Existe “hipersexualidade” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

4 respostas
Existe “hipersexualidade” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
 Paola Rosa
Psicólogo
Porto Alegre
Sim, no Transtorno de Personalidade Borderline podem ocorrer comportamentos de hipersexualidade ligados à impulsividade e às emoções intensas.
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Pode existir comportamento sexual impulsivo em algumas pessoas com TPB, mas isso não acontece com todas. Em certos casos, a sexualidade pode ser usada como tentativa de aliviar vazio, buscar validação, diminuir angústia ou evitar abandono. Ainda assim, é importante não reduzir a pessoa ao diagnóstico nem tratar a sexualidade como algo necessariamente problemático. O foco deve ser entender se há sofrimento, risco, culpa ou prejuízo na vida da pessoa.
Dra. Érika Lee Silva
Psicólogo
São Paulo
No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) não é um traço fixo, mas pode aparecer como comportamento impulsivo:
a sexualidade pode ser usada para regular emoções, lidar com vazio ou buscar validação.
Sim, a hipersexualidade pode aparecer em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), mas é importante entender isso com cuidado.

No TPB, existe uma dificuldade significativa na regulação emocional e nos relacionamentos interpessoais. Por isso, alguns comportamentos — incluindo os de natureza sexual — podem surgir como formas de lidar com emoções intensas.

Em alguns casos, a sexualidade pode ser utilizada como:

- uma forma de aliviar sentimentos como vazio, angústia ou rejeição;
- uma tentativa de se sentir conectado ao outro;
- uma maneira de evitar ou reparar conflitos no relacionamento;
- um recurso para lidar com o medo de abandono.

Além disso, impulsividade, que é uma característica comum no TPB, também pode contribuir para comportamentos sexuais mais intensos ou pouco planejados.

No entanto, é importante destacar que nem toda pessoa com TPB apresenta hipersexualidade, e quando isso ocorre, não deve ser visto de forma isolada, mas sim dentro de um contexto emocional e relacional mais amplo.

Na prática clínica, o foco não é apenas o comportamento em si, mas compreender:

o que ele está tentando regular ou expressar;
em quais momentos ele aparece;
quais são os impactos na vida da pessoa.

A partir disso, o trabalho terapêutico busca desenvolver formas mais saudáveis de lidar com emoções, relações e impulsos.

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