Eu desde de criança sempre falei sozinho e ando de um lado para o outro, sempre imaginando situações

19 respostas
Eu desde de criança sempre falei sozinho e ando de um lado para o outro, sempre imaginando situações e fantasias até às vezes imaginando ser outras pessoas e criando personas, mas sempre foi algo que fiz consciente disso e faço todos os dias, as músicas geralmente são gatilhos e através da música vou criando essas situações na minha mente, mas não o faço em público tudo isso faço particularmente, existe algo de estranho ou anormal nisso? Devo me preocupar?
Olá! Não existe nada de anormal em fantasiar, se você consegue separar e discernir o que é fantasia do que é realidade.
Como psicóloga o que acho intrigante é a necessidade de tanta fantasia... imaginando que seja um adulto, qual a função destas fantasias, será que há algo na realidade que não lhe agrada?

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Dra. Sônia Paes
Psicólogo
Niterói
As situações são problemas quando interferem nas atividades do cotidiano.
Dr. José Augusto Avelar
Psicólogo, Terapeuta complementar
Sarandi
Olá! eu não que conversar sozinho seja fora do normal. quem de nós já não nos pegamos falando sozinho? Só passa ser anormal quando interfere nas atividade e atitudes do dia a dia. Quando falamos sozinho na verdade estamos conversando com o outro que existe em mim. Quando digo eu estou falando sozinho, quem é este eu que está falando com quem e se acha sozinho?
Precisamos conversar conosco a cada dia.
Dra. Ana M. Capitanio
Psicólogo
São Paulo
Olá, a meu ver, pelo que relatou, você consegue separar a realidade da fantasia e isto é bom! Só não é legal quando isso atrapalha seu dia-a-dia, interferindo na sua atenção e concentração, por exemplo.
Nós, seres humanos, desenvolvemos esta capacidade de fantasiar, de imaginar, de dar significado às coisas. Esta capacidade se dá graças à função semiótica da nossa mente. Filmes, desenhos, romances, músicas, construções arquitetônicas, pinturas, esculturas, etc, inclusive ir à Lua, à Marte, só se tornaram coisas concretas porque foram antes, imaginadas, projetadas, planejadas.
Como sugestão, você poderia direcionar sua imaginação: você poderia desenhar, escrever, pintar, etc... O que acha?
Um abraço!
Olá, boa tarde, como os colegas colocaram muito bem, desde que esse fantasiar não invada aspectos concretos da sua vida, não a nada de "anormal" no que você faz.
 Teresinha Silveira
Psicólogo
Recife
Falar só é um comportamento normal. De uma forma ou de outra fazemos isso. Porém tudo dentro do seu equilíbrio. Se isso está incomodando ou preocupando e principalmente lhe parecendo exagerado, seria sugestivo se conhecer melhor e entender as razões através de um processo terapêutico.
 Edgar de Lima Fonseca
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
Falar sozinho, imaginar e criar situações é sem dúvida uma potência própria do humano e que não está restrita apenas às crianças. Faz sentido inclusive que a arte da música seja um gatilho disparador dessa imaginação. O que há de importante para se observar aí é que você não confunde essas criações com a realidade e seu julgamento sobre isso, como algo preocupante ou anormal.
 Ivana Werner
Psicólogo
Porto Alegre
Olá, os colegas já comentaram que esse processo pode acontecer desde que não interfira no seu dia a dia. Acredito que é importante analisar se utilizas essas "personas" para "fugir" do teu eu, da tua identidade. A psicoterapia pode te ajudar a identificar as razões desse comportamento.
 Thiago de Sousa
Psicanalista, Psicólogo
Rio de Janeiro
O termo fantasia muitas vezes é confundido com o devanio, que parece pela sua breve colocação ser o seu caso. Freud usa o termo em alemão Phantasien, talvez aí na nossa língua surja essa confusão, por mais que fantasia e devaneio não são necessariamente a mesma coisa tecnicamente falando. Os devaneios podem se qualificar como sonhos diurnos, cenas, episódios,
romances, ficções, que o indivíduo forja e a si mesmo conta no estado de vigília. Ou seja, algo que parte da consciência e que num primeiro momento não há o que se preocupar, desde que isso não tome uma dimensão que venha a confundir sua relação consigo mesmo e com o outro.
Olá! Sugiro que faça psicoterapia para entender se vc cria essas histórias e personas como forma de "não viver" a sua realidade. O que vc relata faz parte da criatividade humana e vc pode inclusive canalizar isso para alguma atividade artística. Um abraço!
Nesse caso a terapia pode ser uma ótima opção. Avaliar junto com um profissional os possíveis prejuízos que anda tendo no seu dia a dia, em que momentos esses comportamentos aparecem, a frequência, e a função desses comportamentos, e com o psicólogo, tatear a experiência no momento da sessão quando for eliciada, a partir daí, acredito que a psicoterapia ajudará a desenvolver uma atenção mais flexível sobre os momentos que causam sofrimento e a identificar padrões de comportamento e suas funções. Espero ter ajudado, caso queira alguma informação estarei a disposição.
 Marcos Fernandes
Psicólogo, Psicanalista
Goiânia
Não há nada de anormal ou estranho em falar sozinho ou andar de um lado para o outro enquanto imagina situações e fantasias. É comum que as pessoas façam isso para se divertir ou para relaxar. No entanto, se você sentir que isso está afetando sua vida diária ou se você está tendo dificuldade em controlar essas fantasias, então você pode querer procurar ajuda de um profissional. Um psicanalista pode ajudá-lo a entender melhor o que está acontecendo e ajudá-lo a encontrar maneiras de lidar com isso.
Falar sozinho, imaginar situações e criar fantasias são comportamentos que muitas pessoas realizam como parte de seus processos de pensamento e criatividade. Essas atividades são formas de autoexpressão, processamento emocional ou até mesmo exercício podem ser criativos da mente. No contexto privado e consciente, essas atividades geralmente não são consideradas anormais ou específicas.

