Eu tenho problemas com ansiedade forte tomo medicação fluoxetina e ansitec, curso psicologia e ano q

4 respostas
Eu tenho problemas com ansiedade forte tomo medicação fluoxetina e ansitec, curso psicologia e ano que vem tenho estágio e eu tenho muito medo de trabalhar de ter uma responsabilidade sei lá, isso me deixa deprimida, com uma sensação de medo muito forte, já tive crises de ansiedade com esse medo, as vezes piora quando vejo que as pessoas conseguem sem ter medo agem normal, já eu é horrível sentir isso, e pensando que não mereço nada ou nunca vou conseguir me desenvolver, me sinto tão mal e com medo com ansiedade deprimida sei lá que as vezes sinto que não mereço, toda vez que alguém fala sobre trabalhar ou que tenho que fazer isso, eu entro em uma ansiedade muito forte vontade de chorar, e me sinto uma pessoa fracassada porque sinto medo e falta de motivação e desânimo pra essas coisas sabendo que é algo normal de alguém fazer, já coisas simples são muito difíceis de eu conseguir lidar, então fico nesse ciclo horrível todos os dias, com uma agonia de chegar final do ano e não querer encarar isso
Olá! Como você já tem ciência dessas dificuldades e dos sintomas subsequentes, é preciso elaborar melhor essas questões no processo psicoterápico. Durante o acompanhamento psicológico, as pessoas tendem a ter um autocontrole e ter estratégias de enfrentamento. É possível lidar com medo, ansiedade, depressão, entre outros e ainda sim, ter uma vida social e desenvolver atividades da vida cotidiana. Tudo com acompanhamento adequado e protagonismo do paciente.

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 Cirano Araújo
Psicólogo, Psicanalista
Belo Horizonte
Olá, como tem passado?
Acredito que pela psicanálise, entendemos que a ansiedade não é só um “defeito da mente”, mas um sinal de algo do inconsciente que se faz presente. O medo que aparece diante do estágio pode não estar ligado apenas à atividade em si, mas ao que ela representa para você. A ansiedade fala de um conflito que não se resolve só com força de vontade, mas também é um sinal de que há algo a ser escutado mais a fundo.
A sua dor não significa que você seja “fracassada” ou “incapaz”, mas que existe uma forma particular como o seu inconsciente lida com o desejo, o medo e a responsabilidade. Reconhecer isso já é um passo para não se reduzir à comparação com quem “consegue sem medo”.
Por isso, além da medicação que já faz parte do seu cuidado, pode ser muito importante encontrar um espaço terapêutico para falar sobre esse sofrimento. Falar e elaborar, em análise ou em outra forma de acompanhamento, abre a possibilidade de transformar essa angústia em algo menos paralisante. Não se trata de “tirar o medo” de uma vez, mas de descobrir caminhos próprios para lidar com ele.
Espero ter ajudado e sigo à disposição para ajudar mais nesse processo.
Esses sintomas de medo de não conseguir dar conta, de não merecer nada, ser uma fracassada, são sintomas comuns a muitas pessoas e realmente podem causar muito sofrimento. Por outro lado, esses tipos de sintomas são tratáveis por muitas abordagens de psicologia e nesse sentido, um psicólogo, com quem você se sinta bem e tenha confiança, pode te ajudar.
 Luiz Siqueira
Psicólogo
Rio de Janeiro
Obrigada por falar disso. O que você descreve é muito doloroso, mas não te faz fraca ou fracassada. O que você vive é ansiedade intensa ligada a medo de responsabilidade e desempenho, algo mais comum do que parece, inclusive entre estudantes de psicologia.

Há um ciclo claro: medo → evitação → culpa → mais medo. Pensar no estágio já dispara ansiedade, choro e desânimo. Isso não é preguiça nem falta de vontade; é um sistema nervoso hiperativado, tratando o futuro como ameaça.

A comparação com os outros (“eles conseguem, eu não”) aumenta a autocrítica. Estar na psicologia pode pesar ainda mais, porque surge a sensação de que você “deveria dar conta”. O pensamento de “não mereço” é um sintoma, não uma verdade, e costuma aparecer quando a ansiedade se torna crônica e o corpo fica exausto — o que também rouba a motivação.

O que costuma ajudar de verdade:

Psicoterapia focada em ansiedade, autocrítica e exposição gradual.

Revisar a medicação com o psiquiatra, se os sintomas seguem intensos.

Passos pequenos de exposição, sem tentar encarar tudo de uma vez.

Sentir medo não te desqualifica; fugir dele mantém o ciclo.
Procurar ajuda profissional é fundamental para tratar esses medos antes do estágio e viver uma vida mais próxima do comum, com menos sofrimento. Você não está quebrada — está sofrendo, e isso tem cuidado e tratamento.

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