Falei para a minha psicóloga que amo ela desde bem antes da terapia começar, pq eu já conhecia ela d
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Falei para a minha psicóloga que amo ela desde bem antes da terapia começar, pq eu já conhecia ela de vista do meu bairro e já olhava pra ela com outros olhos e acabei pedindo pra ela ser minha psicóloga. Vejam bem, EU JA OLHAVA COM OUTROS OLHOS UNS 2 ANOS ANTES DA TERAPIA COMEÇAR. Como posso saber se há contratransferencia? Eu sei quando tem essa contratransferencia?
Olá! O que você chama de amor pode ser o eco de um desejo que já habitava você antes mesmo de conhecê-la. A contratransferência é como um sussurro do analista que você só escuta nas entrelinhas – se ela se perder em seus olhos ou se inclinar demais para seu afeto, talvez algo ali pertença mais a ela do que a você. Mas essa resposta não está em suas mãos; está no silêncio que ela não quebra, na ética que a mantém no lugar de analista. Traga isso para sua análise: o que esse amor te faz repetir? Às vezes, amamos no outro o que ainda não nos foi dito.
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Olá. Saber com certeza somente perguntando a ela, qualquer outra resposta é uma interpretação.
Abraço.
Abraço.
Primeiro, quero parabenizá-lo pela sua busca por entender melhor a dinâmica da terapia e o impacto dos sentimentos que você tem pela sua psicóloga. Isso demonstra um nível de autoconsciência e cuidado com o processo terapêutico, o que é muito importante para o seu crescimento.
O conceito de contratransferência está relacionado aos sentimentos, reações e projeções que o terapeuta pode ter em relação ao paciente. Esses sentimentos podem surgir a partir de respostas emocionais, conscientes ou não, que o terapeuta tem diante daquilo que o paciente traz para a terapia. Isso não significa que a contratransferência é algo negativo ou que atrapalha o processo, mas é uma ferramenta importante para a análise tanto do paciente quanto do terapeuta, já que ela pode revelar padrões emocionais e conflitos inconscientes que talvez não estivessem tão evidentes.
No seu caso, o fato de já ter uma sensação de admiração ou afeto pela sua psicóloga antes mesmo de iniciar a terapia é um dado relevante, porque esse tipo de sentimento pode influenciar o que chamamos de transferência – ou seja, você pode projetar emoções que vêm de outras relações (como aquelas com figuras de autoridade ou familiares) para o seu terapeuta. Isso é algo natural, mas que pode gerar, por sua vez, reações no terapeuta, o que pode resultar em contratransferência.
Saber se há contratransferência envolve um processo contínuo de reflexão e autoobservação. Se você perceber que seus sentimentos pela psicóloga estão começando a influenciar o andamento da terapia de forma a dificultar o progresso ou criar um tipo de bloqueio, isso pode ser um sinal de que há uma dinâmica de contratransferência em jogo. A maneira mais eficaz de lidar com isso é conversar abertamente sobre o que você está sentindo. A terapia é um espaço seguro onde esses sentimentos podem ser explorados sem julgamentos, e falar sobre isso com a psicóloga pode ser uma oportunidade para ambos entenderem melhor o que está acontecendo na relação terapêutica.
Por outro lado, também é importante que o terapeuta esteja atento às suas próprias reações emocionais durante as sessões. Se a psicóloga perceber que está respondendo de maneira mais emocional do que o habitual, isso também pode ser uma indicação de que a contratransferência está influenciando a dinâmica. A contratransferência, na verdade, pode ser muito útil para o processo terapêutico, pois ela pode revelar aspectos do paciente que não ficam tão evidentes, ajudando ambos – paciente e terapeuta – a entender melhor os padrões emocionais e os conflitos que estão sendo projetados durante o atendimento.
No final, a chave para perceber se há contratransferência é estar sempre atento aos seus próprios sentimentos durante as sessões e discutir abertamente qualquer desconforto ou inquietação com sua psicóloga. Ao fazer isso, você estará criando um espaço mais transparente e genuíno para que o processo terapêutico aconteça de maneira mais eficaz e profunda.
Espero que essa resposta tenha ajudado a clarear um pouco a situação! Fico à disposição para mais esclarecimentos, caso necessário.
O conceito de contratransferência está relacionado aos sentimentos, reações e projeções que o terapeuta pode ter em relação ao paciente. Esses sentimentos podem surgir a partir de respostas emocionais, conscientes ou não, que o terapeuta tem diante daquilo que o paciente traz para a terapia. Isso não significa que a contratransferência é algo negativo ou que atrapalha o processo, mas é uma ferramenta importante para a análise tanto do paciente quanto do terapeuta, já que ela pode revelar padrões emocionais e conflitos inconscientes que talvez não estivessem tão evidentes.
No seu caso, o fato de já ter uma sensação de admiração ou afeto pela sua psicóloga antes mesmo de iniciar a terapia é um dado relevante, porque esse tipo de sentimento pode influenciar o que chamamos de transferência – ou seja, você pode projetar emoções que vêm de outras relações (como aquelas com figuras de autoridade ou familiares) para o seu terapeuta. Isso é algo natural, mas que pode gerar, por sua vez, reações no terapeuta, o que pode resultar em contratransferência.
