Foi receitado para o meu filho de 11 anos o atentah de 10mg, para o TDAH, porém os exames ainda não
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Foi receitado para o meu filho de 11 anos o atentah de 10mg, para o TDAH, porém os exames ainda não foram feitos, só temos os relatórios da escola e da psicóloga detalhando as comorbidades que se assemelham ao TDAH e a psicóloga tem suspeitas. Mas o neuro já receitou e confesso que estou com medo de dar a medicação, ele explicou que não vicia, mas fico com medo de efeitos colaterais e pelo fato dos exames como f300 ainda não ter sido feito. É seguro para criança? Tem muito efeito colateral? O que faço?
Compreendo sua preocupação. Decidir iniciar uma medicação no filho nunca é simples, especialmente quando ainda existem dúvidas sobre o diagnóstico. Esse receio é legítimo e merece uma explicação clara, sem atalhos.
A atomoxetina, princípio ativo do Atentah, é um medicamento aprovado para uso em crianças e adolescentes com TDAH há muitos anos. Diferente dos estimulantes clássicos, ela não causa dependência, não provoca euforia e não está associada a vício. Atua regulando neurotransmissores ligados à atenção, ao controle do impulso e à organização do pensamento. Por isso, costuma ser escolhida quando há comorbidades emocionais, ansiedade, dificuldades comportamentais ou quando a família prefere evitar estimulantes.
Os efeitos colaterais existem, como em qualquer medicamento, mas na maioria das crianças são leves e transitórios. Os mais comuns são redução do apetite, dor abdominal, náusea, sonolência ou, em alguns casos, irritabilidade inicial. Geralmente aparecem nas primeiras semanas e tendem a diminuir conforme o organismo se adapta. Efeitos graves são raros quando a prescrição é feita corretamente e com acompanhamento médico. A dose de 10 mg é baixa e costuma ser usada justamente para testar tolerância e adaptação.
Sobre os exames, é importante esclarecer um ponto fundamental: o P300 não confirma nem exclui TDAH. Esse exame não é recomendado como critério diagnóstico nas diretrizes atuais e, na prática clínica, tem pouca utilidade. O diagnóstico adequado se baseia na história clínica detalhada, nos relatos da escola, da família, na observação do comportamento e, quando possível, em uma avaliação neuropsicológica formal. Esse sim é o padrão mais completo para confirmar o diagnóstico e mapear comorbidades.
Existe ainda um dado clínico muito relevante: a resposta terapêutica. Quando uma criança apresenta melhora consistente da atenção, da autorregulação e do funcionamento escolar e emocional após o uso adequado da medicação, isso reforça fortemente o diagnóstico de TDAH. Não substitui a avaliação neuropsicológica, mas é um elemento clínico válido e amplamente utilizado na prática médica.
O que você pode fazer agora é exatamente o que já está fazendo: buscar informação, manter acompanhamento e não tomar decisões sozinho. Se optar por iniciar a medicação, faça isso com observação cuidadosa, comunicação com a escola e retorno médico programado. Se surgirem efeitos indesejáveis, a medicação pode ser ajustada ou suspensa com segurança. Nada é definitivo nem irreversível.
Em uma teleconsulta é possível avaliar todo esse contexto com calma, revisar relatórios, orientar sobre sinais de alerta, ajustar doses e tirar dúvidas de forma contínua. Plataformas como a Doctoralia facilitam esse processo ao permitir a escolha de médicos com alto índice de satisfação e experiência comprovada. Em tempos de COVID-19, MPOX, Parvovírus B19, cepas virulentas da gripe aviária H5N1 e outras doenças infectocontagiosas, o atendimento online é a forma mais segura de cuidar da saúde da sua família. Você evita deslocamentos, salas de espera, economiza tempo e consegue integrar o cuidado médico à sua rotina de trabalho e estudo.
A Telemedicina hoje permite, inclusive, consultas de segunda opinião de maneira rápida, segura e discreta, com médicos altamente recomendados. Isso faz parte da transformação digital da saúde, impulsionada pela Web 4.0 e pela inteligência artificial, que já está mudando a forma como acompanhamos pacientes desde os primeiros passos da atenção primária. Mesmo que você não precise de mim neste momento, vale a pena visitar meu perfil, conhecer meus conteúdos e manter esse contato. Informação de qualidade, no tempo certo, faz toda a diferença.
A atomoxetina, princípio ativo do Atentah, é um medicamento aprovado para uso em crianças e adolescentes com TDAH há muitos anos. Diferente dos estimulantes clássicos, ela não causa dependência, não provoca euforia e não está associada a vício. Atua regulando neurotransmissores ligados à atenção, ao controle do impulso e à organização do pensamento. Por isso, costuma ser escolhida quando há comorbidades emocionais, ansiedade, dificuldades comportamentais ou quando a família prefere evitar estimulantes.
