Em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), quais intervenções psicoterápicas, fa
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Em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), quais intervenções psicoterápicas, farmacológicas e psicossociais apresentam evidências de eficácia na melhora do funcionamento social e das relações interpessoais?”
Em Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o tratamento mais eficaz é multimodal, com foco principal em psicoterapia — enquanto a farmacoterapia tem papel adjuvante e sintomático, não sendo tratamento central do transtorno.
1) Intervenções psicoterápicas (maior evidência de eficácia)
Terapia Comportamental Dialética (DBT)
É a abordagem com melhor evidência para TPB. Ajuda na:
regulação emocional
controle de impulsos
redução de autolesão e crises
melhora das habilidades interpessoais (assertividade, validação, limites)
Terapia Baseada em Mentalização (MBT)
Foca em desenvolver a capacidade de compreender estados mentais próprios e dos outros:
melhora significativa das relações interpessoais
reduz interpretações distorcidas de intenções alheias
diminui reatividade emocional em conflitos
Terapia Focada na Transferência (TFP)
Abordagem psicodinâmica estruturada:
trabalha padrões relacionais instáveis
ajuda a integrar percepções “idealizadas vs. desvalorizadas”
melhora identidade e estabilidade nas relações
Terapia do Esquema
atua em padrões emocionais e crenças rígidas formadas na infância
melhora funcionamento social e estabilidade afetiva
boa evidência em casos crônicos
2) Intervenções farmacológicas (uso restrito e sintomático)
Não existe medicação específica para TPB. O uso é direcionado a sintomas-alvo:
ISRS (ex: sertralina, fluoxetina): impulsividade, ansiedade, sintomas depressivos
Estabilizadores de humor (ex: lamotrigina): instabilidade afetiva (evidência variável)
Antipsicóticos atípicos (ex: quetiapina em baixas doses): irritabilidade, dissociação, impulsividade
Evitar polifarmácia, pois benefícios são limitados
3) Intervenções psicossociais
São fundamentais para melhorar funcionamento global:
Psicoeducação (paciente e família)
Treino de habilidades sociais
Intervenções familiares (redução de conflitos e invalidação)
Grupos terapêuticos estruturados (ex: DBT skills group)
Reabilitação psicossocial, quando há prejuízo funcional importante
Estímulo à rotina, trabalho e vínculos estáveis como fator protetor
1) Intervenções psicoterápicas (maior evidência de eficácia)
Terapia Comportamental Dialética (DBT)
É a abordagem com melhor evidência para TPB. Ajuda na:
regulação emocional
controle de impulsos
redução de autolesão e crises
melhora das habilidades interpessoais (assertividade, validação, limites)
Terapia Baseada em Mentalização (MBT)
Foca em desenvolver a capacidade de compreender estados mentais próprios e dos outros:
melhora significativa das relações interpessoais
reduz interpretações distorcidas de intenções alheias
diminui reatividade emocional em conflitos
Terapia Focada na Transferência (TFP)
Abordagem psicodinâmica estruturada:
trabalha padrões relacionais instáveis
ajuda a integrar percepções “idealizadas vs. desvalorizadas”
melhora identidade e estabilidade nas relações
Terapia do Esquema
atua em padrões emocionais e crenças rígidas formadas na infância
melhora funcionamento social e estabilidade afetiva
boa evidência em casos crônicos
2) Intervenções farmacológicas (uso restrito e sintomático)
Não existe medicação específica para TPB. O uso é direcionado a sintomas-alvo:
ISRS (ex: sertralina, fluoxetina): impulsividade, ansiedade, sintomas depressivos
Estabilizadores de humor (ex: lamotrigina): instabilidade afetiva (evidência variável)
Antipsicóticos atípicos (ex: quetiapina em baixas doses): irritabilidade, dissociação, impulsividade
Evitar polifarmácia, pois benefícios são limitados
3) Intervenções psicossociais
São fundamentais para melhorar funcionamento global:
Psicoeducação (paciente e família)
Treino de habilidades sociais
Intervenções familiares (redução de conflitos e invalidação)
Grupos terapêuticos estruturados (ex: DBT skills group)
Reabilitação psicossocial, quando há prejuízo funcional importante
Estímulo à rotina, trabalho e vínculos estáveis como fator protetor
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