Saber se há contratransferência envolve um processo contínuo de reflexão e autoobservação. Se você perceber que seus sentimentos pela psicóloga estão começando a influenciar o andamento da terapia de forma a dificultar o progresso ou criar um tipo de bloqueio, isso pode ser um sinal de que há uma dinâmica de contratransferência em jogo. A maneira mais eficaz de lidar com isso é conversar abertamente sobre o que você está sentindo. A terapia é um espaço seguro onde esses sentimentos podem ser explorados sem julgamentos, e falar sobre isso com a psicóloga pode ser uma oportunidade para ambos entenderem melhor o que está acontecendo na relação terapêutica.
Por outro lado, também é importante que o terapeuta esteja atento às suas próprias reações emocionais durante as sessões. Se a psicóloga perceber que está respondendo de maneira mais emocional do que o habitual, isso também pode ser uma indicação de que a contratransferência está influenciando a dinâmica. A contratransferência, na verdade, pode ser muito útil para o processo terapêutico, pois ela pode revelar aspectos do paciente que não ficam tão evidentes, ajudando ambos – paciente e terapeuta – a entender melhor os padrões emocionais e os conflitos que estão sendo projetados durante o atendimento.
No final, a chave para perceber se há contratransferência é estar sempre atento aos seus próprios sentimentos durante as sessões e discutir abertamente qualquer desconforto ou inquietação com sua psicóloga. Ao fazer isso, você estará criando um espaço mais transparente e genuíno para que o processo terapêutico aconteça de maneira mais eficaz e profunda.
Espero que essa resposta tenha ajudado a clarear um pouco a situação! Fico à disposição para mais esclarecimentos, caso necessário.
É compreensível que você esteja confuso com o que sente e queira entender melhor o que está acontecendo na relação terapêutica. Sentimentos como afeto, idealização ou até amor podem surgir naturalmente na terapia, especialmente quando já existia uma admiração anterior. Isso faz parte do que chamamos de transferência, quando emoções passadas ou profundas são projetadas no terapeuta. A contratransferência, por outro lado, diz respeito ao que o terapeuta sente em resposta a você. No entanto, isso não é algo que você possa identificar sozinho com certeza, pois faz parte do campo interno da profissional, que é treinada para reconhecer, elaborar e manejar esses sentimentos de forma ética. O mais importante agora é você continuar sendo honesto na terapia e abrir espaço para explorar esses sentimentos, sem pressa. Sua sinceridade pode se tornar um caminho potente de autoconhecimento, desde que acolhido com cuidado e escuta. Esse processo pode te revelar muito mais do que imagina.
Olá, primeiramente é importante ser levantado algumas questões. Quando você pensou em fazer terapia com esta psicóloga a qual já se sentia atraído e não com outra tinha alguma outra intenção para além do tratamento? Se sim, não seria mais efetivo ter tentado falar abertamente com ela sobre seu sentimento? Sobre uma possível contra transferência da parte dela , só há como saber se ela externalizar isso de alguma forma
Então, temos dois momentos na sua fala, um técnico e outro que todos estamos sujeitos, as espontaneidades da vida.
Parte técnica:
Contra transferência, também é uma transferência, porém do ponto de vista da pessoa profissional que está manejando a terapia, quer dizer, a forma mais eficaz, ou próxima de chegar a saber o desejo que domina a transferência de sua terapeuta, seria a(o) própria(o) terapeuta dela, ajudando-a com seus conflitos e necessidades internas, dito de outra forma, seria um peso que você não deveria carregar, ter essa resposta, buscar esta resposta, caso contrário a terapia entra numa dinâmica de troca de papéis reais pela fantasia de alcançar o desejo do outro.
Imaginando que você já externou isto a ela, o que foi excelente, acredito que o manejo terapêutico deva estar acontecendo para ajustar a aliança terapêutica de vocês, prova disto, você trás esta pergunta, o que é muito bom também, pois teus pensamentos e reflexões estão virando fala e se tornando reais.
O que nos leva à parte das espontaneidades da vida, indo adiante, existiu um pedido que te fez iniciar a terapia, e ele foi atendido, e por mais que tenha sido por motivos diferentes, o seu do dela, permitiu que você criasse coragem de dialogar com os teus afetos, e acredito que esta mesma dinâmica deve ser utilizada a partir de agora na sua vida, uma vez que a sua psicóloga é um objeto de transferência amorosa, e objeto este que cumpre seu papel de receber esta transferência - destaco o papel - ela não é de fato o teu objeto de amor, contudo foi possível você se conectar e descobrir a profundidade deste sentimento através da existência dela, logo, levar esse modelo de conexão à pessoas reais da sua vida que podem ocupar de fato e de direito este objeto de amor seria o caminho a ser experimentado, sendo direto, você teve contato com a sensação e o desejo de amar, agora basta direcionar isto a quem de fato ocuparia este papel de receber seu amor.
Com certeza a presença da sua atual terapeuta já suscitava esse sentimento em você antes dela ser sua psicóloga por ter características que você gosta em uma pessoa, mas entendo que ela não é essa pessoa, basta ver que forma de se conectar a ela inconscientemente foi pedindo terapia, isso também é pedir para ser cuidada, e que bom que você já pôde experimentar isso, agora é ter/receber o manejo adequado para viver este sentimento verdadeiro na sua vida fora da terapia.
