Estou em tratamento de TOC Religioso. Médico me receitou Paroxetina e Risperidona. Os pensamentos in
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Estou em tratamento de TOC Religioso. Médico me receitou Paroxetina e Risperidona. Os pensamentos intrusivos cessaram, mas notei alguns colaterais.
Além do ganho de peso, não estou conseguindo bom desempenho sexual (anorgasmia e disfunção). Há algo que possa ajudar nesses aspectos? Somado a isso, notei uma dificuldade em concentrar e uma dificuldade em formular frases, em manter uma boa comunicação. Sinto-me mais engessado, acredito que deva ser efeito colateral do remédio..
Além do ganho de peso, não estou conseguindo bom desempenho sexual (anorgasmia e disfunção). Há algo que possa ajudar nesses aspectos? Somado a isso, notei uma dificuldade em concentrar e uma dificuldade em formular frases, em manter uma boa comunicação. Sinto-me mais engessado, acredito que deva ser efeito colateral do remédio..
Você está fazendo tratamento para TOC Religioso, e que bom que os pensamentos intrusivos diminuíram com a paroxetina e a risperidona — isso mostra que o tratamento está funcionando. Mas é totalmente válido se preocupar com os efeitos colaterais, ainda mais quando eles começam a atrapalhar sua qualidade de vida.
O que você está sentindo — como ganho de peso, dificuldades na parte sexual (como anorgasmia ou falta de resposta) e também essa sensação de estar meio travado pra pensar, se concentrar ou se expressar — é sim algo que pode acontecer com esses dois remédios, especialmente juntos.
A paroxetina, apesar de ser ótima pra TOC, é conhecida por dar efeitos colaterais sexuais fortes em algumas pessoas. Já a risperidona, mesmo em doses baixas, pode pesar um pouco na cognição e também mexer com a parte hormonal, o que pode afetar desde o humor até o desempenho sexual e mental.
Mas fique tranquilo(a): você não está sozinho(a) nisso e dá pra ajustar. O que muitos médicos costumam fazer nesses casos é:
Rever a dose, se os sintomas já estão sob controle;
Trocar a paroxetina por outro remédio mais leve nesse aspecto, como escitalopram, sertralina ou até a vortioxetina, que costuma preservar melhor a libido;
Substituir a risperidona por outro antipsicótico mais “suave”, como aripiprazol ou quetiapina, que têm menos chance de dar esse travamento mental;
Em alguns casos, pode-se até associar algo só pra ajudar na parte sexual, mas isso depende muito do caso e precisa de avaliação médica.
O mais importante é: não fique sofrendo calado(a). Leva essa conversa de forma aberta pro seu psiquiatra. Tem jeito de melhorar esses efeitos sem perder os ganhos que você teve até agora com o tratamento.
Seu bem-estar emocional, físico e até sexual faz parte da saúde mental, sim. E tratamento bom é aquele que ajuda sem te limitar.
O que você está sentindo — como ganho de peso, dificuldades na parte sexual (como anorgasmia ou falta de resposta) e também essa sensação de estar meio travado pra pensar, se concentrar ou se expressar — é sim algo que pode acontecer com esses dois remédios, especialmente juntos.
A paroxetina, apesar de ser ótima pra TOC, é conhecida por dar efeitos colaterais sexuais fortes em algumas pessoas. Já a risperidona, mesmo em doses baixas, pode pesar um pouco na cognição e também mexer com a parte hormonal, o que pode afetar desde o humor até o desempenho sexual e mental.
Mas fique tranquilo(a): você não está sozinho(a) nisso e dá pra ajustar. O que muitos médicos costumam fazer nesses casos é:
Rever a dose, se os sintomas já estão sob controle;
Trocar a paroxetina por outro remédio mais leve nesse aspecto, como escitalopram, sertralina ou até a vortioxetina, que costuma preservar melhor a libido;
Substituir a risperidona por outro antipsicótico mais “suave”, como aripiprazol ou quetiapina, que têm menos chance de dar esse travamento mental;
Em alguns casos, pode-se até associar algo só pra ajudar na parte sexual, mas isso depende muito do caso e precisa de avaliação médica.
O mais importante é: não fique sofrendo calado(a). Leva essa conversa de forma aberta pro seu psiquiatra. Tem jeito de melhorar esses efeitos sem perder os ganhos que você teve até agora com o tratamento.
Seu bem-estar emocional, físico e até sexual faz parte da saúde mental, sim. E tratamento bom é aquele que ajuda sem te limitar.
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Sempre que você iniciar um tratamento psiquiátrico existe a chance de ter efeitos colaterais, com esta combinação de medicação os efeitos colaterais relatados são comum, minha sugestão e que converse com seu psiquiatra para trocar as medicações.
O que você descreve é bastante frequente. Tanto a paroxetina (um ISRS) quanto a risperidona podem causar efeitos colaterais sexuais — como dificuldade para atingir o orgasmo e redução da libido — e também lentificação cognitiva leve, como dificuldade de concentração ou fluência verbal.
Existem estratégias seguras para lidar com isso, como:
Reduzir gradualmente a dose (sempre com orientação médica);
Trocar por outro antidepressivo com menor impacto sexual;
Ou associar medicações que atenuem esses efeitos, conforme cada caso.
Esses sintomas não significam que o tratamento deva ser interrompido, mas sim que está na hora de discutir ajustes com o psiquiatra — para equilibrar eficácia e qualidade de vida.
Existem estratégias seguras para lidar com isso, como:
Reduzir gradualmente a dose (sempre com orientação médica);
Trocar por outro antidepressivo com menor impacto sexual;
Ou associar medicações que atenuem esses efeitos, conforme cada caso.
Esses sintomas não significam que o tratamento deva ser interrompido, mas sim que está na hora de discutir ajustes com o psiquiatra — para equilibrar eficácia e qualidade de vida.
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