É verdade que o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é caracterizado pelo sofrimento e pelo impacto
2
respostas
É verdade que o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é caracterizado pelo sofrimento e pelo impacto funcional das obsessões e compulsões ?
Olá, como tem passado?
Muitas vezes o TOC é descrito em manuais de psiquiatria ou psicologia como um conjunto de obsessões e compulsões e de fato, há sofrimento intenso e um impacto real na vida prática: trabalhos interrompidos, relações afetivas abaladas, tempo e energia consumidos pelos rituais. Essa dimensão descritiva não está errada, mas é apenas a superfície do fenômeno.
Quando olhamos pelo prisma da psicanálise, o que aparece como “sintoma” também é uma forma de amarração do sujeito frente ao desejo e à angústia. A repetição obsessiva não é gratuita: é uma maneira encontrada pelo inconsciente de lidar com algo insuportável, um ponto de conflito que não se resolve pela via da consciência. Assim, o sofrimento não vem apenas da presença dos rituais, mas do enigma que eles carregam: “por que preciso disso para existir de modo menos angustiante?”.
Freud já apontava que o obsessivo vive sob o peso de uma lei interna rígida, quase tirânica, que transforma pensamentos em mandamentos e atos em expiações. Lacan, mais tarde, mostra que o obsessivo mantém o desejo em suspenso, preso numa engrenagem interminável de adiamentos. Essa perspectiva amplia o olhar: o impacto funcional e o sofrimento não são só “efeitos colaterais”, mas índices de uma economia psíquica singular, que se organiza em torno dessa dinâmica de defesa e algo a mais.
Por isso, a clínica psicanalítica não se limita a medir prejuízos ou a contar compulsões: ela aposta em fazer o sujeito escutar o que se repete, para que algo de novo possa se inscrever. O sintoma, nesse sentido, é também mensagem, mesmo que cifrada. E ao invés de apagar simplesmente o sofrimento, trata-se de abrir espaço para que o sujeito descubra outras formas de viver, menos escravizado pela lógica obsessiva. Esse percurso pode ser feito em uma terapia com um psicólogo ou psicanalista a fim de que a pessoa elabore suas questões inconscientes em torno dessa manifestação obsessiva e compulsiva com a finalidade de reconstruir mais saúde em sua vida.
Espero ter ajudado com essa resposta e sigo à disposição.
Muitas vezes o TOC é descrito em manuais de psiquiatria ou psicologia como um conjunto de obsessões e compulsões e de fato, há sofrimento intenso e um impacto real na vida prática: trabalhos interrompidos, relações afetivas abaladas, tempo e energia consumidos pelos rituais. Essa dimensão descritiva não está errada, mas é apenas a superfície do fenômeno.
Quando olhamos pelo prisma da psicanálise, o que aparece como “sintoma” também é uma forma de amarração do sujeito frente ao desejo e à angústia. A repetição obsessiva não é gratuita: é uma maneira encontrada pelo inconsciente de lidar com algo insuportável, um ponto de conflito que não se resolve pela via da consciência. Assim, o sofrimento não vem apenas da presença dos rituais, mas do enigma que eles carregam: “por que preciso disso para existir de modo menos angustiante?”.
Freud já apontava que o obsessivo vive sob o peso de uma lei interna rígida, quase tirânica, que transforma pensamentos em mandamentos e atos em expiações. Lacan, mais tarde, mostra que o obsessivo mantém o desejo em suspenso, preso numa engrenagem interminável de adiamentos. Essa perspectiva amplia o olhar: o impacto funcional e o sofrimento não são só “efeitos colaterais”, mas índices de uma economia psíquica singular, que se organiza em torno dessa dinâmica de defesa e algo a mais.
Por isso, a clínica psicanalítica não se limita a medir prejuízos ou a contar compulsões: ela aposta em fazer o sujeito escutar o que se repete, para que algo de novo possa se inscrever. O sintoma, nesse sentido, é também mensagem, mesmo que cifrada. E ao invés de apagar simplesmente o sofrimento, trata-se de abrir espaço para que o sujeito descubra outras formas de viver, menos escravizado pela lógica obsessiva. Esse percurso pode ser feito em uma terapia com um psicólogo ou psicanalista a fim de que a pessoa elabore suas questões inconscientes em torno dessa manifestação obsessiva e compulsiva com a finalidade de reconstruir mais saúde em sua vida.
Espero ter ajudado com essa resposta e sigo à disposição.
Tire todas as dúvidas durante a consulta online
Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.
Mostrar especialistas Como funciona?
Olá, tudo bem?
Sim, é verdade.
Sim, é verdade.
Especialistas
Perguntas relacionadas
- A Disforia Sensível à Rejeição (RSD) faz parte dos critérios diagnósticos do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
- O que é "automonitoramento" na Disforia Sensível à Rejeição (RSD) do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
- Quais são os tratamentos para gerenciar a Disforia Sensível à Rejeição (RSD) no contexto do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
- A Disforia Sensível à Rejeição (RSD) diminui com a estabilização do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
- Como lidar com pensamentos intrusivos do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e ansiedade antecipatória?
- Um paciente com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) apresenta déficit em qual tipo de atenção?
- Quais funções executivas costumam estar prejudicadas no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
- O que caracteriza o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) cognitivamente?
- O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) tem algo a ver com inteligência?
- Como diferenciar intuição de ansiedade antecipatória?
Você quer enviar sua pergunta?
Nossos especialistas responderam a 1237 perguntas sobre Transtorno Obsesivo Compulsivo (TOC)
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.