Desejo tudo de bom e que você encontre, e vai encontrar, pessoas que irão se conectar a você.
Parte técnica:
Contra transferência, também é uma transferência, porém do ponto de vista da pessoa profissional que está manejando a terapia, quer dizer, a forma mais eficaz, ou próxima de chegar a saber o desejo que domina a transferência de sua terapeuta, seria a(o) própria(o) terapeuta dela, ajudando-a com seus conflitos e necessidades internas, dito de outra forma, seria um peso que você não deveria carregar, ter essa resposta, buscar esta resposta, caso contrário a terapia entra numa dinâmica de troca de papéis reais pela fantasia de alcançar o desejo do outro.
Imaginando que você já externou isto a ela, o que foi excelente, acredito que o manejo terapêutico deva estar acontecendo para ajustar a aliança terapêutica de vocês, prova disto, você trás esta pergunta, o que é muito bom também, pois teus pensamentos e reflexões estão virando fala e se tornando reais.
O que nos leva à parte das espontaneidades da vida, indo adiante, existiu um pedido que te fez iniciar a terapia, e ele foi atendido, e por mais que tenha sido por motivos diferentes, o seu do dela, permitiu que você criasse coragem de dialogar com os teus afetos, e acredito que esta mesma dinâmica deve ser utilizada a partir de agora na sua vida, uma vez que a sua psicóloga é um objeto de transferência amorosa, e objeto este que cumpre seu papel de receber esta transferência - destaco o papel - ela não é de fato o teu objeto de amor, contudo foi possível você se conectar e descobrir a profundidade deste sentimento através da existência dela, logo, levar esse modelo de conexão à pessoas reais da sua vida que podem ocupar de fato e de direito este objeto de amor seria o caminho a ser experimentado, sendo direto, você teve contato com a sensação e o desejo de amar, agora basta direcionar isto a quem de fato ocuparia este papel de receber seu amor.
Com certeza a presença da sua atual terapeuta já suscitava esse sentimento em você antes dela ser sua psicóloga por ter características que você gosta em uma pessoa, mas entendo que ela não é essa pessoa, basta ver que forma de se conectar a ela inconscientemente foi pedindo terapia, isso também é pedir para ser cuidada, e que bom que você já pôde experimentar isso, agora é ter/receber o manejo adequado para viver este sentimento verdadeiro na sua vida fora da terapia.
Desejo tudo de bom e que você encontre, e vai encontrar, pessoas que irão se conectar a você.
Entendo que esse sentimento de amor que você menciona pode ser complexo, especialmente por existir antes mesmo do início da terapia. Quando fala em "amar", seria algo próximo a uma admiração profunda, ou um sentimento mais romântico?
A transferência e a contratransferência são fenômenos naturais no processo terapêutico e podem surgir de diversas formas. Cabe ao psicólogo, de acordo com o Código de Ética, reconhecer e manejar essas dinâmicas de modo a preservar o espaço terapêutico como um lugar seguro e focado no seu crescimento. Como você já chegou à terapia com esses sentimentos, pode ser muito produtivo explorar o que eles significam para você: que necessidades, projeções ou desejos eles representam?
Sugiro que converse abertamente com sua psicóloga sobre isso, pois trabalhar juntos nessa questão pode trazer insights valiosos para o seu processo. Fique à vontade para refletir sobre isso e, se sentir que é necessário, retomar o assunto com ela. A terapia é justamente o espaço para entendermos esses movimentos internos.
A transferência e a contratransferência são fenômenos naturais no processo terapêutico e podem surgir de diversas formas. Cabe ao psicólogo, de acordo com o Código de Ética, reconhecer e manejar essas dinâmicas de modo a preservar o espaço terapêutico como um lugar seguro e focado no seu crescimento. Como você já chegou à terapia com esses sentimentos, pode ser muito produtivo explorar o que eles significam para você: que necessidades, projeções ou desejos eles representam?
Sugiro que converse abertamente com sua psicóloga sobre isso, pois trabalhar juntos nessa questão pode trazer insights valiosos para o seu processo. Fique à vontade para refletir sobre isso e, se sentir que é necessário, retomar o assunto com ela. A terapia é justamente o espaço para entendermos esses movimentos internos.
A contratransferência é uma resposta emocional do analista ao paciente. Quando o sentimento vem de quem procura a terapia, antes mesmo de iniciar, o mais importante é levar esse tema para o setting e elaborá-lo com honestidade. Relações transferenciais são valiosas para o processo analítico — e não motivo de culpa.
O simples fato de estar perguntando é porque existe a dúvida. E se há dúvida com certeza algo de real está ai. Na verdade, o termo é transferência. Que nada mais é do que uma idealização do psicólogo como a pessoa ideal. Que nos entende, nos suporta e dá o acolhimento que não tivemos. É muito natural que surja o amor, a paixão. Mas é muito importante que você tenha essa consciência também. Pois o que você idealiza é tudo que não existiu nas pessoas que você amou até hoje em uma única pessoa. O que faltou em sua mãe, no seu pai, nos seus relacionamentos, concentram-se ali, na psicóloga. É obvio que ela não é essa pessoa que você idealizou inconscientemente.
