É possível uma pessoa ter transtorno bipolar e não ter problema de insônia? Meu pai é bipolar, e ten
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É possível uma pessoa ter transtorno bipolar e não ter problema de insônia? Meu pai é bipolar, e tenho questionado se também não posso ter o transtorno. Sempre sofri com ansiedade e depressão desde nova, não tive resposta a antidepressivos, só uma vez lembro que tomei paroxetina e fluoxetina e estava muito feliz com a vida e sociável em pouco tempo de uso. Atualmente estou tomando venlafaxina de 112,5mg e irei aumentar para 150mg, mas parece que não estou tomando nada, só mais irritada. Em questão do meu sono eu durmo bastante horas e me sinto cansada, as vezes acordo a noite e demoro a dormir pois estou com a mente ligada.
O fator de risco da Bipolaridade também pode ser familiar, é necessário avaliação médica, entender os seus sintomas, suas queixas do dia a dia para assim você ter uma boa mudança nos seus sintomas. Como você já faz uso de psicotrópico preciso entender se é necessário a mudança da medicação no decorrer das suas queixas e assim ter um tratamento adequado.
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Sua dúvida é bastante pertinente. Muitas vezes, o diagnóstico do transtorno bipolar demora anos para ser feito, principalmente quando o paciente apresenta muitos episódios depressivos e episódios leves de euforia. Alterações no sono, seja insônia ou hiperssonia, são bastante frequentes, tanto no transtorno bipolar quanto na depressão. Existem alguns fatores que nos fazem pensar em transtorno bipolar: inicio de alterações de humor em idade jovem; ficar excessivamente feliz/acelerado quando em uso de antidepressivo; historia familiar de transtorno bipolar; quadro depressivo não melhorando com uso de antidepressivo (em dose adequada, por tempo adequado); entre outros. Converse com seu psiquiatra e fale de suas preocupações.
Sim, pode acontecer. Não conheço a sua história, mas só pra te explicar melhor, transtornos de ansiedade são bastante comuns em pessoas que vivem com TAB. Isso não quer dizer que você tenha necessariamente TAB, o que requer uma avaliação clínica aprofundada.
Olá! Sim, é possível. Apesar do sono estar frequentemente alterado em episódios depressivos ou eufóricos do Transtorno Bipolar, não utilizamos apenas esse parâmetro para o diagnóstico, sendo necessário um conjunto de sinais e sintomas, em uma avaliação longitudinal, para chegarmos a um diagnóstico correto. A história familiar positiva e pouca ou nenhuma resposta com o uso prévio de antidepressivos, podem sim ser um sinal de alerta para ficarmos atentos a possibilidade de Transtorno Afetivo Bipolar (TAB). Apesar disso, não são usados como critérios únicos para fecharmos o diagnóstico. Infelizmente, o diagnóstico de TAB demanda tempo e acompanhamento contínuo.
É possível, sim.
Nem toda pessoa com transtorno bipolar tem insônia o tempo todo.
O que chama mais atenção em hipomania/mania é a redução da necessidade de sono: a pessoa dorme menos e, mesmo assim, fica com muita energia.
Histórico familiar de bipolaridade, depressão recorrente, pouca resposta a antidepressivos, irritabilidade e sensação de “ativação” com remédios podem levantar essa hipótese, mas não fecham diagnóstico sozinhos.
Antes de aumentar a venlafaxina, vale falar com seu psiquiatra sobre essa dúvida, principalmente por você estar mais irritada e sem melhora clara.
O diagnóstico depende da história completa: fases de energia aumentada, impulsividade, aceleração, sono, comportamento e evolução ao longo do tempo.
Nem toda pessoa com transtorno bipolar tem insônia o tempo todo.
O que chama mais atenção em hipomania/mania é a redução da necessidade de sono: a pessoa dorme menos e, mesmo assim, fica com muita energia.
Histórico familiar de bipolaridade, depressão recorrente, pouca resposta a antidepressivos, irritabilidade e sensação de “ativação” com remédios podem levantar essa hipótese, mas não fecham diagnóstico sozinhos.
Antes de aumentar a venlafaxina, vale falar com seu psiquiatra sobre essa dúvida, principalmente por você estar mais irritada e sem melhora clara.
O diagnóstico depende da história completa: fases de energia aumentada, impulsividade, aceleração, sono, comportamento e evolução ao longo do tempo.
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