No entanto, essas atividades estão começando a causar desconforto, atrapalhando suas atividades diárias, afetando sua capacidade de se concentrar em tarefas ou causando preocupações graves, pode ser útil discutir isso com um profissional de saúde mental. Eles podem ajudar a avaliar esses comportamentos relacionados a algum transtorno ou se são apenas uma parte normal de sua experiência.

Lembre-se de que todos nós temos maneiras diferentes de lidar com nossos pensamentos e emoções. O importante é se sentir confortável e funcionar bem no dia a dia. Se você tem preocupações, um profissional de saúde mental pode ajudar
Dr. Ildelfonso Mesquita
Psicólogo
Salvador
Olá, pelos seus relatos, no momento não vejo nada anormal, nas fantasias, isto é, até no momento em que você está consciente. É importante, que você possa diferenciar as fantasias criadas em sua realidade de mundo. Se você consegue fazer uma diferença de realidades, ou seja, das ideais para o real, já é importante. Não perder de vista o aqui e agora.
 Aline Braga
Psicólogo
Rio de Janeiro
Olá. Na terapia poderemos entender o que o faz criar essas fantasias/devaneios na sua cabeça. Entender do que você parece querer fugir. Mas isso vai se desdobrar com as sessões, para algo mais aprofundado. Estou a disposição.
A fantasia faz parte, desde que você a separe da vida real e concreta e isso não te prejudique.
 Cirano Araújo
Psicólogo, Psicanalista
Belo Horizonte
Olá, como tem passado?
O que você conta um pouco é algo que muitas pessoas fazem de forma natural, especialmente em momentos de introspecção ou criatividade. Essas fantasias, situações ou enredos, podem ser compreendidas como uma forma de algumas coisas inconsciente se expressarem e como um meio de elaborar desejos, conflitos internos ou até de explorar aspectos de si mesmo que talvez não se manifestem diretamente na realidade.
A relação entre música e imaginação também é significativa, traz à tona alguns sentimentos ou situações que ressoam com sua história interna. O fato de você fazer isso conscientemente e apenas em momentos privados indica que essa prática tem um lugar funcional em sua vida, talvez como uma maneira de lidar com o mundo ou encontrar um espaço de criatividade e expressão.
Não é algo que necessariamente precise de uma preocupação, é algo saudável imaginar, pensar, fantasiar, criar e desejar. Essas práticas só se tornam preocupantes se começarem a interferir significativamente na sua vida diária, nos seus relacionamentos ou no seu bem-estar emocional de maneira realmente patológica.
Se quiser explorar essas questões mais profundamente, a terapia pode oferecer um espaço seguro para refletir sobre como essas fantasias ajudam você a navegar pelas emoções e pela vida, sigo à disposição.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

O que você descreve pode parecer incomum para algumas pessoas, mas na verdade, é algo que muitas fazem em maior ou menor grau. Criar cenários, imaginar interações e até desenvolver personas pode ser um reflexo de uma mente criativa e ativa. Isso pode estar ligado a um processo chamado imaginatividade vívida, que é a habilidade de mergulhar profundamente em mundos internos, quase como se fossem reais. Muitas pessoas usam esse tipo de pensamento para processar emoções, estimular a criatividade ou simplesmente como uma forma de entretenimento mental.

Do ponto de vista da neurociência, nosso cérebro tem uma rede chamada Default Mode Network (DMN), que é ativada quando estamos em repouso ou imersos em pensamentos internos. Essa rede está associada à criatividade, autorreflexão e até mesmo à construção de identidade. O fato de você conseguir controlar esse processo e diferenciá-lo da realidade já indica que não há uma desconexão preocupante. O ponto de atenção seria se esse hábito começasse a interferir na sua vida, te afastando de interações reais ou trazendo sofrimento.

Você já se perguntou qual é a função dessas criações para você? Elas te ajudam a processar emoções, a fugir de algo ou simplesmente a se entreter? Você sente que precisa delas para se sentir bem? Se não há prejuízos no seu dia a dia e você tem consciência desse comportamento, talvez não seja algo para se preocupar, mas sim para entender melhor. Caso sinta que isso está ocupando um espaço muito grande na sua vida ou gerando dúvidas sobre si mesmo, conversar sobre isso em terapia pode trazer mais clareza. Caso precise, estou à disposição!

Olá,
- Na verdade, pode ser um sinal de criatividade. Já tentou escrever essas situações que você fica imaginando, isso pode ajudar a aliviar caso esteja sentindo algo desconfortável. Sempre tente ser parceiro/a dos seus pensamentos.
- Caso queira nos mandar mais detalhes, ficarei feliz em responder.
Abraços

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