Olá, a contratransferência é algo que acontece do lado da psicóloga, e só ela pode saber, refletir e trabalhar isso. É comum, e os profissionais são treinados para lidar com isso de forma ética e consciente. Mas se você está sentindo algo diferente — como um envolvimento emocional, talvez seja interesse levar pra sessão sobre como vc tem se sentido em relação a isso.
Oi, tudo bem? Primeiro, quero te parabenizar pela coragem de falar sobre o que sente — não é fácil abrir esse tipo de questão, e isso mostra o quanto você está envolvido com seu processo.
Ter sentimentos pelo(a) terapeuta é algo que pode acontecer, sim. Você já sentia algo por ela antes da terapia começar, e é natural que, ao entrar em um espaço íntimo e acolhedor como o da terapia, esses sentimentos ganhem mais força ou fiquem mais evidentes.
Sobre a contratransferência (ou seja, o que o terapeuta sente em relação ao paciente), isso é algo que só a própria terapeuta pode perceber e cuidar dentro do compromisso ético da profissão. Um bom profissional está sempre atento às próprias reações e, quando necessário, busca supervisão para garantir que o foco continue sendo o seu bem-estar.
O mais importante aqui é o que você já está fazendo: falar sobre isso abertamente. Isso pode ser muito valioso para o seu processo — entender de onde vem esse sentimento, o que ele representa na sua história e como ele pode estar ligado a outras vivências emocionais suas.
Você não precisa saber se há contratransferência ou não — o que importa é como você se sente e como isso está impactando a sua terapia. Vale trazer tudo isso para a próxima sessão, com sinceridade e sem medo de ser julgado.
Se quiser continuar conversando sobre isso por aqui, estou à disposição. Você está fazendo algo muito bonito: se olhando com verdade.
@andreduartepsicologo
Ter sentimentos pelo(a) terapeuta é algo que pode acontecer, sim. Você já sentia algo por ela antes da terapia começar, e é natural que, ao entrar em um espaço íntimo e acolhedor como o da terapia, esses sentimentos ganhem mais força ou fiquem mais evidentes.
Sobre a contratransferência (ou seja, o que o terapeuta sente em relação ao paciente), isso é algo que só a própria terapeuta pode perceber e cuidar dentro do compromisso ético da profissão. Um bom profissional está sempre atento às próprias reações e, quando necessário, busca supervisão para garantir que o foco continue sendo o seu bem-estar.
O mais importante aqui é o que você já está fazendo: falar sobre isso abertamente. Isso pode ser muito valioso para o seu processo — entender de onde vem esse sentimento, o que ele representa na sua história e como ele pode estar ligado a outras vivências emocionais suas.
Você não precisa saber se há contratransferência ou não — o que importa é como você se sente e como isso está impactando a sua terapia. Vale trazer tudo isso para a próxima sessão, com sinceridade e sem medo de ser julgado.
Se quiser continuar conversando sobre isso por aqui, estou à disposição. Você está fazendo algo muito bonito: se olhando com verdade.
@andreduartepsicologo
Oieeee!
Acredito que o mais importante agora é você se abrir para a sua psicóloga e chamar para sair em outro momento. Independente da contratransferência, ela pode ter sentimentos de ter sido enganada etc. O ideal mesmo é você investir com outros métodos mais assertivos nessa pessoa que você tanto gosta e fazer terapia com outra psicóloga, que até pode te ajudar a entender esse processo e construir melhores abordagens, se for o caso.
Sugestão de filme: Hitch: conselheiro amoroso, com Will Smith.
Querendo mais conversar sobre isso, estou à disposição nos horários de agendamento no meu perfil.
Acredito que o mais importante agora é você se abrir para a sua psicóloga e chamar para sair em outro momento. Independente da contratransferência, ela pode ter sentimentos de ter sido enganada etc. O ideal mesmo é você investir com outros métodos mais assertivos nessa pessoa que você tanto gosta e fazer terapia com outra psicóloga, que até pode te ajudar a entender esse processo e construir melhores abordagens, se for o caso.
Sugestão de filme: Hitch: conselheiro amoroso, com Will Smith.
Querendo mais conversar sobre isso, estou à disposição nos horários de agendamento no meu perfil.
Olá! É compreensível que sentimentos intensos possam surgir na relação terapêutica, especialmente quando o vínculo com a psicóloga já existia antes do início do processo. Isso pode tornar tudo mais delicado, mas também é uma oportunidade de crescimento e autoconhecimento, se tratado com clareza e responsabilidade.
Na Gestalt Terapia, olhamos com muito cuidado para o que acontece na relação entre terapeuta e cliente. Quando você diz que "amava" sua psicóloga antes mesmo da terapia começar, isso pode refletir uma idealização ou projeção, ou seja, sentimentos que têm mais a ver com suas próprias necessidades, histórias e expectativas do que com quem a terapeuta realmente é.
E tudo isso é muito valioso de ser explorado no processo! Mais do que tentar descobrir se há contratransferência da parte da psicóloga (que, se houver, ela mesma deve estar atenta e saber conduzir com ética), o mais importante é que você possa falar abertamente sobre seus sentimentos com ela. Na Gestalt, acreditamos que aquilo que é vivido e trazido para a relação tem potência transformadora quando respeitado com limites e escuta genuína.
