Está acontecendo algo: Estou esquecido, esqueço nomes, demoro para lembrar nomes de artistas, nome d

5 respostas
Está acontecendo algo: Estou esquecido, esqueço nomes, demoro para lembrar nomes de artistas, nome de filmes, nomes de músicas e estou trocando nomes de pessoas, é um tipo de esquecimento que nunca tive, tenho 55 anos. Antes esquecia muito mas era por falta de concentração agora é um esquecimento diferente, não tem a ver com ansiedade e nem concentração. É doença isso? tem tratamento? Não fui no médico ainda pois penso que pode ser da idade!
Difícil afirmar somente com esses dados. Uma consulta presencial é fundamental para a realização de testes e conhecimento maior de históricos. Existem muitas possibilidades clínicas. Vale sim uma consulta com a especialidade para afastar causas evolutivas.

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A dificuldade de memória pode ser esperada para certa idade mas também pode ter diversas causas, desde causas reversíveis (problemas na tireoide, falta de vitaminas, depressão, ansiedade) até causas não reversíveis (quadros neurodegenerativos como as demências).
Se estiver atrapalhando seu funcionamento no seu dia a dia o ideal é passar por uma avaliação presencial com médico especialista.
Dra. Myrian Scapin Morelli
Geriatra
Rio de Janeiro
Pode ser alguma deficiência metabólica ou estar ligado as atividades diárias de vida que possam ter sido alteradas, stress e outras causas mas seria prudente uma monitorização através de exames clínicos, laboratoriais e de imagem para melhor diagnóstico e terapêutica adequada
O que você está percebendo — trocas de nomes, dificuldade para lembrar nomes de pessoas, artistas, músicas e filmes, de uma forma que não tinha antes — precisa sim ser investigado com seriedade. Especialmente porque você notou uma mudança no seu padrão de memória, que não parece relacionada à distração, ansiedade ou falta de atenção, como já aconteceu antes.

Nem todo esquecimento aos 55 anos é “normal da idade”. Existem muitas condições tratáveis ou reversíveis que podem causar falhas cognitivas, como alterações hormonais, deficiência de vitaminas (como B12), distúrbios do sono (como apneia), efeitos colaterais de medicamentos ou até quadros iniciais de comprometimento cognitivo leve — que, quando identificados precocemente, permitem intervenções eficazes e proteção da memória a longo prazo.

Portanto, não espere para procurar ajuda. O ideal é passar por um neurologista, que vai avaliar seu caso de forma completa, solicitar os exames certos e orientar com segurança. Quanto antes a investigação for feita, melhor a chance de cuidar bem do cérebro e manter sua qualidade de vida.
Dra. Mariana M. Sant'Ana
Neurologista, Especialista em dor
Cuiabá
Excelente pergunta — e extremamente importante, pois as alterações de memória e nomeação que você descreve merecem atenção médica, principalmente quando representam mudança recente no padrão habitual de funcionamento cognitivo. Esquecer nomes de pessoas conhecidas, confundir palavras ou ter dificuldade para lembrar informações que antes eram facilmente evocadas não é, por si só, sinônimo de doença, mas pode indicar processos neurológicos ou metabólicos que precisam ser investigados precocemente.

Com o avanço da idade, é comum ocorrer uma redução leve da velocidade de processamento mental e da capacidade de lembrar detalhes recentes, fenômeno chamado de comprometimento cognitivo leve relacionado à idade. Nesses casos, o esquecimento é discreto, não interfere nas atividades diárias e tende a estabilizar com medidas de estímulo cognitivo, sono adequado, alimentação equilibrada e controle emocional. No entanto, quando há troca de nomes, dificuldade para lembrar palavras específicas (anomias) ou esquecimento progressivo de fatos recentes, é necessário investigar alterações cognitivas de outra natureza, que podem estar ligadas a disfunções neurológicas iniciais, carências vitamínicas, distúrbios hormonais, efeitos de medicamentos ou doenças vasculares cerebrais.

A descrição de um “esquecimento diferente”, que não se relaciona à ansiedade ou distração, merece uma avaliação neurológica detalhada, com aplicação de testes de memória, linguagem, atenção e funções executivas. Em alguns casos, o médico pode solicitar exames laboratoriais (função tireoidiana, vitamina B12, glicemia, função hepática e renal) e exames de imagem cerebral (como ressonância magnética) para excluir causas reversíveis de comprometimento cognitivo.

É importante destacar que esquecimentos não são uma consequência obrigatória do envelhecimento, e quando surgem de forma nova ou progressiva, devem sempre ser investigados. O diagnóstico precoce de qualquer disfunção cognitiva — seja ela leve ou associada a doenças como depressão, distúrbios vasculares ou demências iniciais — permite iniciar tratamentos que melhoram a memória, retardam a progressão e aumentam a qualidade de vida.

Portanto, mesmo que o quadro pareça leve, o ideal é não adiar a consulta médica. Agendar uma avaliação com um neurologista especializado em cognição e memória permitirá identificar a causa exata e orientar um plano de acompanhamento adequado, que pode incluir tratamento medicamentoso, reabilitação cognitiva e orientações de estilo de vida.

Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. O esquecimento pode ter múltiplas causas, e quanto mais cedo for avaliado, maiores são as chances de controle e reversão dos sintomas.

Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835

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