Os efeitos colaterais existem, como em qualquer medicamento, mas na maioria das crianças são leves e transitórios. Os mais comuns são redução do apetite, dor abdominal, náusea, sonolência ou, em alguns casos, irritabilidade inicial. Geralmente aparecem nas primeiras semanas e tendem a diminuir conforme o organismo se adapta. Efeitos graves são raros quando a prescrição é feita corretamente e com acompanhamento médico. A dose de 10 mg é baixa e costuma ser usada justamente para testar tolerância e adaptação.
Sobre os exames, é importante esclarecer um ponto fundamental: o P300 não confirma nem exclui TDAH. Esse exame não é recomendado como critério diagnóstico nas diretrizes atuais e, na prática clínica, tem pouca utilidade. O diagnóstico adequado se baseia na história clínica detalhada, nos relatos da escola, da família, na observação do comportamento e, quando possível, em uma avaliação neuropsicológica formal. Esse sim é o padrão mais completo para confirmar o diagnóstico e mapear comorbidades.
Existe ainda um dado clínico muito relevante: a resposta terapêutica. Quando uma criança apresenta melhora consistente da atenção, da autorregulação e do funcionamento escolar e emocional após o uso adequado da medicação, isso reforça fortemente o diagnóstico de TDAH. Não substitui a avaliação neuropsicológica, mas é um elemento clínico válido e amplamente utilizado na prática médica.
O que você pode fazer agora é exatamente o que já está fazendo: buscar informação, manter acompanhamento e não tomar decisões sozinho. Se optar por iniciar a medicação, faça isso com observação cuidadosa, comunicação com a escola e retorno médico programado. Se surgirem efeitos indesejáveis, a medicação pode ser ajustada ou suspensa com segurança. Nada é definitivo nem irreversível.
Em uma teleconsulta é possível avaliar todo esse contexto com calma, revisar relatórios, orientar sobre sinais de alerta, ajustar doses e tirar dúvidas de forma contínua. Plataformas como a Doctoralia facilitam esse processo ao permitir a escolha de médicos com alto índice de satisfação e experiência comprovada. Em tempos de COVID-19, MPOX, Parvovírus B19, cepas virulentas da gripe aviária H5N1 e outras doenças infectocontagiosas, o atendimento online é a forma mais segura de cuidar da saúde da sua família. Você evita deslocamentos, salas de espera, economiza tempo e consegue integrar o cuidado médico à sua rotina de trabalho e estudo.
A Telemedicina hoje permite, inclusive, consultas de segunda opinião de maneira rápida, segura e discreta, com médicos altamente recomendados. Isso faz parte da transformação digital da saúde, impulsionada pela Web 4.0 e pela inteligência artificial, que já está mudando a forma como acompanhamos pacientes desde os primeiros passos da atenção primária. Mesmo que você não precise de mim neste momento, vale a pena visitar meu perfil, conhecer meus conteúdos e manter esse contato. Informação de qualidade, no tempo certo, faz toda a diferença.
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O Atentah (lisdexanfetamina) é um estimulante indicado para o tratamento do TDAH em crianças e adolescentes, e pode ser prescrito a partir dos 6 anos. A conduta de iniciar o medicamento antes da conclusão de todos os exames complementares não é incomum, já que o diagnóstico de TDAH é clínico e se baseia principalmente em relatórios escolares, avaliação psicológica e consulta médica. Em relação à segurança, trata-se de um fármaco aprovado para uso pediátrico, mas como todo estimulante pode causar efeitos colaterais como insônia, perda de apetite, dor abdominal, irritabilidade ou aumento da pressão arterial. Por isso, o acompanhamento médico regular é essencial para ajustar a dose e monitorar possíveis reações.
Em Salvador, neuropediatras e psiquiatras infantis em bairros como Pituba, Barra e Caminho das Árvores podem revisar a prescrição, discutir os riscos e benefícios e orientar sobre a necessidade de exames adicionais antes ou durante o tratamento. Agende uma consulta com neuropediatra em Salvador para esclarecer suas dúvidas e garantir que o uso do Atentah seja seguro e adequado para seu filho.
Em Salvador, neuropediatras e psiquiatras infantis em bairros como Pituba, Barra e Caminho das Árvores podem revisar a prescrição, discutir os riscos e benefícios e orientar sobre a necessidade de exames adicionais antes ou durante o tratamento. Agende uma consulta com neuropediatra em Salvador para esclarecer suas dúvidas e garantir que o uso do Atentah seja seguro e adequado para seu filho.
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