O essencial é que o espaço terapêutico seja seguro, claro e respeitoso, tanto para você quanto para ela.
Na Gestalt Terapia, olhamos com muito cuidado para o que acontece na relação entre terapeuta e cliente. Quando você diz que "amava" sua psicóloga antes mesmo da terapia começar, isso pode refletir uma idealização ou projeção, ou seja, sentimentos que têm mais a ver com suas próprias necessidades, histórias e expectativas do que com quem a terapeuta realmente é.
E tudo isso é muito valioso de ser explorado no processo! Mais do que tentar descobrir se há contratransferência da parte da psicóloga (que, se houver, ela mesma deve estar atenta e saber conduzir com ética), o mais importante é que você possa falar abertamente sobre seus sentimentos com ela. Na Gestalt, acreditamos que aquilo que é vivido e trazido para a relação tem potência transformadora quando respeitado com limites e escuta genuína.
O essencial é que o espaço terapêutico seja seguro, claro e respeitoso, tanto para você quanto para ela.
Olá,
Que bom que você está se permitindo falar sobre isso, já é algo muito significativo.
Quando você diz que ama sua psicóloga desde antes da terapia começar, e que já olhava pra ela com outros olhos, está tocando num ponto muito delicado e importante na psicanálise: o desejo. E mais ainda, você está falando de algo que chamamos de transferência, um fenômeno central no processo terapêutico.
A transferência acontece quando sentimentos, desejos, fantasias que temos, muitas vezes inconscientes e vindos de outras relações da nossa vida, como com nossos pais, figuras importantes da infância, são "transferidos" para o analista. É natural, esperado e faz parte da análise. Não é algo para se envergonhar ou evitar, mas para ser escutado e trabalhado.
Agora, você perguntou sobre a contratransferência, ou seja, o que o analista sente em relação ao paciente. Na psicanálise, especialmente na linha lacaniana, a gente costuma tratar esse tema com bastante cuidado. O foco da análise está em você, no que você sente, pensa, deseja e fala. O analista ocupa um lugar específico, ele não está ali como uma pessoa comum da nossa vida, e sim como alguém que escuta, que sustenta um lugar simbólico para que você possa se encontrar com o que está em jogo para você mesma.
Você quer saber se há contratransferência, se você conseguiria perceber. A verdade é: não necessariamente. E, mais do que isso, não é isso que vai fazer diferença no seu processo. O importante é você olhar para o que esse amor significa para você, o que ele te mobiliza, o que você busca ali. Isso pode abrir caminhos muito profundos de autoconhecimento.
Seu desejo de saber se ela sente algo por você pode estar falando de uma busca por reconhecimento, por amor, por reciprocidade e tudo isso é muito legítimo. Mas, na análise, o convite é justamente olhar de onde vem esse desejo, e o que você faz com ele.
É normal se sentir confusa ou até exposta ao falar essas coisas na terapia. Mas, se você se sentir segura, pode levar exatamente isso para a sua próxima sessão. Dizer o que sente, como está se perguntando sobre tudo isso. A análise não é lugar de julgamento, é lugar de escuta e, mais importante, de descoberta.
Você já começou esse movimento.
Se desejar, estou aqui, para que possamos olhar juntos para isso que tem afetado...
Que bom que você está se permitindo falar sobre isso, já é algo muito significativo.
Quando você diz que ama sua psicóloga desde antes da terapia começar, e que já olhava pra ela com outros olhos, está tocando num ponto muito delicado e importante na psicanálise: o desejo. E mais ainda, você está falando de algo que chamamos de transferência, um fenômeno central no processo terapêutico.
A transferência acontece quando sentimentos, desejos, fantasias que temos, muitas vezes inconscientes e vindos de outras relações da nossa vida, como com nossos pais, figuras importantes da infância, são "transferidos" para o analista. É natural, esperado e faz parte da análise. Não é algo para se envergonhar ou evitar, mas para ser escutado e trabalhado.
Agora, você perguntou sobre a contratransferência, ou seja, o que o analista sente em relação ao paciente. Na psicanálise, especialmente na linha lacaniana, a gente costuma tratar esse tema com bastante cuidado. O foco da análise está em você, no que você sente, pensa, deseja e fala. O analista ocupa um lugar específico, ele não está ali como uma pessoa comum da nossa vida, e sim como alguém que escuta, que sustenta um lugar simbólico para que você possa se encontrar com o que está em jogo para você mesma.
Você quer saber se há contratransferência, se você conseguiria perceber. A verdade é: não necessariamente. E, mais do que isso, não é isso que vai fazer diferença no seu processo. O importante é você olhar para o que esse amor significa para você, o que ele te mobiliza, o que você busca ali. Isso pode abrir caminhos muito profundos de autoconhecimento.
Seu desejo de saber se ela sente algo por você pode estar falando de uma busca por reconhecimento, por amor, por reciprocidade e tudo isso é muito legítimo. Mas, na análise, o convite é justamente olhar de onde vem esse desejo, e o que você faz com ele.
É normal se sentir confusa ou até exposta ao falar essas coisas na terapia. Mas, se você se sentir segura, pode levar exatamente isso para a sua próxima sessão. Dizer o que sente, como está se perguntando sobre tudo isso. A análise não é lugar de julgamento, é lugar de escuta e, mais importante, de descoberta.
