulsivo e até sintomas relacionados à exaustão (o chamado autistic burnout) aparecem com frequência. Isso acontece porque, por anos, muitas mulheres autistas mascaram seus comportamentos — ajustam o tom de voz, ensaiam respostas sociais, tentam “parecer neurotípicas” — e esse esforço contínuo acaba drenando energia e impactando o bem-estar psicológico. É como se o cérebro estivesse em alerta constante, tentando manter uma versão “aceitável” de si mesmo.
Talvez uma boa reflexão seja: quanto desse cansaço vem do esforço de se encaixar? E quanto vem da falta de espaços em que você possa simplesmente ser quem é, sem precisar calcular cada gesto? Entender essa diferença pode abrir um caminho mais leve e autêntico de cuidado.
A terapia pode ajudar muito nesse processo de reconhecer os próprios limites, respeitar o ritmo interno e reconstruir uma relação mais gentil consigo mesma.
Se fizer sentido, podemos conversar mais sobre isso.
Sim, é bastante comum. Muitas mulheres autistas acabam convivendo também com outras condições de saúde mental — não porque o autismo “cause” diretamente esses quadros, mas porque viver por tanto tempo tentando se adaptar a um mundo que não entende suas necessidades pode gerar um nível de estresse emocional muito alto.
Ansiedade, depressão, Transtorno Obsessivo-Compulsivo e até sintomas relacionados à exaustão (o chamado autistic burnout) aparecem com frequência. Isso acontece porque, por anos, muitas mulheres autistas mascaram seus comportamentos — ajustam o tom de voz, ensaiam respostas sociais, tentam “parecer neurotípicas” — e esse esforço contínuo acaba drenando energia e impactando o bem-estar psicológico. É como se o cérebro estivesse em alerta constante, tentando manter uma versão “aceitável” de si mesmo.
Talvez uma boa reflexão seja: quanto desse cansaço vem do esforço de se encaixar? E quanto vem da falta de espaços em que você possa simplesmente ser quem é, sem precisar calcular cada gesto? Entender essa diferença pode abrir um caminho mais leve e autêntico de cuidado.
A terapia pode ajudar muito nesse processo de reconhecer os próprios limites, respeitar o ritmo interno e reconstruir uma relação mais gentil consigo mesma.
Se fizer sentido, podemos conversar mais sobre isso.
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