Existe consenso sobre o tempo mínimo para considerar remissão no Transtorno de Personalidade Borderl
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Existe consenso sobre o tempo mínimo para considerar remissão no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Oi, é um prazer te ter por aqui.
Sim. Estudos longitudinais e protocolos clínicos costumam considerar remissão quando o paciente mantém estabilidade por pelo menos dois anos, sem episódios significativos de autoagressão, impulsividade grave ou instabilidade relacional intensa. No entanto, esse critério é clínico, não absoluto.
Alguns modelos consideram remissão parcial em seis meses e remissão sustentada em dois anos. Outros enfatizam mais o funcionamento do que o tempo. O consenso é que a remissão deve ser avaliada por estabilidade emocional, funcionalidade e qualidade das relações, mais do que por um período rígido.
Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
fernandosegundo.com
Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia On-line em todo o Brasil e presencialmente em Vitória-ES
Abraços
Sim. Estudos longitudinais e protocolos clínicos costumam considerar remissão quando o paciente mantém estabilidade por pelo menos dois anos, sem episódios significativos de autoagressão, impulsividade grave ou instabilidade relacional intensa. No entanto, esse critério é clínico, não absoluto.
Alguns modelos consideram remissão parcial em seis meses e remissão sustentada em dois anos. Outros enfatizam mais o funcionamento do que o tempo. O consenso é que a remissão deve ser avaliada por estabilidade emocional, funcionalidade e qualidade das relações, mais do que por um período rígido.
Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
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Olá, tudo bem? Não existe um consenso único e absoluto sobre o tempo mínimo para considerar remissão no Transtorno de Personalidade Borderline. Em pesquisas clínicas, alguns estudos utilizam períodos específicos, como meses ou anos com redução significativa dos critérios diagnósticos, mas na prática clínica essa avaliação costuma ser mais ampla e cuidadosa do que apenas contar o tempo.
É importante diferenciar melhora, estabilidade parcial, remissão sintomática e recuperação funcional. Uma pessoa pode apresentar menos sintomas por alguns meses, mas ainda ter dificuldades importantes nos relacionamentos, na identidade, na regulação emocional ou na rotina. Por outro lado, alguém pode manter sintomas residuais leves e, ainda assim, apresentar funcionamento muito mais estável e adaptativo. Por isso, o tempo é um critério relevante, mas não suficiente sozinho.
Uma pergunta essencial seria: essa melhora se mantém também em situações de estresse, conflito, frustração ou sensação de rejeição? A pessoa consegue sustentar vínculos, trabalho, estudo e autocuidado de modo consistente? Quando emoções intensas aparecem, ela consegue reconhecê-las e regulá-las com menos impulsividade? Essas perguntas ajudam a entender se há uma remissão mais consolidada ou apenas uma fase temporária de menor ativação emocional.
Do ponto de vista ético e clínico, é preciso cuidado para não transformar a remissão em um rótulo apressado. O mais adequado é que essa avaliação seja feita por profissionais habilitados, considerando a história do paciente, a evolução ao longo do tempo, a presença de sintomas residuais, o nível de funcionamento e o contexto atual de vida. Quando a pessoa já está em tratamento, esse é um tema muito importante para ser conversado com o profissional que a acompanha.
Portanto, embora existam referências de pesquisa que adotem períodos mínimos para estudar remissão, na clínica a compreensão precisa ser individualizada. A remissão no TPB é melhor avaliada pela combinação entre tempo, estabilidade emocional, redução de sintomas e melhora funcional sustentada. Caso precise, estou à disposição.
É importante diferenciar melhora, estabilidade parcial, remissão sintomática e recuperação funcional. Uma pessoa pode apresentar menos sintomas por alguns meses, mas ainda ter dificuldades importantes nos relacionamentos, na identidade, na regulação emocional ou na rotina. Por outro lado, alguém pode manter sintomas residuais leves e, ainda assim, apresentar funcionamento muito mais estável e adaptativo. Por isso, o tempo é um critério relevante, mas não suficiente sozinho.
Uma pergunta essencial seria: essa melhora se mantém também em situações de estresse, conflito, frustração ou sensação de rejeição? A pessoa consegue sustentar vínculos, trabalho, estudo e autocuidado de modo consistente? Quando emoções intensas aparecem, ela consegue reconhecê-las e regulá-las com menos impulsividade? Essas perguntas ajudam a entender se há uma remissão mais consolidada ou apenas uma fase temporária de menor ativação emocional.
Do ponto de vista ético e clínico, é preciso cuidado para não transformar a remissão em um rótulo apressado. O mais adequado é que essa avaliação seja feita por profissionais habilitados, considerando a história do paciente, a evolução ao longo do tempo, a presença de sintomas residuais, o nível de funcionamento e o contexto atual de vida. Quando a pessoa já está em tratamento, esse é um tema muito importante para ser conversado com o profissional que a acompanha.
Portanto, embora existam referências de pesquisa que adotem períodos mínimos para estudar remissão, na clínica a compreensão precisa ser individualizada. A remissão no TPB é melhor avaliada pela combinação entre tempo, estabilidade emocional, redução de sintomas e melhora funcional sustentada. Caso precise, estou à disposição.
Não há um único critério absoluto usado em todos os contextos, mas a remissão costuma ser considerada quando há redução significativa e sustentada dos sintomas por um período consistente. O tempo pode variar conforme o critério clínico, o instrumento utilizado e a evolução do paciente. Por isso, a avaliação deve ser feita por profissional capacitado, considerando sintomas, funcionamento e estabilidade ao longo do tempo.
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