Você já começou esse movimento.
Se desejar, estou aqui, para que possamos olhar juntos para isso que tem afetado...
Olá! O mais indicado seria que essa conversa tivesse ocorrido antes do início do processo terapêutico. No entanto, como a terapia já foi iniciada, o mais importante agora é que você leve esse assunto para a sessão. Falar sobre isso com o profissional é essencial, especialmente porque o processo pode ter se estabelecido sob a influência de uma intenção afetiva prévia, o que pode interferir na função clínica da relação e comprometer a efetividade da intervenção.
É fundamental que esse vínculo seja mantido dentro de parâmetros éticos e tecnicamente seguros. Se houver indícios de conflito de interesse, o mais apropriado pode ser o encerramento do atendimento com encaminhamento para outro profissional, que não esteja implicado na história prévia.
Sobre a contratransferência, os sentimentos e pensamentos da terapeuta são eventos privados — ou seja, só se tornam conhecidos se ela decidir falar sobre eles. Você só saberá se há algo nesse sentido caso ela considere relevante e traga isso de forma ética e profissional.
É fundamental que esse vínculo seja mantido dentro de parâmetros éticos e tecnicamente seguros. Se houver indícios de conflito de interesse, o mais apropriado pode ser o encerramento do atendimento com encaminhamento para outro profissional, que não esteja implicado na história prévia.
Sobre a contratransferência, os sentimentos e pensamentos da terapeuta são eventos privados — ou seja, só se tornam conhecidos se ela decidir falar sobre eles. Você só saberá se há algo nesse sentido caso ela considere relevante e traga isso de forma ética e profissional.
O que você relata — já ter sentimentos antes mesmo da terapia começar — pode ser um caso em que a transferência se iniciou antes do vínculo terapêutico, mas se intensificou dentro dele.
Já a contratransferência é o que o terapeuta sente em resposta ao paciente. Esse é um aspecto técnico e, idealmente, o psicólogo deve estar atento e em supervisão ou análise pessoal para lidar eticamente com isso.
Você, como paciente, não tem como saber com certeza se há contratransferência — isso faz parte do campo interno do terapeuta, e não costuma ser exposto diretamente. O mais importante é que você trouxe esse sentimento para a terapia, e isso pode ser trabalhado com honestidade, desde que o ambiente terapêutico continue seguro, ético e respeitoso.
Se em algum momento você sentir que os limites da relação estão sendo ultrapassados, é importante conversar sobre isso na própria terapia ou buscar uma segunda opinião profissional.
Já a contratransferência é o que o terapeuta sente em resposta ao paciente. Esse é um aspecto técnico e, idealmente, o psicólogo deve estar atento e em supervisão ou análise pessoal para lidar eticamente com isso.
Você, como paciente, não tem como saber com certeza se há contratransferência — isso faz parte do campo interno do terapeuta, e não costuma ser exposto diretamente. O mais importante é que você trouxe esse sentimento para a terapia, e isso pode ser trabalhado com honestidade, desde que o ambiente terapêutico continue seguro, ético e respeitoso.
Se em algum momento você sentir que os limites da relação estão sendo ultrapassados, é importante conversar sobre isso na própria terapia ou buscar uma segunda opinião profissional.
Olá, como vai?
Você não vai saber se há contratransferência se ela não anunciar isso.
Será que era necessário torná-la sua psicológa ao inves de investir num outro tipo de vínculo? Pode parecer que você está pagando pela presença dela e não está em terapia. Sugiro que você converse com ela e encontre uma solução para essa situação, ou procure um outro profissional o qual você não tem interesse amoroso.
Espero ter ajudado, qualquer dúvida estou à disposição.
Você não vai saber se há contratransferência se ela não anunciar isso.
Será que era necessário torná-la sua psicológa ao inves de investir num outro tipo de vínculo? Pode parecer que você está pagando pela presença dela e não está em terapia. Sugiro que você converse com ela e encontre uma solução para essa situação, ou procure um outro profissional o qual você não tem interesse amoroso.
Espero ter ajudado, qualquer dúvida estou à disposição.
Querido(a) Paciente,
Valorizo muito a sua abertura em compartilhar algo tão íntimo. Percebo que essa é uma situação delicada, e é com esse cuidado que devemos tratá-la. Para que possamos compreender melhor o que está acontecendo, é importante olhar com carinho para os seus sentimentos e perceber de que forma eles têm se manifestado.
A partir disso, poderemos entender se esses sentimentos estão te fortalecendo emocionalmente ou, talvez, te trazendo mais sofrimento. A transferência, assim como a contratransferência, são fenômenos que surgem a partir do vínculo profundo entre terapeuta e paciente, e por isso envolvem camadas emocionais muito sutis.
É difícil saber com clareza o que o outro sente, especialmente quando isso não é verbalizado de forma direta. A possibilidade de haver contratransferência existe, mas essa percepção, por si só, pode não estar totalmente ao nosso alcance o que não invalida, de forma alguma, a importância daquilo que você sente.
Seus sentimentos são legítimos e merecem escuta e cuidado. Talvez seja interessante levar essa questão com profundidade para sua terapeuta atual, para que vocês possam construir juntas um espaço seguro de elaboração e pensar em um plano de ação, principalmente porque esses sentimentos estão se intensificando.
