Como a “cisão” (mecanismo de defesa de tudo ou nada) afeta a autenticidade das opiniões no Transtorn
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Como a “cisão” (mecanismo de defesa de tudo ou nada) afeta a autenticidade das opiniões no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
No TPB, a “cisão” faz com que sentimentos, percepções e opiniões oscilem entre extremos: algo ou alguém pode parecer totalmente bom em um momento e completamente ruim no outro. Isso não costuma ser manipulação consciente nem “falsidade”; a pessoa geralmente acredita de verdade no que está sentindo naquele instante.
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Olá, tudo bem? A cisão, no Transtorno de Personalidade Borderline, pode afetar a autenticidade das opiniões porque faz com que a pessoa perceba situações, pessoas e a si mesma em extremos: tudo bom ou tudo ruim, seguro ou ameaçador, amoroso ou rejeitador. Quando uma emoção intensa aparece, a opinião formada naquele momento pode parecer absolutamente verdadeira, como se não houvesse outro modo de enxergar a situação.
Isso não significa que a pessoa esteja mentindo ou “inventando” o que sente. A emoção costuma ser real. O ponto é que a conclusão construída a partir dessa emoção pode estar muito influenciada pelo medo, pela raiva, pela vergonha ou pela sensação de abandono. Em outras palavras, a opinião pode ser autêntica como expressão de uma dor, mas não necessariamente integrada como uma visão completa da realidade.
É como se a mente colocasse um holofote em uma parte da cena e, por alguns instantes, todo o resto desaparecesse. A pessoa pode sentir que alguém é maravilhoso em um momento e, diante de uma frustração, passar a sentir que essa mesma pessoa não se importa. Vale perguntar: essa opinião continua fazendo sentido quando a emoção diminui? Ela representa o que a pessoa pensa de forma mais estável ou o que ela sente quando está ameaçada emocionalmente? Ela aproxima a pessoa dos vínculos que deseja ou reforça ciclos de conflito e arrependimento?
Na psicoterapia, o trabalho não é invalidar o sentimento, mas ajudar a diferenciar emoção, pensamento, fato e impulso. Com mais regulação emocional, a pessoa pode expressar opiniões mais coerentes com sua história, seus valores e sua identidade como um todo. Assim, a autenticidade deixa de ser apenas intensidade emocional e passa a incluir integração, consciência e maior continuidade do self.
Caso precise, estou à disposição.
Isso não significa que a pessoa esteja mentindo ou “inventando” o que sente. A emoção costuma ser real. O ponto é que a conclusão construída a partir dessa emoção pode estar muito influenciada pelo medo, pela raiva, pela vergonha ou pela sensação de abandono. Em outras palavras, a opinião pode ser autêntica como expressão de uma dor, mas não necessariamente integrada como uma visão completa da realidade.
É como se a mente colocasse um holofote em uma parte da cena e, por alguns instantes, todo o resto desaparecesse. A pessoa pode sentir que alguém é maravilhoso em um momento e, diante de uma frustração, passar a sentir que essa mesma pessoa não se importa. Vale perguntar: essa opinião continua fazendo sentido quando a emoção diminui? Ela representa o que a pessoa pensa de forma mais estável ou o que ela sente quando está ameaçada emocionalmente? Ela aproxima a pessoa dos vínculos que deseja ou reforça ciclos de conflito e arrependimento?
Na psicoterapia, o trabalho não é invalidar o sentimento, mas ajudar a diferenciar emoção, pensamento, fato e impulso. Com mais regulação emocional, a pessoa pode expressar opiniões mais coerentes com sua história, seus valores e sua identidade como um todo. Assim, a autenticidade deixa de ser apenas intensidade emocional e passa a incluir integração, consciência e maior continuidade do self.
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