Eu tenho desejos homossexuais, mas não me relaciono com ninguém, pois não quero. Também não é uma co

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Eu tenho desejos homossexuais, mas não me relaciono com ninguém, pois não quero. Também não é uma coisa que as pessoas sabem sobre mim, embora desconfiem. Eventualmente surge uma oportunidade e acaba rolando de eu ficar com alguém. Essas ocasiões ocorrem, por exemplo, na academia onde treino. Há uma troca de olhares com a pessoa, vamos ao banheiro e lá rola algo, mas nunca uma penetração.

Ocorre que, após essas poucas ocasiões em que isso acontece, eu me sinto um lixo e perco completamente a vontade de me relacionar com qualquer pessoa, além de me dar um arrependimento de ter feito aquilo, ainda que, no momento, tenha sido bom.

Eu fico extremamente ansioso após isso, com uma sensação de vazio, de que eu não tenho nenhum valor, de que eu não deveria ter feito aquilo e isso me impede de criar qualquer espécie de relacionamento com qualquer pessoa.

Uma vez, por exemplo, eu estava tomando banho na academia, o professor entrou e foi tomar banho também, rolou uma masturbação mútua, na qual apenas eu ejaculei. Após isso eu fiquei em crise, uma sensação contínua de ansiedade, além de me sentir imundo por ter permitido tocar e ser tocado por ele.


Depois disso eu comecei a evitar, mas acabou rolando novamente com outra pessoa, que queria me beijar e fazer outras coisas, mas eu não permiti e foi bem frustrante ter iniciado isso.

Eu não sei o que fazer. O que você me diz?
Olá! Obrigado por compartilhar sua experiência tão aberta e sincera. O que você relata envolve sentimentos complexos sobre seus desejos e comportamentos, além de uma forte reação emocional posterior, como ansiedade, arrependimento e baixa autoestima. Esses sentimentos são importantes de serem acolhidos, pois refletem como você se percebe e o impacto que essas situações têm para você.

Do ponto de vista da psicologia atual, não há nada errado em sentir desejos homossexuais ou explorar sua sexualidade, desde que isso aconteça de maneira que você se sinta seguro e respeitado. A dificuldade que você descreve em lidar com esses momentos e as emoções posteriores podem estar relacionadas a conflitos internos, questões de autovalorização e possíveis expectativas sociais ou pessoais que pesam em você.

Na Gestalt-terapia, trabalhamos com o foco no aqui e agora, valorizando a consciência do que você sente e pensa no momento, e buscando ampliar sua autonomia para escolhas que respeitem seu ritmo e seus limites. É possível explorar essas sensações e significados sem julgamento, ajudando você a se reconhecer de forma mais integrada e menos fragmentada, diminuindo essa ansiedade e o sentimento de “não valor” que você mencionou.

Se desejar, estou à disposição para acompanhá-lo nesse processo, criando um espaço seguro para você se conhecer melhor e lidar com essas questões com mais leveza e autocompaixão.

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Obrigado por compartilhar algo tão íntimo — é compreensível que isso esteja te deixando confuso, angustiado e até dividido por dentro. O que você descreve toca em muitos níveis: o desejo, o impulso, a culpa, a solidão, a vergonha, a vontade de se relacionar e, ao mesmo tempo, o medo e a sensação de vazio que vem logo depois.

Talvez uma boa pergunta para começar seja: o que exatamente te machuca depois que esses encontros acontecem? É o ato em si? É o fato de ser com outro homem? É o jeito como aconteceu, em segredo e com pressa? Ou é o que tudo isso parece dizer sobre quem você é — mesmo que você não tenha conseguido ainda colocar em palavras?

Você fala de algo que, no momento, parece bom. Mas que, depois, se transforma em arrependimento, nojo de si mesmo, ansiedade. Parece que há aí uma espécie de corte entre o corpo e a mente, entre o prazer e o valor, como se o que te dá prazer te retirasse valor, ou te fizesse sentir "imundo", como você disse.

E isso não costuma vir do nada. Esses sentimentos de culpa, medo, sensação de "não ter valor", muitas vezes não são só seus. São ecos de olhares, de normas, de discursos que você foi ouvindo sobre o que é certo ou errado, limpo ou sujo, digno ou vergonhoso. Às vezes a gente carrega dentro do corpo marcas de coisas que nos disseram — ou que a sociedade inteira insiste em repetir — mesmo quando, lá no fundo, a gente não concorda com tudo aquilo.

Mas quando essas experiências acontecem às escondidas, no impulso, talvez sem tempo ou espaço para pensar sobre elas com calma, elas podem reforçar a ideia de que o desejo precisa sempre ser escondido ou controlado à força, como se ele fosse perigoso demais.

Você não está sozinho nisso. Muitos homens (e mulheres também) vivem esses conflitos entre o que sentem, o que desejam, o que aprendem que "deveriam" sentir, e o que conseguem viver. E quando não há espaço para pensar sobre isso com cuidado e sem julgamento, a única forma de lidar acaba sendo pela culpa, pelo arrependimento, pela tentativa de controle.

Mas talvez exista outra saída. Uma forma mais humana, mais gentil, mais profunda de se aproximar do que você sente, sem se reduzir a isso, sem precisar decidir tudo de uma vez, mas podendo olhar com mais clareza e liberdade para as contradições que existem em você — e que existem em todos nós.

A sua história não está dada de antemão. E o desejo, por mais confuso que pareça, não precisa ser vivido como uma sentença ou um erro. Pode ser também um caminho para se conhecer melhor.

Se você quiser, pode ser o momento de buscar um espaço de escuta profissional, onde você possa falar dessas experiências sem ser medido por elas. Onde o objetivo não seja "consertar" nada em você, mas compreender de onde vem esse conflito, o que ele significa pra você, e que caminhos você quer — e pode — seguir a partir disso.

Seu sofrimento merece cuidado, não julgamento. E esse cuidado pode começar justamente por não se calar mais sobre o que dói.
O que você descreve é um conflito interno entre seus desejos e seus valores, que gera ansiedade e culpa. É importante buscar um espaço terapêutico seguro, onde você possa compreender esses sentimentos sem pressões externas, respeitando sua fé e suas escolhas. A psicoterapia pode ajudar a lidar com esse conflito de forma mais saudável, sem impor caminhos, mas oferecendo apoio para que você encontre sua própria forma de viver com menos sofrimento.
Bom dia, como está?
Neste caso, é muito importante você se conhecer melhor, principalmente para entender estes sentimentos de rejeição de um desejo prazeroso, como por exemplo, o que te faz ter este sentimento de aversão na relação.
É uma angústia existencial que está ligado ao desconhecido, ao não entendimento destes sentimentos.

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