Você não está sozinha. E é muito bonito ver que está se permitindo olhar para isso com tanta coragem e sensibilidade.
Valorizo muito a sua abertura em compartilhar algo tão íntimo. Percebo que essa é uma situação delicada, e é com esse cuidado que devemos tratá-la. Para que possamos compreender melhor o que está acontecendo, é importante olhar com carinho para os seus sentimentos e perceber de que forma eles têm se manifestado.
A partir disso, poderemos entender se esses sentimentos estão te fortalecendo emocionalmente ou, talvez, te trazendo mais sofrimento. A transferência, assim como a contratransferência, são fenômenos que surgem a partir do vínculo profundo entre terapeuta e paciente, e por isso envolvem camadas emocionais muito sutis.
É difícil saber com clareza o que o outro sente, especialmente quando isso não é verbalizado de forma direta. A possibilidade de haver contratransferência existe, mas essa percepção, por si só, pode não estar totalmente ao nosso alcance o que não invalida, de forma alguma, a importância daquilo que você sente.
Seus sentimentos são legítimos e merecem escuta e cuidado. Talvez seja interessante levar essa questão com profundidade para sua terapeuta atual, para que vocês possam construir juntas um espaço seguro de elaboração e pensar em um plano de ação, principalmente porque esses sentimentos estão se intensificando.
Você não está sozinha. E é muito bonito ver que está se permitindo olhar para isso com tanta coragem e sensibilidade.
Ei..
- Excelente pergunta, não tem como você saber a menos que ela te fale. Se ela não demonstrou nenhum tipo de interesse em você nesses anos e durante a terapia, converse com ela se você pode estar realizando comportamentos de assédio ou perseguição. Dois anos é muito tempo para ficar olhando para alguém assim, se você realmente gosta dela, seja respeitoso e entenda que se ela te disser NÃO, é um NÃO mesmo e você tentar insistir e até mesmo tentar fazer terapia com ela te coloca numa situação muito complexa. Lembre-se mulheres merecem mais respeito, o fato de você gostar dela e pedir para ser atendido por ela é uma falta de respeito e isso deve ser falado com maior profundidade na terapia.
- Caso queira nos mandar mais detalhes e perguntas, ficarei feliz em responder.
Abraços
- Excelente pergunta, não tem como você saber a menos que ela te fale. Se ela não demonstrou nenhum tipo de interesse em você nesses anos e durante a terapia, converse com ela se você pode estar realizando comportamentos de assédio ou perseguição. Dois anos é muito tempo para ficar olhando para alguém assim, se você realmente gosta dela, seja respeitoso e entenda que se ela te disser NÃO, é um NÃO mesmo e você tentar insistir e até mesmo tentar fazer terapia com ela te coloca numa situação muito complexa. Lembre-se mulheres merecem mais respeito, o fato de você gostar dela e pedir para ser atendido por ela é uma falta de respeito e isso deve ser falado com maior profundidade na terapia.
- Caso queira nos mandar mais detalhes e perguntas, ficarei feliz em responder.
Abraços
Contratransferência é quando o terapeuta tem reações emocionais ao paciente. Geralmente, o psicólogo percebe e administra isso para manter o profissionalismo. Se tiver dúvidas, fale abertamente na terapia; é importante manter limites claros para que o tratamento seja seguro e eficaz.
Olá,
Quando um paciente relata que já tinha sentimentos ou um olhar diferenciado por sua terapeuta antes mesmo da análise começar, é importante reconhecer que isso pode estar atravessado por um movimento transferencial. A transferência é, por excelência, a repetição de afetos e fantasias inconscientes em direção ao analista, mesmo que esses sentimentos pareçam atuais ou verdadeiros.
O fato de você ter escolhido alguém que já mobilizava algo em você pode indicar que, ainda antes da escuta analítica começar, o desejo inconsciente já estava em cena. Isso não invalida a terapia. Pelo contrário, pode torná-la uma oportunidade valiosa de elaboração se for sustentada com ética e manejo clínico adequado.
Sobre a contratransferência, ela existe em toda relação analítica, pois o analista também é afetado pelo campo emocional instaurado. Mas identificar isso não é papel do paciente. Cabe ao analista reconhecer, analisar e não agir sobre os afetos despertados. A boa clínica não depende da neutralidade absoluta, mas da capacidade do analista de transformar o que sente em escuta, não em atuação.
Então, mais importante do que saber se há ou não contratransferência é perceber se a sua terapeuta está conseguindo manter o enquadre, a ética e o lugar de análise, mesmo diante do que você sente. Isso é o que sustenta um espaço verdadeiramente transformador.
Espero ter contribuído!
Quando um paciente relata que já tinha sentimentos ou um olhar diferenciado por sua terapeuta antes mesmo da análise começar, é importante reconhecer que isso pode estar atravessado por um movimento transferencial. A transferência é, por excelência, a repetição de afetos e fantasias inconscientes em direção ao analista, mesmo que esses sentimentos pareçam atuais ou verdadeiros.
O fato de você ter escolhido alguém que já mobilizava algo em você pode indicar que, ainda antes da escuta analítica começar, o desejo inconsciente já estava em cena. Isso não invalida a terapia. Pelo contrário, pode torná-la uma oportunidade valiosa de elaboração se for sustentada com ética e manejo clínico adequado.
