“Em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), há dissociação entre a estabilidade
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“Em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), há dissociação entre a estabilidade dos domínios de funcionamento executivo e psicossocial e a estabilidade dos processos de regulação emocional ao longo do tempo?”
Oi, é um prazer te ter por aqui.
Sim. A dissociação entre estabilidade executiva e psicossocial, por um lado, e estabilidade emocional, por outro, é amplamente documentada. O paciente pode funcionar bem no trabalho, manter relações estáveis e apresentar bom desempenho cognitivo, mas ainda experimentar flutuações emocionais internas.
Essa dissociação ocorre porque o TPB é primariamente um transtorno de regulação emocional, não de funcionamento executivo. Assim, a estabilidade externa pode coexistir com vulnerabilidade interna.
Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
fernandosegundo.com
Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia On-line em todo o Brasil e presencialmente em Vitória-ES
Abraços
Sim. A dissociação entre estabilidade executiva e psicossocial, por um lado, e estabilidade emocional, por outro, é amplamente documentada. O paciente pode funcionar bem no trabalho, manter relações estáveis e apresentar bom desempenho cognitivo, mas ainda experimentar flutuações emocionais internas.
Essa dissociação ocorre porque o TPB é primariamente um transtorno de regulação emocional, não de funcionamento executivo. Assim, a estabilidade externa pode coexistir com vulnerabilidade interna.
Atenciosamente,
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Olá, tudo bem? Sim, pode haver uma dissociação parcial entre a estabilidade dos domínios de funcionamento executivo e psicossocial e a estabilidade dos processos de regulação emocional no Transtorno de Personalidade Borderline.
Na prática clínica, algumas pessoas podem apresentar melhora no planejamento, no controle de impulsos, na tomada de decisão, na rotina, no trabalho, nos estudos ou na forma de se relacionar, mas ainda manter uma sensibilidade emocional elevada. Isso significa que o funcionamento externo pode se tornar mais organizado antes que o mundo interno esteja plenamente estável. A pessoa pode “funcionar melhor” e, ao mesmo tempo, continuar vivendo emoções intensas, medo de abandono, vergonha, raiva ou sensação de vazio com bastante força.
Essa diferença é importante, porque evita uma leitura simplista do quadro. Melhorar comportamentos e relações não significa necessariamente que a regulação emocional já esteja consolidada. Por outro lado, também não significa que a melhora seja superficial. Muitas vezes, conseguir agir de modo mais estável mesmo sentindo emoções intensas já representa um avanço clínico relevante. Em quais situações a pessoa parece mais funcional, mas ainda emocionalmente vulnerável? Ela consegue manter compromissos e relações, mas sofre internamente de forma desproporcional? O que acontece quando surgem rejeição, crítica, frustração ou incerteza afetiva?
Ao longo do tratamento, o objetivo costuma ser integrar essas dimensões: fortalecer funções executivas, ampliar recursos psicossociais e desenvolver uma regulação emocional mais consistente. A terapia pode ajudar a compreender quando a pessoa está apenas “segurando” a emoção e quando está, de fato, conseguindo elaborar, nomear e regular o que sente com mais segurança.
Caso precise, estou à disposição.
Na prática clínica, algumas pessoas podem apresentar melhora no planejamento, no controle de impulsos, na tomada de decisão, na rotina, no trabalho, nos estudos ou na forma de se relacionar, mas ainda manter uma sensibilidade emocional elevada. Isso significa que o funcionamento externo pode se tornar mais organizado antes que o mundo interno esteja plenamente estável. A pessoa pode “funcionar melhor” e, ao mesmo tempo, continuar vivendo emoções intensas, medo de abandono, vergonha, raiva ou sensação de vazio com bastante força.
Essa diferença é importante, porque evita uma leitura simplista do quadro. Melhorar comportamentos e relações não significa necessariamente que a regulação emocional já esteja consolidada. Por outro lado, também não significa que a melhora seja superficial. Muitas vezes, conseguir agir de modo mais estável mesmo sentindo emoções intensas já representa um avanço clínico relevante. Em quais situações a pessoa parece mais funcional, mas ainda emocionalmente vulnerável? Ela consegue manter compromissos e relações, mas sofre internamente de forma desproporcional? O que acontece quando surgem rejeição, crítica, frustração ou incerteza afetiva?
Ao longo do tratamento, o objetivo costuma ser integrar essas dimensões: fortalecer funções executivas, ampliar recursos psicossociais e desenvolver uma regulação emocional mais consistente. A terapia pode ajudar a compreender quando a pessoa está apenas “segurando” a emoção e quando está, de fato, conseguindo elaborar, nomear e regular o que sente com mais segurança.
Caso precise, estou à disposição.
Pode haver essa dissociação. Algumas pessoas conseguem manter bom desempenho executivo e psicossocial em ambientes estruturados, como trabalho, estudos ou tarefas práticas, mas ainda apresentam grande instabilidade emocional em situações de vínculo, rejeição ou conflito. Isso mostra que a melhora funcional nem sempre acompanha, no mesmo ritmo, a estabilidade afetiva. Por isso, é importante avaliar a pessoa de forma ampla, e não apenas pelo quanto ela “funciona bem” externamente.
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