Sobre a contratransferência, ela existe em toda relação analítica, pois o analista também é afetado pelo campo emocional instaurado. Mas identificar isso não é papel do paciente. Cabe ao analista reconhecer, analisar e não agir sobre os afetos despertados. A boa clínica não depende da neutralidade absoluta, mas da capacidade do analista de transformar o que sente em escuta, não em atuação.
Então, mais importante do que saber se há ou não contratransferência é perceber se a sua terapeuta está conseguindo manter o enquadre, a ética e o lugar de análise, mesmo diante do que você sente. Isso é o que sustenta um espaço verdadeiramente transformador.
Espero ter contribuído!
Olá, tudo bem?
Sua pergunta é muito importante — e mais do que isso, corajosa. Falar sobre sentimentos que surgem dentro da terapia, especialmente quando envolvem afeto ou desejo, exige uma honestidade interna que nem sempre é fácil de sustentar. E o que você traz toca diretamente em algo que, do ponto de vista terapêutico, é conhecido como transferência — quando sentimentos antigos ou inconscientes são ativados na relação com o(a) terapeuta.
O que você sente por ela pode ter raízes anteriores à terapia, mas ganha um contorno mais intenso nesse espaço justamente por ele ser um lugar onde emoções profundas têm mais chance de emergir. Agora, sobre a contratransferência — que é quando o(a) psicólogo(a) também começa a reagir emocionalmente ao paciente — é um conceito técnico e sutil. E a resposta mais ética e segura é: quem deve perceber e manejar isso é o profissional, não você. O papel do paciente não é "diagnosticar" a contratransferência, mas sim se permitir viver com autenticidade aquilo que sente, dentro dos limites do vínculo terapêutico.
Se a sua psicóloga continuar conduzindo o processo com ética, cuidado e escuta, mesmo diante da sua declaração, isso já mostra que ela está manejando bem o que chamamos de "fronteira terapêutica". Agora, vale uma reflexão: você consegue imaginar como seria esse vínculo se ela não fosse sua psicóloga, mas alguém com quem você pudesse realmente explorar um relacionamento? Ou será que o espaço terapêutico se tornou um lugar onde você se sente visto, acolhido e desejando algo que talvez tenha faltado em outros relacionamentos da sua vida?
A neurociência nos mostra que o cérebro forma vínculos com figuras que oferecem escuta, presença e segurança emocional — especialmente se, em outras fases da vida, essas experiências foram raras. Ou seja, esse sentimento que você nutre pode dizer mais sobre sua história de vínculos do que sobre a pessoa em si. E isso não invalida o afeto — mas talvez te ajude a ressignificá-lo com mais clareza e leveza ao longo da terapia.
Você já teve espaço para falar sobre o que esse sentimento representa para você, para além do desejo? O que você espera que aconteça entre vocês a partir disso? E, mais importante: o que essa experiência te ensina sobre as suas formas de amar e se vincular?
Caso precise, estou à disposição.
Sua pergunta é muito importante — e mais do que isso, corajosa. Falar sobre sentimentos que surgem dentro da terapia, especialmente quando envolvem afeto ou desejo, exige uma honestidade interna que nem sempre é fácil de sustentar. E o que você traz toca diretamente em algo que, do ponto de vista terapêutico, é conhecido como transferência — quando sentimentos antigos ou inconscientes são ativados na relação com o(a) terapeuta.
O que você sente por ela pode ter raízes anteriores à terapia, mas ganha um contorno mais intenso nesse espaço justamente por ele ser um lugar onde emoções profundas têm mais chance de emergir. Agora, sobre a contratransferência — que é quando o(a) psicólogo(a) também começa a reagir emocionalmente ao paciente — é um conceito técnico e sutil. E a resposta mais ética e segura é: quem deve perceber e manejar isso é o profissional, não você. O papel do paciente não é "diagnosticar" a contratransferência, mas sim se permitir viver com autenticidade aquilo que sente, dentro dos limites do vínculo terapêutico.
Se a sua psicóloga continuar conduzindo o processo com ética, cuidado e escuta, mesmo diante da sua declaração, isso já mostra que ela está manejando bem o que chamamos de "fronteira terapêutica". Agora, vale uma reflexão: você consegue imaginar como seria esse vínculo se ela não fosse sua psicóloga, mas alguém com quem você pudesse realmente explorar um relacionamento? Ou será que o espaço terapêutico se tornou um lugar onde você se sente visto, acolhido e desejando algo que talvez tenha faltado em outros relacionamentos da sua vida?
A neurociência nos mostra que o cérebro forma vínculos com figuras que oferecem escuta, presença e segurança emocional — especialmente se, em outras fases da vida, essas experiências foram raras. Ou seja, esse sentimento que você nutre pode dizer mais sobre sua história de vínculos do que sobre a pessoa em si. E isso não invalida o afeto — mas talvez te ajude a ressignificá-lo com mais clareza e leveza ao longo da terapia.
Você já teve espaço para falar sobre o que esse sentimento representa para você, para além do desejo? O que você espera que aconteça entre vocês a partir disso? E, mais importante: o que essa experiência te ensina sobre as suas formas de amar e se vincular?
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